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Caracterização dos utilizadores turísticos e recreativos das áreas protegidas em Portugal: estudo de caso do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros

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Detalhes bibliográficos
Resumo:As atividades de lazer, recreação e aventura na natureza têm vindo a crescer a um ritmo considerável, no seguimento de um novo tipo de turismo, sobretudo a partir de dos anos 70, que dava resposta à procura do contacto com a natureza e culturas locais, concretamente nas Áreas Protegidas. O Programa Nacional de Turismo de Natureza (PNTN) surge em 1998 no seguimento dessa tendência e define os pressupostos de consolidação da imagem de Portugal como um destino turístico de qualidade, assumindo as AP como locais vocacionados para o turismo de natureza, incluía um conjunto de critérios e regulamentos ao nível do alojamento e da animação ambiental. Passados 15 Anos desde a criação do PNTN, não se pode no entanto dizer que o Turismo de Natureza (TN) seja uma marca turística destes territórios. Se para o alojamento, a oferta existente é capaz de dar resposta à atual procura, para a Animação e Interpretação Ambiental e para o Desporto de Natureza falta uma oferta estruturada que consiga enquadrar a procura, compatibilizando as atividades turísticas e recreativas com a conservação da natureza. As Cartas de Desporto de Natureza (CDN), que em parte deviam dar resposta a estas questões, mostram‐se desadequadas, tendo em conta que não traduzem a realidade da visitação nem o conceito de capacidade de carga, como tinham definido. Apesar de apenas duas AP em Portugal disporem de CDN aprovada, estas continuam a sofrer impactos e pressões devido à procura que têm, fruto dos muitos utilizadores nas mais variadas atividades. Ao contrário do que já acontece noutros países, Portugal não dispõe de informação correta e fidedigna em relação nem ao perfil, nem ao número dos utilizadores das AP. É igualmente unânime e consensual que essa informação é indispensável para que se faça uma efetiva e correta gestão destes territórios, sabendo quem são os seus visitantes e utilizadores e porque razões utilizam as AP. Apesar do TN ter sido sempre incluído nas três versões do Plano Estratégico Nacional de Turismo (PENT) como um dos dez produtos turísticos estratégicos para o país, este não possui qualquer informação relativa ao perfil e motivações dos utilizadores das áreas protegidas em Portugal. Neste trabalho foi definida uma metodologia, baseada em inquéritos e aplicada ao caso de estudo do PNSAC, que permitiu definir um perfil mais comum de utilizador: individuo do sexo Masculino, com uma idade compreendida entre os 35 e os 44 anos, casado e com filhos. Residente em Portugal, essencialmente em concelhos periféricos ao PNSAC, com um nível de ensino Bacharelato/Licenciatura e um rendimento médio mensal compreendido entre os 971 e os 1940€. Ciente de que está numa AP, o utilizador do PNSAC desloca‐se ao mesmo, com uma frequência regular, essencialmente para passar um tempo agradável com família e amigos, praticando maioritariamente passeios pedestres e BTT. A duração média das atividades praticadas é duas a quatro horas, e desloca‐se da sua residência para o PNSAC em viatura própria. Fá‐lo essencialmente com amigos, não utilizando alojamentos e despendendo, em média, 62€ em casa visita, desde que sai de casa até ao seu regresso.
Autores principais:Oliveira, João Nuno Crespo Godinho de, 1985-
Assunto:Turismo - ambiente Áreas protegidas Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros - Portugal Teses de mestrado - 2013
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:As atividades de lazer, recreação e aventura na natureza têm vindo a crescer a um ritmo considerável, no seguimento de um novo tipo de turismo, sobretudo a partir de dos anos 70, que dava resposta à procura do contacto com a natureza e culturas locais, concretamente nas Áreas Protegidas. O Programa Nacional de Turismo de Natureza (PNTN) surge em 1998 no seguimento dessa tendência e define os pressupostos de consolidação da imagem de Portugal como um destino turístico de qualidade, assumindo as AP como locais vocacionados para o turismo de natureza, incluía um conjunto de critérios e regulamentos ao nível do alojamento e da animação ambiental. Passados 15 Anos desde a criação do PNTN, não se pode no entanto dizer que o Turismo de Natureza (TN) seja uma marca turística destes territórios. Se para o alojamento, a oferta existente é capaz de dar resposta à atual procura, para a Animação e Interpretação Ambiental e para o Desporto de Natureza falta uma oferta estruturada que consiga enquadrar a procura, compatibilizando as atividades turísticas e recreativas com a conservação da natureza. As Cartas de Desporto de Natureza (CDN), que em parte deviam dar resposta a estas questões, mostram‐se desadequadas, tendo em conta que não traduzem a realidade da visitação nem o conceito de capacidade de carga, como tinham definido. Apesar de apenas duas AP em Portugal disporem de CDN aprovada, estas continuam a sofrer impactos e pressões devido à procura que têm, fruto dos muitos utilizadores nas mais variadas atividades. Ao contrário do que já acontece noutros países, Portugal não dispõe de informação correta e fidedigna em relação nem ao perfil, nem ao número dos utilizadores das AP. É igualmente unânime e consensual que essa informação é indispensável para que se faça uma efetiva e correta gestão destes territórios, sabendo quem são os seus visitantes e utilizadores e porque razões utilizam as AP. Apesar do TN ter sido sempre incluído nas três versões do Plano Estratégico Nacional de Turismo (PENT) como um dos dez produtos turísticos estratégicos para o país, este não possui qualquer informação relativa ao perfil e motivações dos utilizadores das áreas protegidas em Portugal. Neste trabalho foi definida uma metodologia, baseada em inquéritos e aplicada ao caso de estudo do PNSAC, que permitiu definir um perfil mais comum de utilizador: individuo do sexo Masculino, com uma idade compreendida entre os 35 e os 44 anos, casado e com filhos. Residente em Portugal, essencialmente em concelhos periféricos ao PNSAC, com um nível de ensino Bacharelato/Licenciatura e um rendimento médio mensal compreendido entre os 971 e os 1940€. Ciente de que está numa AP, o utilizador do PNSAC desloca‐se ao mesmo, com uma frequência regular, essencialmente para passar um tempo agradável com família e amigos, praticando maioritariamente passeios pedestres e BTT. A duração média das atividades praticadas é duas a quatro horas, e desloca‐se da sua residência para o PNSAC em viatura própria. Fá‐lo essencialmente com amigos, não utilizando alojamentos e despendendo, em média, 62€ em casa visita, desde que sai de casa até ao seu regresso.