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Fatores determinantes do rating soberano português

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Resumo:O risco soberano é a probabilidade de uma entidade soberana incumprir as suas obrigações contratuais. Esta probabilidade é avaliada e calculada por diferentes agências de atribuição de rating, que têm em conta não só diferentes variáveis macroeconómicas, mas como outros fatores qualitativos. Cada uma das referidas agências utiliza diferentes estimativas e estimadores para atribuição de uma notação alfanumérica contida na categoria de investimento ou na categoria de notação especulativa. Este trabalho visa encontrar as variáveis determinantes para a atribuição do rating soberano no caso português nos últimos 21 anos (1996-2015) através de uma seleção inicial de variáveis tendo por base racional económico no caso português e a revisão bibliográfica. Maximizando a redução de situações de multicolinearidade através dos fatores da inflação da variância e a análise de componentes da variância e ainda aplicando os métodos de seleção de variáveis mais conhecidos - backwards, stepwise e forward linear - chegou-se à conclusão que os fatores determinantes são a variação do PIB (a preços constantes, base de 2011), a taxa Euribor, o endividamento de particulares, o rácio de Importações e Exportações sobre o PIB e ainda as Reservas Totais. Além disso, assegurou-se a qualidade da regressão com a validação da normalidade dos resíduos. Em seguida, foi estudada a influência do ciclo económico nos fatores determinados selecionados e chegou-se à conclusão que, além do reduzido significado estatístico devido à redução da amostra inicial, poucas são efetivamente significativas em cada uma das fases do ciclo económico. Por fim, estudou-se o efeito do rating no juro da dívida soberana portuguesa e chegou-se à conclusão que não se incorporavam as forças da procura do mercado nem os fatores qualitativos neste ajustamento, pelo que se decidiu replicar a mesma análise para um prémio de mercado, que consistiu na diferença entre o juro da dívida portuguesa e o juro da dívida alemã. Com efeito, concluiu-se que o rating era significativo na explicação do prémio de mercado, aliado dos três dos cinco fatores determinantes previamente selecionados, a variação do PIB, a taxa Euribor e ainda as Reservas Totais.
Autores principais:Rodrigues, Miguel Cortes
Assunto:Risco soberano Variáveis macroeconómicas Multicolinearidade Ciclo económico Teses de mestrado - 2017
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O risco soberano é a probabilidade de uma entidade soberana incumprir as suas obrigações contratuais. Esta probabilidade é avaliada e calculada por diferentes agências de atribuição de rating, que têm em conta não só diferentes variáveis macroeconómicas, mas como outros fatores qualitativos. Cada uma das referidas agências utiliza diferentes estimativas e estimadores para atribuição de uma notação alfanumérica contida na categoria de investimento ou na categoria de notação especulativa. Este trabalho visa encontrar as variáveis determinantes para a atribuição do rating soberano no caso português nos últimos 21 anos (1996-2015) através de uma seleção inicial de variáveis tendo por base racional económico no caso português e a revisão bibliográfica. Maximizando a redução de situações de multicolinearidade através dos fatores da inflação da variância e a análise de componentes da variância e ainda aplicando os métodos de seleção de variáveis mais conhecidos - backwards, stepwise e forward linear - chegou-se à conclusão que os fatores determinantes são a variação do PIB (a preços constantes, base de 2011), a taxa Euribor, o endividamento de particulares, o rácio de Importações e Exportações sobre o PIB e ainda as Reservas Totais. Além disso, assegurou-se a qualidade da regressão com a validação da normalidade dos resíduos. Em seguida, foi estudada a influência do ciclo económico nos fatores determinados selecionados e chegou-se à conclusão que, além do reduzido significado estatístico devido à redução da amostra inicial, poucas são efetivamente significativas em cada uma das fases do ciclo económico. Por fim, estudou-se o efeito do rating no juro da dívida soberana portuguesa e chegou-se à conclusão que não se incorporavam as forças da procura do mercado nem os fatores qualitativos neste ajustamento, pelo que se decidiu replicar a mesma análise para um prémio de mercado, que consistiu na diferença entre o juro da dívida portuguesa e o juro da dívida alemã. Com efeito, concluiu-se que o rating era significativo na explicação do prémio de mercado, aliado dos três dos cinco fatores determinantes previamente selecionados, a variação do PIB, a taxa Euribor e ainda as Reservas Totais.