Publicação
Suscetibilidade à ocorrência de escorregamentos nas vertentes do limite Norte do Concelho de Almada utilizando métodos de base física
| Resumo: | No presente trabalho aborda-se a determinação da suscetibilidade à ocorrência de movimentos de vertente nas bacias hidrográficas do limite Norte do Concelho de Almada, desde a ponte 25 de abril até à região da Trafaria. Para tal, recorreu-se à aplicação de métodos de base física, recorrendo ao módulo hidrológico do SHALSTAB para a determinação do nível piezométrico em cenários de precipitação intensa e ao modelo do talude infinito de análise da estabilidade de vertentes de equilíbrio limite. Para a aplicação do modelo tomou-se como base um inventário de movimentos em vertente realizado anteriormente, onde foram cartografados 183 movimentos. Para determinar os limiares críticos de precipitação, para os quais é excedida a quantidade de precipitação necessária para a ocorrência de movimentos de vertente, procedeu-se à recolha de dados de precipitações diárias referentes a um período temporal de 32 anos (1985-2017), que foram devidamente tratados e analisados a fim de se obter o valor de precipitação efetiva a ser aplicado no módulo hidrológico do SHALSTAB. Posteriormente, procedeu-se à obtenção e determinação das variáveis base fulcrais à aplicação do modelo. Deste modo, realizou-se um mapa de declives para a área de estudo através da criação de um MDT (Modelo Digital de Terreno) e recolheu-se informação referente aos parâmetros geotécnicos do solo como pesos volúmicos e permeabilidade, que foram obtidos por pesquisa bibliográfica, e coesão e ângulo de atrito interno efetivos, que foram obtidos por pesquisa bibliográfica e calibrados através de um processo de retroanálise. Estimou-se também a espessura de solo potencialmente instável, deduzida através de três modelos de determinação deste parâmetro, assim como, a espessura de solo saturado obtida pelo módulo hidrológico do SHALSTAB. Após a construção dos modelos de base física, realizou-se a respetiva validação por comparação com os movimentos registados no inventário, através da construção de curvas ROC (Receiver Operating Characteristic) e do cálculo da respetiva Área Abaixo da Curva (AAC), que permitiram verificar a qualidade dos modelos de previsão dos movimentos de massa de vertente, com o melhor modelo a atingir valor de AAC de 0,76, ou seja um modelo aceitável. |
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| Autores principais: | Sobral, Miriam dos Santos |
| Assunto: | Movimentos de vertente Suscetibilidade Concelho de Almada Limiares de precipitação Modelo de base física SHALSTAB Trabalhos de projeto de mestrado - 2018 |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | No presente trabalho aborda-se a determinação da suscetibilidade à ocorrência de movimentos de vertente nas bacias hidrográficas do limite Norte do Concelho de Almada, desde a ponte 25 de abril até à região da Trafaria. Para tal, recorreu-se à aplicação de métodos de base física, recorrendo ao módulo hidrológico do SHALSTAB para a determinação do nível piezométrico em cenários de precipitação intensa e ao modelo do talude infinito de análise da estabilidade de vertentes de equilíbrio limite. Para a aplicação do modelo tomou-se como base um inventário de movimentos em vertente realizado anteriormente, onde foram cartografados 183 movimentos. Para determinar os limiares críticos de precipitação, para os quais é excedida a quantidade de precipitação necessária para a ocorrência de movimentos de vertente, procedeu-se à recolha de dados de precipitações diárias referentes a um período temporal de 32 anos (1985-2017), que foram devidamente tratados e analisados a fim de se obter o valor de precipitação efetiva a ser aplicado no módulo hidrológico do SHALSTAB. Posteriormente, procedeu-se à obtenção e determinação das variáveis base fulcrais à aplicação do modelo. Deste modo, realizou-se um mapa de declives para a área de estudo através da criação de um MDT (Modelo Digital de Terreno) e recolheu-se informação referente aos parâmetros geotécnicos do solo como pesos volúmicos e permeabilidade, que foram obtidos por pesquisa bibliográfica, e coesão e ângulo de atrito interno efetivos, que foram obtidos por pesquisa bibliográfica e calibrados através de um processo de retroanálise. Estimou-se também a espessura de solo potencialmente instável, deduzida através de três modelos de determinação deste parâmetro, assim como, a espessura de solo saturado obtida pelo módulo hidrológico do SHALSTAB. Após a construção dos modelos de base física, realizou-se a respetiva validação por comparação com os movimentos registados no inventário, através da construção de curvas ROC (Receiver Operating Characteristic) e do cálculo da respetiva Área Abaixo da Curva (AAC), que permitiram verificar a qualidade dos modelos de previsão dos movimentos de massa de vertente, com o melhor modelo a atingir valor de AAC de 0,76, ou seja um modelo aceitável. |
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