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Doença de Parkinson: causa, sintomas, tratamento e prevenção.

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A doença de Parkinson é a segunda doença neurodegenerativa mais frequente no mundo e a sua causa ainda não está esclarecida. Sabe-se que a doença de Parkinson é o resultado da interação entre fatores genéticos e ambientais que afetam numerosos processos celulares. A doença caracteriza-se, principalmente, pela perda seletiva de neurónios dopaminérgicos e pela formação de corpos de Lewy que conduzem aos sintomas motores clássicos da doença. Com o decorrer do tempo outros sistemas, para além do dopaminérgico, são afetados levando à manifestação de sintomas não-motores. A terapêutica essencial nestes doentes passa pela reposição dos níveis de dopamina ou pela estimulação direta dos recetores dopaminérgicos através de terapêutica farmacológica, sendo que, o seu uso prolongado reduz a sua eficácia. Num estado avançado da doença há, portanto, poucos tratamentos eficazes disponíveis. Não existe, à data corrente, terapêutica que impeça ou abrande o processo neurodegenerativo. A intervenção não-farmacológica deve ser considerada. Distingue-se a fisioterapia que é, muitas vezes, feita concomitantemente com o tratamento farmacológico. Em certos doentes deve ainda ser considerada a cirurgia – estimulação cerebral profunda. Estudos atuais revelam novas e promissoras abordagens terapêuticas. Distingue-se a terapêutica direcionada a diferentes alvos farmacológicos da doença ou a terapia celular. Este trabalho foi realizado no sentido de apresentar de forma global a doença de Parkinson, nos seus distintos aspetos, focando-se particularmente nas terapêuticas que devem ser implementadas bem como nos avanços decorrentes da área.
Autores principais:Vitorino, Beatriz Jorge Ribeiro
Assunto:Doença de Parkinson Diagnóstico Terapêutica Levodopa Mestrado Integrado - 2019
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A doença de Parkinson é a segunda doença neurodegenerativa mais frequente no mundo e a sua causa ainda não está esclarecida. Sabe-se que a doença de Parkinson é o resultado da interação entre fatores genéticos e ambientais que afetam numerosos processos celulares. A doença caracteriza-se, principalmente, pela perda seletiva de neurónios dopaminérgicos e pela formação de corpos de Lewy que conduzem aos sintomas motores clássicos da doença. Com o decorrer do tempo outros sistemas, para além do dopaminérgico, são afetados levando à manifestação de sintomas não-motores. A terapêutica essencial nestes doentes passa pela reposição dos níveis de dopamina ou pela estimulação direta dos recetores dopaminérgicos através de terapêutica farmacológica, sendo que, o seu uso prolongado reduz a sua eficácia. Num estado avançado da doença há, portanto, poucos tratamentos eficazes disponíveis. Não existe, à data corrente, terapêutica que impeça ou abrande o processo neurodegenerativo. A intervenção não-farmacológica deve ser considerada. Distingue-se a fisioterapia que é, muitas vezes, feita concomitantemente com o tratamento farmacológico. Em certos doentes deve ainda ser considerada a cirurgia – estimulação cerebral profunda. Estudos atuais revelam novas e promissoras abordagens terapêuticas. Distingue-se a terapêutica direcionada a diferentes alvos farmacológicos da doença ou a terapia celular. Este trabalho foi realizado no sentido de apresentar de forma global a doença de Parkinson, nos seus distintos aspetos, focando-se particularmente nas terapêuticas que devem ser implementadas bem como nos avanços decorrentes da área.