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A escola intercultural das profissões : o projecto visto pelos jovens que a frequentam : um estudo exploratório

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Como vêem a Escola Intercultural das Profissões, os formandos? Apresenta-se ela como uma escola de referência para os alunos que fazem abandono precoce da escolaridade ou mesmo para os imigrantes adultos com baixos níveis de qualificação profissional e para as minorias que querem retomar a sua formação? A capital do concelho onde se situa, é uma cidade multicultural da região da grande Lisboa, mas, não nos esqueçamos que este, e outros, aspectos fazem dela uma cidade marcada por fenómenos de ruptura social e assimetrias que afectam a segurança e o ambiente que rodeia os restantes residentes em particular e o município em geral. Com o objectivo de compreender como a escola responde aos fenómenos da desmotivação, abandono e exclusão escolar (e social) procedemos a inquirição por entrevista, de um conjunto de alunos (bem como de uma ex-aluna) da E.I.P. Em geral os inquiridos dizem que a escola é moderna e encontraram lá compreensão. Este equipamento reúne assim um conjunto de condições favoráveis ao desenvolvimento de processos coerentes ao nível social económico e cultural, capazes de conjugar novas dinâmicas nos aspectos da participação activa dos formandos, da comunicaçâo intercultural, da educação permanente e da qualificação profissional. Achamos importante a criação da E.I.P sob o ponto de vista da integração de um segmento importante da população e que de outra forma se poderiam ver atirados para a marginalidade e até delinquência. Em cidades, na periferia de Lisboa, onde existem muitos bairros degradados, há crianças que não frequentam a escola, que não têm uma família estruturada, que precocemente partem para a prostituição ou se entregam à toxicodependência. O que pode fazer para o prevenir? Os distúrbios hoje em dia aparecem nos nossos ecrãs da televisão provocados por bandos de jovens pertencentes a minorias étnicas, são fruto das condições de vida e de ambientes propiciadores. Se os quisermos evitar teremos provavelmente intervir também no plano escolar e educativo, promovendo políticas de inclusão assentes numa matriz intercultural.
Autores principais:Serraventoso, Maria Fernanda Pinto
Assunto:Teses de mestrado - 2005 Educação intercultural - Portugal Qualificação profissional Exclusão escolar Família - aspectos sociais Minorias étnicas - Área metropolitana de Lisboa (Portugal)
Ano:2005
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Como vêem a Escola Intercultural das Profissões, os formandos? Apresenta-se ela como uma escola de referência para os alunos que fazem abandono precoce da escolaridade ou mesmo para os imigrantes adultos com baixos níveis de qualificação profissional e para as minorias que querem retomar a sua formação? A capital do concelho onde se situa, é uma cidade multicultural da região da grande Lisboa, mas, não nos esqueçamos que este, e outros, aspectos fazem dela uma cidade marcada por fenómenos de ruptura social e assimetrias que afectam a segurança e o ambiente que rodeia os restantes residentes em particular e o município em geral. Com o objectivo de compreender como a escola responde aos fenómenos da desmotivação, abandono e exclusão escolar (e social) procedemos a inquirição por entrevista, de um conjunto de alunos (bem como de uma ex-aluna) da E.I.P. Em geral os inquiridos dizem que a escola é moderna e encontraram lá compreensão. Este equipamento reúne assim um conjunto de condições favoráveis ao desenvolvimento de processos coerentes ao nível social económico e cultural, capazes de conjugar novas dinâmicas nos aspectos da participação activa dos formandos, da comunicaçâo intercultural, da educação permanente e da qualificação profissional. Achamos importante a criação da E.I.P sob o ponto de vista da integração de um segmento importante da população e que de outra forma se poderiam ver atirados para a marginalidade e até delinquência. Em cidades, na periferia de Lisboa, onde existem muitos bairros degradados, há crianças que não frequentam a escola, que não têm uma família estruturada, que precocemente partem para a prostituição ou se entregam à toxicodependência. O que pode fazer para o prevenir? Os distúrbios hoje em dia aparecem nos nossos ecrãs da televisão provocados por bandos de jovens pertencentes a minorias étnicas, são fruto das condições de vida e de ambientes propiciadores. Se os quisermos evitar teremos provavelmente intervir também no plano escolar e educativo, promovendo políticas de inclusão assentes numa matriz intercultural.