Publicação
Controlo reprodutivo em furões (Mustela putorius furo) : comparação de esterilização farmacológica e esterilização cirúrgica : estudo retrospetivo 2012-2020
| Resumo: | A medicina animais exóticos é um ramo da medicina veterinária em crescimento, dado que cada vez é mais comum encontrar tutores com este tipo de animais de estimação, sendo o furão (Mustela putorius furo) um exemplo destes animais. A doença adrenal é uma das afeções mais comuns nos furões, sendo a alopécia um dos principais sinais clínicos manifestados. O mecanismo de desenvolvimento desta afeção ainda não é conhecido na sua totalidade, mas sabe-se que a esterilização cirúrgica destes animais é um fator que predispõe ao seu aparecimento. A esterilização cirúrgica leva ao desaparecimento do feedback negativo das hormonas sexuais sobre o hipotálamo, o que origina uma hiperestimulação da adrenal, levando por si ao aparecimento de doença adrenal. Como tal, a esterilização farmacológica surge como alternativa à esterilização cirúrgica, podendo esta ser realizada recorrendo a administrações de leuprorrelina, de menor duração, ou à colocação de implantes de deslorelina, cuja duração pode ir de 1 a 3 anos. Neste estudo retrospetivo procurou-se entender as relações entre o aparecimento de sinais de doença adrenal, mais concretamente alopécia, e variáveis como o sexo, idade, estado reprodutivo, e o uso de tratamentos farmacológicos quer como meios de controlo reprodutivo em animais inteiros, quer como meio preventivo do aparecimento de doença adrenal em animais esterilizados cirurgicamente. Também se avaliou a relação entre o aparecimento de alopécia e a presença de edema vulvar em fêmeas esterilizadas cirurgicamente. A amostra contemplava 171 furões, 86 machos, dos quais 53 eram animais inteiros e 33 eram esterilizados cirurgicamente, e 85 fêmeas, 49 inteiras e 36 esterilizadas cirurgicamente, com uma média de idades de 3,9 anos. Verificou-se a presença de alopécia em 12,3% (n=21) dos animais, dos quais 52,4% (n=11) eram animais esterilizados cirurgicamente e 47,6% (n=10) eram furões inteiros. Apenas 2,8% (n=1) das fêmeas esterilizadas cirurgicamente apresentava edema vulvar, apresentando também alopécia concomitante |
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| Autores principais: | Silva, Gabriel Galhano da |
| Assunto: | Furão Alopécia Controlo reprodutivo esterilização cirúrgica Doença adrenal Ferret Alopecia Reproductive control Surgical sterilization Adrenal gland disease |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A medicina animais exóticos é um ramo da medicina veterinária em crescimento, dado que cada vez é mais comum encontrar tutores com este tipo de animais de estimação, sendo o furão (Mustela putorius furo) um exemplo destes animais. A doença adrenal é uma das afeções mais comuns nos furões, sendo a alopécia um dos principais sinais clínicos manifestados. O mecanismo de desenvolvimento desta afeção ainda não é conhecido na sua totalidade, mas sabe-se que a esterilização cirúrgica destes animais é um fator que predispõe ao seu aparecimento. A esterilização cirúrgica leva ao desaparecimento do feedback negativo das hormonas sexuais sobre o hipotálamo, o que origina uma hiperestimulação da adrenal, levando por si ao aparecimento de doença adrenal. Como tal, a esterilização farmacológica surge como alternativa à esterilização cirúrgica, podendo esta ser realizada recorrendo a administrações de leuprorrelina, de menor duração, ou à colocação de implantes de deslorelina, cuja duração pode ir de 1 a 3 anos. Neste estudo retrospetivo procurou-se entender as relações entre o aparecimento de sinais de doença adrenal, mais concretamente alopécia, e variáveis como o sexo, idade, estado reprodutivo, e o uso de tratamentos farmacológicos quer como meios de controlo reprodutivo em animais inteiros, quer como meio preventivo do aparecimento de doença adrenal em animais esterilizados cirurgicamente. Também se avaliou a relação entre o aparecimento de alopécia e a presença de edema vulvar em fêmeas esterilizadas cirurgicamente. A amostra contemplava 171 furões, 86 machos, dos quais 53 eram animais inteiros e 33 eram esterilizados cirurgicamente, e 85 fêmeas, 49 inteiras e 36 esterilizadas cirurgicamente, com uma média de idades de 3,9 anos. Verificou-se a presença de alopécia em 12,3% (n=21) dos animais, dos quais 52,4% (n=11) eram animais esterilizados cirurgicamente e 47,6% (n=10) eram furões inteiros. Apenas 2,8% (n=1) das fêmeas esterilizadas cirurgicamente apresentava edema vulvar, apresentando também alopécia concomitante |
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