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Será a crença em Deus apropriadamente básica : defesa de um inferencialismo moderado

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Resumo:Com o presente estudo pretende-se responder ao seguinte problema filosófico central: (i) será que a crença em Deus pode ter algum grau de garantia ou de estatuto epistémico positivo de forma básica ou não-inferencial? Mas para se responder com fundamento a tal problema é preciso fornecer primeiro uma resposta para a seguinte questão: (ii) em que consiste a garantia ou o estatuto epistémico positivo? A ideia é que para se fazer epistemologia aplicada, i.e., para se responder à questão (i), é necessário previamente fazer epistemologia normativa, i.e., responder à questão (ii). Como resposta a tais problemas esta dissertação está dividida em três partes: a primeira trata sobretudo de clarificação conceptual e do estado da arte sobre a epistemologia da religião contemporânea. A segunda parte, dedicada à epistemologia normativa, procura responder ao problema (ii) ao examinar-se criticamente várias teorias da garantia ou do estatuto epistémico positivo. E a terceira parte, dedicada à epistemologia aplicada, visa dar uma resposta plausível para o problema (i) ao analisar-se três modelos principais sobre o estatuto epistémico da crença em Deus. Para o problema (ii) defende-se uma epistemologia das virtudes, que se designa como “fiabilismo evidencialista funcional”, com vários graus relevantes de estatuto epistémico positivo, tais como justificação subjetiva, justificação objetiva, e garantia suficiente para o conhecimento. Quanto à questão central (i) argumenta-se a favor de um modelo que se designa como “modelo inferencialista moderado”. De acordo com esse modelo, a crença em Deus pode ser apropriadamente básica para grande parte dos teístas, apesar de ultimamente precisar de ancorar em boas inferências ou argumentos disponíveis da teologia natural para ter um relevante estatuto epistémico positivo.
Autores principais:Faria, Domingos José Matos Sousa
Assunto:Deus - Existência Teísmo Epistemologia Filosofia da religião Teses de doutoramento - 2017
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Com o presente estudo pretende-se responder ao seguinte problema filosófico central: (i) será que a crença em Deus pode ter algum grau de garantia ou de estatuto epistémico positivo de forma básica ou não-inferencial? Mas para se responder com fundamento a tal problema é preciso fornecer primeiro uma resposta para a seguinte questão: (ii) em que consiste a garantia ou o estatuto epistémico positivo? A ideia é que para se fazer epistemologia aplicada, i.e., para se responder à questão (i), é necessário previamente fazer epistemologia normativa, i.e., responder à questão (ii). Como resposta a tais problemas esta dissertação está dividida em três partes: a primeira trata sobretudo de clarificação conceptual e do estado da arte sobre a epistemologia da religião contemporânea. A segunda parte, dedicada à epistemologia normativa, procura responder ao problema (ii) ao examinar-se criticamente várias teorias da garantia ou do estatuto epistémico positivo. E a terceira parte, dedicada à epistemologia aplicada, visa dar uma resposta plausível para o problema (i) ao analisar-se três modelos principais sobre o estatuto epistémico da crença em Deus. Para o problema (ii) defende-se uma epistemologia das virtudes, que se designa como “fiabilismo evidencialista funcional”, com vários graus relevantes de estatuto epistémico positivo, tais como justificação subjetiva, justificação objetiva, e garantia suficiente para o conhecimento. Quanto à questão central (i) argumenta-se a favor de um modelo que se designa como “modelo inferencialista moderado”. De acordo com esse modelo, a crença em Deus pode ser apropriadamente básica para grande parte dos teístas, apesar de ultimamente precisar de ancorar em boas inferências ou argumentos disponíveis da teologia natural para ter um relevante estatuto epistémico positivo.