Publicação
A trajectória do auto-retrato pintado na história da arte em Portugal : da emergência à afirmação do género, na contemporaneidade, 1470-1975
| Resumo: | O objecto da presente dissertação é o estudo da trajectória descrita pelo auto-retrato pintado na História da Arte em Portugal, entre 1470 e 1975. A análise centra-se num corpus de auto-retratos referenciados à produção retratística de matriz europeia, enquadrando-se cada um dos exemplares em termos históricos, artísticos e tipológicos, de modo a compreender o seu sentido epocal e percepcionar o percurso de afirmação do Auto-Retrato em relação ao Retrato. Pretende-se apresentar uma visão panorâmica sobre os processos de auto-representação, ao longo de um arco cronológico abrangendo cerca de cinco séculos, destacando esquemas de representação desenvolvidos na auto-retratística, tais como processos de apresentação do modelo, enquadramento da figura no espaço de representação, atitudes, expressões, gestualidades, atributos, símbolos, etc. Destaca-se, assim, a singularidade do auto-retrato português, a partir de fases desdobradas em meio milénio, numa tradição que remonta ao retrato de grupo de Nuno Gonçalves no século XV, até às representação de Columbano, Aurélia de Souza, Artur Loureiro, Almada, Mário Eloy ou Paula Rego, passando pelo auto-retrato do Barroco, do Romantismo ou do Naturalismo, todas elas com as suas características específicas. A reflexão visa discernir a complexidade de linguagens que evoca cada auto-retrato, na singularidade da sua representação e enquanto registo artístico profundamente subjectivo, a partir de um olhar do nosso tempo, quando os cientistas do cérebro procuram um conhecimento mais profundo sobre a consciência e sobre o intelecto, apontando também para um novo diálogo entre a Arte e as Neurociências. Tempo em que o indivíduo se vê confrontado com o risco de anonimato gerado pelas novas formas de imagens estereotipadas e ameaçadoramente invasivas da identidade pessoal e da essência humana. |
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| Autores principais: | Pacheco, Maria Emília Vaz |
| Assunto: | Auto-retratos - Portugal - 1470-1975 Pintura - Portugal - séc.15-20 Teses de doutoramento - 2015 |
| Ano: | 2015 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O objecto da presente dissertação é o estudo da trajectória descrita pelo auto-retrato pintado na História da Arte em Portugal, entre 1470 e 1975. A análise centra-se num corpus de auto-retratos referenciados à produção retratística de matriz europeia, enquadrando-se cada um dos exemplares em termos históricos, artísticos e tipológicos, de modo a compreender o seu sentido epocal e percepcionar o percurso de afirmação do Auto-Retrato em relação ao Retrato. Pretende-se apresentar uma visão panorâmica sobre os processos de auto-representação, ao longo de um arco cronológico abrangendo cerca de cinco séculos, destacando esquemas de representação desenvolvidos na auto-retratística, tais como processos de apresentação do modelo, enquadramento da figura no espaço de representação, atitudes, expressões, gestualidades, atributos, símbolos, etc. Destaca-se, assim, a singularidade do auto-retrato português, a partir de fases desdobradas em meio milénio, numa tradição que remonta ao retrato de grupo de Nuno Gonçalves no século XV, até às representação de Columbano, Aurélia de Souza, Artur Loureiro, Almada, Mário Eloy ou Paula Rego, passando pelo auto-retrato do Barroco, do Romantismo ou do Naturalismo, todas elas com as suas características específicas. A reflexão visa discernir a complexidade de linguagens que evoca cada auto-retrato, na singularidade da sua representação e enquanto registo artístico profundamente subjectivo, a partir de um olhar do nosso tempo, quando os cientistas do cérebro procuram um conhecimento mais profundo sobre a consciência e sobre o intelecto, apontando também para um novo diálogo entre a Arte e as Neurociências. Tempo em que o indivíduo se vê confrontado com o risco de anonimato gerado pelas novas formas de imagens estereotipadas e ameaçadoramente invasivas da identidade pessoal e da essência humana. |
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