Publicação

A má fé na impugnação pauliana

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:O presente estudo analisa o tema da má fé na impugnação pauliana, esclarecendo o respetivo sentido e limites, buscando clarificar também a figura da negligencia consciente e inconsciente do adquirente e do devedor nos atos de disposição patrimonial onerosos. Trata-se de uma investigação onde apresentamos um tratamento dogmático dos principais problemas da má fé, tal como consagrada no Código Civil, percorrendo vários aspetos da figura desde o direito romano. Ensaiamos ainda uma construção sobre a medida de esforço das partes para informarem-se sobre o prejuízo à garantia patrimonial do credor, numa compreensão integrada de várias figuras legais. Ensaiamos uma construção destinada a atenuar o problema da prova da má fé na impugnação pauliana, consoante um dever de conhecimento das partes no que respeita aos atos de disposição patrimonial onerosos. Isto tudo é aclarado à luz da boa fé subjetiva ética. Partindo de situações práticas, analisam-se traços que podem elevar ou não a medida de esforço para conhecimento da lesão ou prejuízo da garantia patrimonial, bem como suas virtualidades, buscando um quadro em que a prova da má fé na impugnação pauliana não se afigure tão penoso para o credor.
Autores principais:Gadig, Bárbara Felix Fazzano
Assunto:Direito comercial Impugnação pauliana Má fé Negligência Boa-fé Teses de mestrado - 2018
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O presente estudo analisa o tema da má fé na impugnação pauliana, esclarecendo o respetivo sentido e limites, buscando clarificar também a figura da negligencia consciente e inconsciente do adquirente e do devedor nos atos de disposição patrimonial onerosos. Trata-se de uma investigação onde apresentamos um tratamento dogmático dos principais problemas da má fé, tal como consagrada no Código Civil, percorrendo vários aspetos da figura desde o direito romano. Ensaiamos ainda uma construção sobre a medida de esforço das partes para informarem-se sobre o prejuízo à garantia patrimonial do credor, numa compreensão integrada de várias figuras legais. Ensaiamos uma construção destinada a atenuar o problema da prova da má fé na impugnação pauliana, consoante um dever de conhecimento das partes no que respeita aos atos de disposição patrimonial onerosos. Isto tudo é aclarado à luz da boa fé subjetiva ética. Partindo de situações práticas, analisam-se traços que podem elevar ou não a medida de esforço para conhecimento da lesão ou prejuízo da garantia patrimonial, bem como suas virtualidades, buscando um quadro em que a prova da má fé na impugnação pauliana não se afigure tão penoso para o credor.