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Caracterização de esquemas terapêuticos de antirretrovíricos em doentes com idade igual ou superior a 65 anos

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Objetivos: Contribuir para o conhecimento dos esquemas terapêuticos prescritos num centro hospitalar português a doentes de idade igual ou superior a 65 anos com infeção VIH/ Sida. Métodos: Realizou-se um estudo retrospetivo transversal com dados provenientes de um centro hospitalar português. Recolheu-se a informação sobre a idade e os esquemas terapêuticos prescritos aos doentes com idade igual ou superior a 65 anos, no ano de 2016. Resultados: Do total de 22 doentes, 50% enquadra-se na classe etária entre os 65 e os 70 anos de idade; 5 doentes (23%) têm idade compreendida entre os 71 e os 75 anos e 6 doentes (27%) possuem idade superior a 75 anos. Em 41% dos casos foi prescrito um esquema terapêutico de comprimido único (Dolutegravir + Abacavir + Lamivudina); a 32% um esquema terapêutico de 2 comprimidos; a 18% foram prescritos esquemas terapêuticos de 3 comprimidos e em 9% dos casos, os doentes apresentaram um esquema terapêutico de 4 comprimidos. Um regime recomendado preferencial é seguido por 64% dos doentes e 9% seguem um regime recomendado alternativo. 64% dos doentes têm um regime contendo Abacavir + Lamivudina e 27% apresentam regimes com Tenofovir disoproxil fumarato + Emtricitabina. O esquema terapêutico por classe de fármaco apresentado em 64% dos doentes foi de 2 N(t)RTI+ITI. Em 64% dos doentes a terapêutica instituída não interage com o Citocromo P450 3A4 (CYP3A4). 36% dos doentes seguem terapêutica com potencial para interação com os fármacos mais comuns prescritos a idosos. Conclusões: Num centro hospitalar português no ano de 2016 o regime mais comum nos indivíduos com mais de 65 anos e com VIH foi o esquema de comprimido único (41%), verificando-se a tendência para a prescrição de esquemas terapêuticos com menos comprimidos. À maioria dos doentes (73%) foi prescrito um regime recomendado, preferencial ou alternativo (64% e 9%, respetivamente) para início da terapêutica antirretrovírica combinada, de acordo com as recomendações da Direção Geral de Saúde em doentes adultos e adolescentes com infeção crónica por VIH-1. Verificou-se um maior n.º de doentes com esquemas terapêuticos contendo Abacavir + Lamivudina possivelmente devido ao facto de o Abacavir, ao contrário do Tenofovir disoproxil fumarato, não precisar de ajuste na dose em situações de patologia renal e também por ter menos efeitos negativos na densidade mineral óssea, características consideradas relevantes na população idosa. A maioria dos doentes apresenta no regime terapêutico um Inibidor da Integrase (Dolutegravir ou Raltegravir), que poderá estar relacionado com o facto de esta classe de fármacos originar menos interações medicamentosas.
Autores principais:Bragança, Catarina Isabel Pereira de
Assunto:Vírus da imunodeficiência humana (VIH) Síndrome da imunodeficiência humana adquirida (SIDA) Terapêutica Antirretrovírica (TAR) Idoso Mestrado Integrado - 2017
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Objetivos: Contribuir para o conhecimento dos esquemas terapêuticos prescritos num centro hospitalar português a doentes de idade igual ou superior a 65 anos com infeção VIH/ Sida. Métodos: Realizou-se um estudo retrospetivo transversal com dados provenientes de um centro hospitalar português. Recolheu-se a informação sobre a idade e os esquemas terapêuticos prescritos aos doentes com idade igual ou superior a 65 anos, no ano de 2016. Resultados: Do total de 22 doentes, 50% enquadra-se na classe etária entre os 65 e os 70 anos de idade; 5 doentes (23%) têm idade compreendida entre os 71 e os 75 anos e 6 doentes (27%) possuem idade superior a 75 anos. Em 41% dos casos foi prescrito um esquema terapêutico de comprimido único (Dolutegravir + Abacavir + Lamivudina); a 32% um esquema terapêutico de 2 comprimidos; a 18% foram prescritos esquemas terapêuticos de 3 comprimidos e em 9% dos casos, os doentes apresentaram um esquema terapêutico de 4 comprimidos. Um regime recomendado preferencial é seguido por 64% dos doentes e 9% seguem um regime recomendado alternativo. 64% dos doentes têm um regime contendo Abacavir + Lamivudina e 27% apresentam regimes com Tenofovir disoproxil fumarato + Emtricitabina. O esquema terapêutico por classe de fármaco apresentado em 64% dos doentes foi de 2 N(t)RTI+ITI. Em 64% dos doentes a terapêutica instituída não interage com o Citocromo P450 3A4 (CYP3A4). 36% dos doentes seguem terapêutica com potencial para interação com os fármacos mais comuns prescritos a idosos. Conclusões: Num centro hospitalar português no ano de 2016 o regime mais comum nos indivíduos com mais de 65 anos e com VIH foi o esquema de comprimido único (41%), verificando-se a tendência para a prescrição de esquemas terapêuticos com menos comprimidos. À maioria dos doentes (73%) foi prescrito um regime recomendado, preferencial ou alternativo (64% e 9%, respetivamente) para início da terapêutica antirretrovírica combinada, de acordo com as recomendações da Direção Geral de Saúde em doentes adultos e adolescentes com infeção crónica por VIH-1. Verificou-se um maior n.º de doentes com esquemas terapêuticos contendo Abacavir + Lamivudina possivelmente devido ao facto de o Abacavir, ao contrário do Tenofovir disoproxil fumarato, não precisar de ajuste na dose em situações de patologia renal e também por ter menos efeitos negativos na densidade mineral óssea, características consideradas relevantes na população idosa. A maioria dos doentes apresenta no regime terapêutico um Inibidor da Integrase (Dolutegravir ou Raltegravir), que poderá estar relacionado com o facto de esta classe de fármacos originar menos interações medicamentosas.