Publicação
Avaliação das vistorias realizadas no âmbito do plano de controlo oficial do leite cru na Divisão de Alimentação e Veterinária de Viseu entre 2013 e 2015
| Resumo: | Em Portugal, a Direcção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), é a Autoridade Competente responsável pelo controlo da implementação da regulamentação comunitária ao nível da segurança alimentar. Para isso foi concebido o Plano de Controlos Oficiais do Leite cru, que é uma ferramenta de controlo que permite conferir segurança aos produtos lácteos nacionais derivados de leite de vaca ou leite de pequenos ruminantes. No que diz respeito ao leite de ovelha, as intervenções são realizadas na produção primária, no transporte e transformação do leite no produto final. O presente trabalho pretende caracterizar e avaliar a produção primária do leite de ovelha destinado à produção de Queijo Serra da Estrela, na área geográfica da Divisão de Alimentação e Veterinária (DAV) de Viseu. Para tal, foi construída uma base de dados onde foram armazenadas, processadas e analisadas as folhas de verificação e os relatórios das vistorias realizadas às explorações no triénio 2013-2015. Destacamos os seguintes resultados: (i) a proporção de rebanhos com o estatuto sanitário B4 face à brucelose foi sempre superior a 94%; (ii) a proporção de explorações com ordenha mecânica subiu de 15,4% (2013) para 20% (2015); (iii) a proporção de explorações com planos de controlo de pragas subiu de 80% (2013) para 90% (2015); (iv) a proporção de explorações que mantinham o leite refrigerado dentro dos requisitos de temperatura exigidos subiu de 66,9% (2013) para 91,4% (2015); (v) o parâmetro “boas práticas” exibiu uma melhoria, 46,9% das explorações em 2013 versus 51,4% em 2015; (vi) o parâmetro “rastreabilidade” exibiu uma ligeira melhoria, 16,9% das explorações (2013) versus 22,9% em 2015; (vii) a proporção de produtores com frequência de acções de formação profissional teve um incremento notável, de 1,5% (2013) para 41,4% (2015); (viii) em sentido oposto, os parâmetros “origem da água” (68,5% em 2013; 61,4% em 2015) e “higiene global” (57% em 2013; 48,6 em 2015) deterioraram-se no período de análise; (ix) finalmente, calculámos a taxa de melhoria, que exibiu um incremento de 5,9% entre os períodos 2013-2014 e 2014-2015. |
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| Autores principais: | Coelho, Ana Marta Aparício Barros |
| Assunto: | segurança sanitária vistoria leite de ovelha queijo health security survey sheep's milk cheese |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Em Portugal, a Direcção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), é a Autoridade Competente responsável pelo controlo da implementação da regulamentação comunitária ao nível da segurança alimentar. Para isso foi concebido o Plano de Controlos Oficiais do Leite cru, que é uma ferramenta de controlo que permite conferir segurança aos produtos lácteos nacionais derivados de leite de vaca ou leite de pequenos ruminantes. No que diz respeito ao leite de ovelha, as intervenções são realizadas na produção primária, no transporte e transformação do leite no produto final. O presente trabalho pretende caracterizar e avaliar a produção primária do leite de ovelha destinado à produção de Queijo Serra da Estrela, na área geográfica da Divisão de Alimentação e Veterinária (DAV) de Viseu. Para tal, foi construída uma base de dados onde foram armazenadas, processadas e analisadas as folhas de verificação e os relatórios das vistorias realizadas às explorações no triénio 2013-2015. Destacamos os seguintes resultados: (i) a proporção de rebanhos com o estatuto sanitário B4 face à brucelose foi sempre superior a 94%; (ii) a proporção de explorações com ordenha mecânica subiu de 15,4% (2013) para 20% (2015); (iii) a proporção de explorações com planos de controlo de pragas subiu de 80% (2013) para 90% (2015); (iv) a proporção de explorações que mantinham o leite refrigerado dentro dos requisitos de temperatura exigidos subiu de 66,9% (2013) para 91,4% (2015); (v) o parâmetro “boas práticas” exibiu uma melhoria, 46,9% das explorações em 2013 versus 51,4% em 2015; (vi) o parâmetro “rastreabilidade” exibiu uma ligeira melhoria, 16,9% das explorações (2013) versus 22,9% em 2015; (vii) a proporção de produtores com frequência de acções de formação profissional teve um incremento notável, de 1,5% (2013) para 41,4% (2015); (viii) em sentido oposto, os parâmetros “origem da água” (68,5% em 2013; 61,4% em 2015) e “higiene global” (57% em 2013; 48,6 em 2015) deterioraram-se no período de análise; (ix) finalmente, calculámos a taxa de melhoria, que exibiu um incremento de 5,9% entre os períodos 2013-2014 e 2014-2015. |
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