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As comunidades vegetais sobre solos ultrabásicos no Alto Alentejo (Portugal)

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Nas imediações de Cabeço de Vide, nos concelhos de Fronteira e de Alter do Chão ocorre um território complexo, em termos geológicos, alternando rochas calcárias, com rochas graníticas e com ultrabasitos serpentinizados. Estas últimas constituem uma mancha contínua com relativa homogeneidade que nos permitiu efectuar o estudo da sua vegetação aqui apresentado. Em termos bioclimáticos, este território insere-se no andar mesomediterrânico inferior, sub-húmido euoceânico atenuado. Esta vegetação é muito original visto que todas as comunidades que observámos são originais: Rhamno laderoi-Quercetum rotundifoliae genistetosum histricis subass. nova, Genisetum histricis-hirsutae ass. nova, Armerio linkiani-Centauretum bethuricae ass. nova e Plantago afrae-Omphalodetum linifoliae ass. nova. A primeira é um azinhal em que assinala a presença de Rhamnus laderoi e as diferenciais da nova subassociação Genista histrix, Asparagus aphyllus e Cytisus baeticus. A segunda é um mato caracterizado por Genista hirsuta e Genista histrix e pela ausência de Cistus ladanifer, Cistus albidus e Cistus monspeliensis. A terceira é constituída por hemicriptófitos herbáceos vivazes e geófitos caracterizada pelos endemismos Centaurea bethurica e Armeria linkiana acompanhada de diversas plantas da Festuco-Brometea. A última é uma comunidade terofítica caracterizada por Omphalodes linifolia e diversas espécies da Brachypodietalia distachyi
Autores principais:Antunes, João Henriques Castro
Outros Autores:Aguiar, Carlos; Neto, Carlos; Costa, José Carlos
Assunto:vegetação ultrabásicos arrelvados matos bosque
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Nas imediações de Cabeço de Vide, nos concelhos de Fronteira e de Alter do Chão ocorre um território complexo, em termos geológicos, alternando rochas calcárias, com rochas graníticas e com ultrabasitos serpentinizados. Estas últimas constituem uma mancha contínua com relativa homogeneidade que nos permitiu efectuar o estudo da sua vegetação aqui apresentado. Em termos bioclimáticos, este território insere-se no andar mesomediterrânico inferior, sub-húmido euoceânico atenuado. Esta vegetação é muito original visto que todas as comunidades que observámos são originais: Rhamno laderoi-Quercetum rotundifoliae genistetosum histricis subass. nova, Genisetum histricis-hirsutae ass. nova, Armerio linkiani-Centauretum bethuricae ass. nova e Plantago afrae-Omphalodetum linifoliae ass. nova. A primeira é um azinhal em que assinala a presença de Rhamnus laderoi e as diferenciais da nova subassociação Genista histrix, Asparagus aphyllus e Cytisus baeticus. A segunda é um mato caracterizado por Genista hirsuta e Genista histrix e pela ausência de Cistus ladanifer, Cistus albidus e Cistus monspeliensis. A terceira é constituída por hemicriptófitos herbáceos vivazes e geófitos caracterizada pelos endemismos Centaurea bethurica e Armeria linkiana acompanhada de diversas plantas da Festuco-Brometea. A última é uma comunidade terofítica caracterizada por Omphalodes linifolia e diversas espécies da Brachypodietalia distachyi