Publicação
Mindfulness e psychological mindedness enquanto posturas terapêuticas : relação com o processo de mudança em psicoterapia
| Resumo: | A influência das características do psicoterapeuta, no processo e nos resultados da intervenção psicoterapêutica, tem sido amplamente reconhecida, independentemente do modelo teórico. Assumindo-se o interesse no estudo das competências terapêuticas não técnicas , necessárias para a prática clínica, reflecte-se sobre os constructos mindfulness e psychological mindedness, enquanto características relativamente estáveis da consciência da experiência e do self do psicoterapeuta, que podem manifestar-se como posturas terapêuticas distintas. Mindfulness pode descrever-se como a observação voluntária, sem julgamento, com consciência e atenção aumentadas, da experiência do momento presente (e.g. Brown & Ryan, 2003; Kabat-Zinn, 2003). Psychological Mindedness consiste no interesse e na capacidade para pensar reflexivamente sobre os significados e motivações comportamentais, cognitivas e emocionais do próprio indivíduo e/ou dos outros (e.g. Farber, 1985; Hall, 1992). Neste trabalho, é focada e fundamentada a utilidade de um terapeuta manifestar, responsivamente, as posturas minful e psychologically minded no espaço terapêutico, com a finalidade de verificar uma promoção mais diferenciada dos mecanismos de mudança no paciente. Delineia-se um estudo longitudinal, apoiado no Metamodelo integrativo de Complementaridade Paradigmática (Vasco, 2006). Pretende-se compreender a relação entre as posturas terapêuticas mindful e/ou psychologically minded, e o aumento da consciência da experiencia e do self do paciente. Espera-se que os terapeutas, com graus elevados nas duas características, oscilando responsivamente entre as duas posturas terapêuticas, verifiquem nos seus pacientes, uma maior capacidade estrutural, associada a um aumento da consciência da experiência e do self, obtido através da assimilação de objectivos estratégicos específicos de fase 2, do Metamodelo de Complementaridade Paradigmática (Vasco, 2006). São discu |
|---|---|
| Autores principais: | Albino, Dora Alice Coimbra |
| Assunto: | Psicologia clínica Consciência de si Self Complementaridade paradigmática Teses de mestrado |
| Ano: | 2008 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A influência das características do psicoterapeuta, no processo e nos resultados da intervenção psicoterapêutica, tem sido amplamente reconhecida, independentemente do modelo teórico. Assumindo-se o interesse no estudo das competências terapêuticas não técnicas , necessárias para a prática clínica, reflecte-se sobre os constructos mindfulness e psychological mindedness, enquanto características relativamente estáveis da consciência da experiência e do self do psicoterapeuta, que podem manifestar-se como posturas terapêuticas distintas. Mindfulness pode descrever-se como a observação voluntária, sem julgamento, com consciência e atenção aumentadas, da experiência do momento presente (e.g. Brown & Ryan, 2003; Kabat-Zinn, 2003). Psychological Mindedness consiste no interesse e na capacidade para pensar reflexivamente sobre os significados e motivações comportamentais, cognitivas e emocionais do próprio indivíduo e/ou dos outros (e.g. Farber, 1985; Hall, 1992). Neste trabalho, é focada e fundamentada a utilidade de um terapeuta manifestar, responsivamente, as posturas minful e psychologically minded no espaço terapêutico, com a finalidade de verificar uma promoção mais diferenciada dos mecanismos de mudança no paciente. Delineia-se um estudo longitudinal, apoiado no Metamodelo integrativo de Complementaridade Paradigmática (Vasco, 2006). Pretende-se compreender a relação entre as posturas terapêuticas mindful e/ou psychologically minded, e o aumento da consciência da experiencia e do self do paciente. Espera-se que os terapeutas, com graus elevados nas duas características, oscilando responsivamente entre as duas posturas terapêuticas, verifiquem nos seus pacientes, uma maior capacidade estrutural, associada a um aumento da consciência da experiência e do self, obtido através da assimilação de objectivos estratégicos específicos de fase 2, do Metamodelo de Complementaridade Paradigmática (Vasco, 2006). São discu |
|---|