Publicação
Processos de construção dos planos de formação contínua em escolas secundárias da Região Oeste
| Resumo: | O Decreto-Lei n.º 75/2008, de 22 de Abril, e o Despacho n.º 18038/2008, de 4 de Julho, reafirmam que o processo de planificação da formação contínua, consagrada na Lei de Bases, em 1986, deveria alterar-se significativamente, apontando-se para uma maior responsabilização das escolas. Esta investigação visa contribuir para a compreensão do que mudou nos processos de construção dos planos de formação das escolas, no quadro das alterações introduzidas, identificar os pontos fortes e fracos que marcaram este processo e o envolvimento destas na construção dos planos de formação, numa análise que permita apontar caminhos para o futuro. Optámos por uma metodologia, de natureza qualitativa, que assentou na realização de cinco entrevistas a directores de escolas da região oeste e em quatro entrevistas de grupo (focus group) a outros docentes das mesmas escolas, estruturadas em três dimensões: opiniões gerais sobre a formação contínua, processos de construção dos planos de formação e expectativas de implementação dos mesmos, para além da análise documental da legislação. Os resultados mostram alguns pontos fracos, como a prioridade dos créditos sobre a formação, o reduzido impacto ao nível da organização “escola”, o papel decisivo dos CFAE na escolha dos planos de formação em detrimento do previsto empenho das escolas. Contudo, salientam a partilha de experiências entre formandos e o investimento na actualização de conhecimentos. Os resultados revelaram ainda que, apesar das alterações introduzidas, as escolas sentem que pouco mudou. Afirmam haver indefinição na implementação das mudanças preconizadas, dado que professores, escolas e CFAE’s lidam com planos nacionais impostos em vez de oferta local relevante. Na perspectiva dos entrevistados, as medidas previstas deveriam prosseguir, assumindo que a formação é indispensável ao desenvolvimento de identidades profissionais reflexivas dos professores, é um investimento chave para a melhoria dos processos educativos e, correspondendo a uma necessidade do sistema educativo, deve permanecer gratuita. |
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| Autores principais: | Rocha, José Monteiro Henriques da, 1956- |
| Assunto: | Formação contínua de professores Ensino secundário Projectos educativos Necessidades de formação Centros de formação Teses de mestrado - 2011 |
| Ano: | 2011 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O Decreto-Lei n.º 75/2008, de 22 de Abril, e o Despacho n.º 18038/2008, de 4 de Julho, reafirmam que o processo de planificação da formação contínua, consagrada na Lei de Bases, em 1986, deveria alterar-se significativamente, apontando-se para uma maior responsabilização das escolas. Esta investigação visa contribuir para a compreensão do que mudou nos processos de construção dos planos de formação das escolas, no quadro das alterações introduzidas, identificar os pontos fortes e fracos que marcaram este processo e o envolvimento destas na construção dos planos de formação, numa análise que permita apontar caminhos para o futuro. Optámos por uma metodologia, de natureza qualitativa, que assentou na realização de cinco entrevistas a directores de escolas da região oeste e em quatro entrevistas de grupo (focus group) a outros docentes das mesmas escolas, estruturadas em três dimensões: opiniões gerais sobre a formação contínua, processos de construção dos planos de formação e expectativas de implementação dos mesmos, para além da análise documental da legislação. Os resultados mostram alguns pontos fracos, como a prioridade dos créditos sobre a formação, o reduzido impacto ao nível da organização “escola”, o papel decisivo dos CFAE na escolha dos planos de formação em detrimento do previsto empenho das escolas. Contudo, salientam a partilha de experiências entre formandos e o investimento na actualização de conhecimentos. Os resultados revelaram ainda que, apesar das alterações introduzidas, as escolas sentem que pouco mudou. Afirmam haver indefinição na implementação das mudanças preconizadas, dado que professores, escolas e CFAE’s lidam com planos nacionais impostos em vez de oferta local relevante. Na perspectiva dos entrevistados, as medidas previstas deveriam prosseguir, assumindo que a formação é indispensável ao desenvolvimento de identidades profissionais reflexivas dos professores, é um investimento chave para a melhoria dos processos educativos e, correspondendo a uma necessidade do sistema educativo, deve permanecer gratuita. |
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