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Avaliação do sucesso de uma restauração ecológica em pedreiras calcárias através da resiliência ao fogo

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A exploração de pedreiras calcárias provoca grandes impactos nos ecossistemas e como a colonização destas áreas é muito lenta é necessário recorrer a programas de restauração ecológica, que deverão ser avaliados periodicamente. Neste trabalho foi avaliado o sucesso da restauração ecológica da pedreira calcária SECIL-Outão tendo como critérios a resiliência ao fogo, a diversidade e composição da vegetação e as características do solo, que foram comparados entre locais revegetados e a vegetação natural adjacente, afetados ou não por um fogo ocorrido há 8 anos. Estudou-se também a evolução da espécie alóctone P. halepensis e outras espécies seeders 3 e 8 anos após um fogo. A vegetação da pedreira demonstrou ser resiliente ao fogo pois ao fim de 8 anos as alterações resultantes desta perturbação na estrutura da vegetação (densidade, altura e área de cobertura) nas espécies resprouters e seeders não são significativas e existe grande similaridade entre os locais ardidos e não ardidos. Contudo, ainda se detetaram diferenças entre a vegetação da pedreira e a vegetação natural, demonstradas pela baixa similaridade entre ambas e diferenças significativas na diversidade específica e na estrutura da vegetação. Observou-se grande recrutamento e sobrevivência de P. halepensis e o seu efeito de ensombramento parece ser negativo nas restantes espécies. O solo da pedreira não mostra alterações provocadas pelo fogo, mas difere do solo natural principalmente no teor de matéria orgânica, que parece ter contribuído para tornar o solo hidrofóbico. Os resultados indicam que a restauração ecológica teve êxito quanto à resiliência ao fogo e à presença de grupos funcionais, mas ainda mostram grande distanciamento em relação à vegetação natural devido a distinções na composição específica, que se pode dever às diferentes características do solo e à presença de espécies alóctones como P. halepensis.
Autores principais:Anjos, Andreia Sofia Gonçalves dos, 1986-
Assunto:Conservação da natureza Fogo Ecologia vegetal Pedreiras Vegetação Teses de mestrado - 2013
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A exploração de pedreiras calcárias provoca grandes impactos nos ecossistemas e como a colonização destas áreas é muito lenta é necessário recorrer a programas de restauração ecológica, que deverão ser avaliados periodicamente. Neste trabalho foi avaliado o sucesso da restauração ecológica da pedreira calcária SECIL-Outão tendo como critérios a resiliência ao fogo, a diversidade e composição da vegetação e as características do solo, que foram comparados entre locais revegetados e a vegetação natural adjacente, afetados ou não por um fogo ocorrido há 8 anos. Estudou-se também a evolução da espécie alóctone P. halepensis e outras espécies seeders 3 e 8 anos após um fogo. A vegetação da pedreira demonstrou ser resiliente ao fogo pois ao fim de 8 anos as alterações resultantes desta perturbação na estrutura da vegetação (densidade, altura e área de cobertura) nas espécies resprouters e seeders não são significativas e existe grande similaridade entre os locais ardidos e não ardidos. Contudo, ainda se detetaram diferenças entre a vegetação da pedreira e a vegetação natural, demonstradas pela baixa similaridade entre ambas e diferenças significativas na diversidade específica e na estrutura da vegetação. Observou-se grande recrutamento e sobrevivência de P. halepensis e o seu efeito de ensombramento parece ser negativo nas restantes espécies. O solo da pedreira não mostra alterações provocadas pelo fogo, mas difere do solo natural principalmente no teor de matéria orgânica, que parece ter contribuído para tornar o solo hidrofóbico. Os resultados indicam que a restauração ecológica teve êxito quanto à resiliência ao fogo e à presença de grupos funcionais, mas ainda mostram grande distanciamento em relação à vegetação natural devido a distinções na composição específica, que se pode dever às diferentes características do solo e à presença de espécies alóctones como P. halepensis.