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Cessação tabágica e saúde materna : abordagem em medicina geral e familiar nos cuidados de saúde primários

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: O tabagismo materno – ativo e passivo – continua a ser o principal fator de risco evitável de complicações obstétricas e neonatais. A gravidez, por ser período da vida da mulher acompanhado de diversas mudanças, não só físicas, como também emocionais, económicas e sociais, classifica-se como uma oportunidade de ouro para abordar a problemática do tabaco com as mulheres e os seus parceiros. As gestações de baixo risco são, usualmente, acompanhadas pelos médicos de família e traduzem-se em múltiplas vindas aos cuidados de saúde, tornando estes últimos profissionais de excelência na promoção e instituição de medidas de cessação tabágica. Objetivos: O presente trabalho visa reunir evidência científica relevante acerca deste problema de saúde pública, proporcionando informação para responder às necessidades da prática clínica de um médico de família. Metodologia: Esta revisão da bibliografia foi realizada recorrendo à leitura de artigos publicados entre o ano de 2001 e 2022, em base de dados médicas, como PubMed, ScienceDirect, ResearchGate, Ata Médica Portuguesa e Revista Portuguesa de Medicina Geral e Familiar. Consultou-se, ainda, Normas de Orientação Clínica Portuguesas redigidas pela Direção-Geral da Saúde. Conclusão: Os dados sugerem que os médicos devem inquirir as utentes grávidas acerca dos seus hábitos tabágicos e, sempre que possível, realizar uma intervenção precoce e dirigida, não só à gestante, como também aos restantes membros do agregado familiar. Verifica-se ainda que a relação médico-doente é especialmente importante no sucesso da intervenção e que as primeiras terapêuticas a implementar são as não farmacológicas. No que diz respeito aos cigarros eletrónicos, a evidência científica não é clara face aos efeitos dos mesmos e, como tal, o seu uso deve ser desencorajado.
Autores principais:Barros, Maria dos Anjos Gonçalves
Assunto:Gravidez Fumar Cessação tabágica Cigarros eletrónicos Cuidados de saúde primários
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso embargado
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Introdução: O tabagismo materno – ativo e passivo – continua a ser o principal fator de risco evitável de complicações obstétricas e neonatais. A gravidez, por ser período da vida da mulher acompanhado de diversas mudanças, não só físicas, como também emocionais, económicas e sociais, classifica-se como uma oportunidade de ouro para abordar a problemática do tabaco com as mulheres e os seus parceiros. As gestações de baixo risco são, usualmente, acompanhadas pelos médicos de família e traduzem-se em múltiplas vindas aos cuidados de saúde, tornando estes últimos profissionais de excelência na promoção e instituição de medidas de cessação tabágica. Objetivos: O presente trabalho visa reunir evidência científica relevante acerca deste problema de saúde pública, proporcionando informação para responder às necessidades da prática clínica de um médico de família. Metodologia: Esta revisão da bibliografia foi realizada recorrendo à leitura de artigos publicados entre o ano de 2001 e 2022, em base de dados médicas, como PubMed, ScienceDirect, ResearchGate, Ata Médica Portuguesa e Revista Portuguesa de Medicina Geral e Familiar. Consultou-se, ainda, Normas de Orientação Clínica Portuguesas redigidas pela Direção-Geral da Saúde. Conclusão: Os dados sugerem que os médicos devem inquirir as utentes grávidas acerca dos seus hábitos tabágicos e, sempre que possível, realizar uma intervenção precoce e dirigida, não só à gestante, como também aos restantes membros do agregado familiar. Verifica-se ainda que a relação médico-doente é especialmente importante no sucesso da intervenção e que as primeiras terapêuticas a implementar são as não farmacológicas. No que diz respeito aos cigarros eletrónicos, a evidência científica não é clara face aos efeitos dos mesmos e, como tal, o seu uso deve ser desencorajado.