Publicação
Linfomas primários do sistema nervoso central – fisiopatologia, diagnóstico e terapêutica
| Resumo: | O linfoma primário do sistema nervoso central é um linfoma não-Hodgkin agressivo e extranodal difuso de grandes células B. Estes linfomas têm origem no cérebro, espinal-medula, olhos ou leptomeninges, na ausência de doença sistémica prévia ou concomitante. Representam aproximadamente 4% das neoplasias intracranianas e 2% a 3% dos linfomas não-Hodgkin, com uma taxa de incidência anual de 0,47 casos por 100.000 pessoas-ano. A quimioterapia baseada em doses elevadas de metotrexato tem um papel fundamental no tratamento dos linfomas primários do sistema nervoso central. Contudo, a eficácia dos fármacos é limitada por vários factores, entre os quais se incluem as características funcionais e microambientais do sistema nervoso central. A acção protectora da barreira hemato-encefálica é também um factor limitante para a acção dos agentes quimioterapêuticos mais eficazes. A associação de quimioterapia com a radioterapia de irradiação cerebral total melhora as taxas de resposta e de sobrevida, quando comparada com a quimioterapia isolada, mas há um aumento do risco de neurotoxicidade com o recurso a radioterapia de irradiação total. Os agentes quimioterapêuticos actualmente utilizados no tratamento destes doentes poderão em breve atingir todo o seu potencial no que diz respeito ao aumento das taxas de sobrevida destes doentes. É, deste modo, necessário o desenvolvimento de novas terapias, que possam proporcionar uma melhoria na taxa de sobrevida e, ao mesmo tempo, assegurar a qualidade de vida dos doentes. A pesquisa de novos biomarcadores que permitam a identificação de grupos de doentes de alto risco é também uma necessidade a ser colmatada no futuro. |
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| Autores principais: | Oliveira, Pedro Henrique Santos de |
| Assunto: | Linfoma Primário do Sistema Nervoso Central Quimioterapia Irradiação cerebral total Metotrexato Rituximab Transplante de células estaminais hematopoiéticas Neurotoxicidade Disrupção da barreira hemato encefálica Mestrado Integrado - 2014 |
| Ano: | 2014 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O linfoma primário do sistema nervoso central é um linfoma não-Hodgkin agressivo e extranodal difuso de grandes células B. Estes linfomas têm origem no cérebro, espinal-medula, olhos ou leptomeninges, na ausência de doença sistémica prévia ou concomitante. Representam aproximadamente 4% das neoplasias intracranianas e 2% a 3% dos linfomas não-Hodgkin, com uma taxa de incidência anual de 0,47 casos por 100.000 pessoas-ano. A quimioterapia baseada em doses elevadas de metotrexato tem um papel fundamental no tratamento dos linfomas primários do sistema nervoso central. Contudo, a eficácia dos fármacos é limitada por vários factores, entre os quais se incluem as características funcionais e microambientais do sistema nervoso central. A acção protectora da barreira hemato-encefálica é também um factor limitante para a acção dos agentes quimioterapêuticos mais eficazes. A associação de quimioterapia com a radioterapia de irradiação cerebral total melhora as taxas de resposta e de sobrevida, quando comparada com a quimioterapia isolada, mas há um aumento do risco de neurotoxicidade com o recurso a radioterapia de irradiação total. Os agentes quimioterapêuticos actualmente utilizados no tratamento destes doentes poderão em breve atingir todo o seu potencial no que diz respeito ao aumento das taxas de sobrevida destes doentes. É, deste modo, necessário o desenvolvimento de novas terapias, que possam proporcionar uma melhoria na taxa de sobrevida e, ao mesmo tempo, assegurar a qualidade de vida dos doentes. A pesquisa de novos biomarcadores que permitam a identificação de grupos de doentes de alto risco é também uma necessidade a ser colmatada no futuro. |
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