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Conhecimentos e crenças dos adolescentes sobre o sono : estudo qualitativo com adolescentes entre os 14 e os 20 anos

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O sono é uma função fisiológica vital e os problemas a ele associados têm implicações no desenvolvimento físico e na regulação emocional dos adolescentes (Walker, 2009). Nesta faixa etária, as dificuldades de sono têm uma prevalência significativa (Mindell & Owens, 2010). Este estudo teve como objetivo avaliar conhecimentos e crenças dos adolescentes sobre a qualidade do sono em dimensões como a identidade (características do sono de qualidade, função do sono, perturbações do sono e perceção de qualidade de sono), hábitos, rotinas e horários de sono, determinantes e consequentes da má qualidade do sono e sobre estratégias para prevenir ou resolver problemas de sono, utilizadas por si próprios ou pelos pais, em seu benefício. A amostra foi constituída por 26 participantes, de ambos os géneros, com idades compreendidas entre os 14 e os 20 anos, estudantes do ensino secundário e universitário de Lisboa. Foi utilizada uma metodologia qualitativa – Focus Group e os conteúdos das entrevistas foram analisados com recurso ao programa informático NVIVO. Os resultados sugerem que os adolescentes da amostra têm um conhecimento adequado e coerente sobre o sono, em relação aos determinantes, consequentes e hábitos de higiene do sono, estando de modo geral em conformidade com o que vem descrito na literatura, revelando no entanto uma tendência para uma generalização excessiva da frequência de dificuldades de sono, o que pode facilitar a sua banalização e a não implementação de estratégias remediativas ou de procura de ajuda. Em relação às estratégias de higiene do sono os participantes deram preferência a estratégias de estruturação comportamental. Verificou-se ainda uma forte importância atribuída pelos jovens ao papel dos pais, particularmente no controlo das práticas de má higiene do sono e na segurança afetiva que estes lhes podem fornecer, por parte dos mais novos, tendo os mais velhos salientado o ensino e aconselhamento de hábitos adequados de higiene do sono. Em termos de intervenção parece ser importante avaliar os conhecimentos e crenças dos grupos específicos com que se vai trabalhar e privilegiar a intervenção educativa e preventiva, incentivando a criação de rotinas que incluam estratégias de estruturação comportamental.
Autores principais:Santos, Gracinda Maria Caetano dos
Assunto:Sono Adolescência Identidade Consequências Metodologia qualitativa Teses de mestrado - 2016
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O sono é uma função fisiológica vital e os problemas a ele associados têm implicações no desenvolvimento físico e na regulação emocional dos adolescentes (Walker, 2009). Nesta faixa etária, as dificuldades de sono têm uma prevalência significativa (Mindell & Owens, 2010). Este estudo teve como objetivo avaliar conhecimentos e crenças dos adolescentes sobre a qualidade do sono em dimensões como a identidade (características do sono de qualidade, função do sono, perturbações do sono e perceção de qualidade de sono), hábitos, rotinas e horários de sono, determinantes e consequentes da má qualidade do sono e sobre estratégias para prevenir ou resolver problemas de sono, utilizadas por si próprios ou pelos pais, em seu benefício. A amostra foi constituída por 26 participantes, de ambos os géneros, com idades compreendidas entre os 14 e os 20 anos, estudantes do ensino secundário e universitário de Lisboa. Foi utilizada uma metodologia qualitativa – Focus Group e os conteúdos das entrevistas foram analisados com recurso ao programa informático NVIVO. Os resultados sugerem que os adolescentes da amostra têm um conhecimento adequado e coerente sobre o sono, em relação aos determinantes, consequentes e hábitos de higiene do sono, estando de modo geral em conformidade com o que vem descrito na literatura, revelando no entanto uma tendência para uma generalização excessiva da frequência de dificuldades de sono, o que pode facilitar a sua banalização e a não implementação de estratégias remediativas ou de procura de ajuda. Em relação às estratégias de higiene do sono os participantes deram preferência a estratégias de estruturação comportamental. Verificou-se ainda uma forte importância atribuída pelos jovens ao papel dos pais, particularmente no controlo das práticas de má higiene do sono e na segurança afetiva que estes lhes podem fornecer, por parte dos mais novos, tendo os mais velhos salientado o ensino e aconselhamento de hábitos adequados de higiene do sono. Em termos de intervenção parece ser importante avaliar os conhecimentos e crenças dos grupos específicos com que se vai trabalhar e privilegiar a intervenção educativa e preventiva, incentivando a criação de rotinas que incluam estratégias de estruturação comportamental.