Publicação
Relação entre síndrome de apneia obstrutiva do sono, obesidade infantil e resistência à insulina
| Resumo: | A Síndrome de Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS) tem aumentado a sua prevalência na população pediátrica, principalmente devido à epidemia global de obesidade infantil que se fez notar nas últimas décadas. Alguns dos mecanismos fisiopatológicos envolvidos incluem a hipertrofia adenoamigdalina, a diminuição do calibre das vias aéreas superiores por infiltração de tecido adiposo e o aumento da adiposidade central. A fragmentação do sono e a hipoxemia intermitente, resultantes da SAOS, têm sido associadas à progressão da síndrome metabólica. Nos adultos, as evidências demonstram uma correlação positiva, direta e independente entre a SAOS e a resistência à insulina. No entanto, na população pediátrica esta relação não parece estar tão bem estabelecida, sendo a sua associação inconstante. Após análise de estudos para tentar compreender o verdadeiro impacto da SAOS na resistência à insulina na população pediátrica, concluiu-se que esta interação é dependente da puberdade e da obesidade pré-existente. Foi encontrada uma correlação positiva apenas no grupo de adolescentes obesos, não tendo esta sido verificada nos grupos de crianças pré-pubertárias e não obesas. Futuros estudos são necessários para compreender o impacto a longo prazo da SAOS no metabolismo destas crianças. |
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| Autores principais: | Carmo, Ana Filipa Antunes do |
| Assunto: | Síndrome de apneia obstrutiva do sono Obesidade infantil Resistência à insulina Síndrome metabólico Otorrinolaringologia |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A Síndrome de Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS) tem aumentado a sua prevalência na população pediátrica, principalmente devido à epidemia global de obesidade infantil que se fez notar nas últimas décadas. Alguns dos mecanismos fisiopatológicos envolvidos incluem a hipertrofia adenoamigdalina, a diminuição do calibre das vias aéreas superiores por infiltração de tecido adiposo e o aumento da adiposidade central. A fragmentação do sono e a hipoxemia intermitente, resultantes da SAOS, têm sido associadas à progressão da síndrome metabólica. Nos adultos, as evidências demonstram uma correlação positiva, direta e independente entre a SAOS e a resistência à insulina. No entanto, na população pediátrica esta relação não parece estar tão bem estabelecida, sendo a sua associação inconstante. Após análise de estudos para tentar compreender o verdadeiro impacto da SAOS na resistência à insulina na população pediátrica, concluiu-se que esta interação é dependente da puberdade e da obesidade pré-existente. Foi encontrada uma correlação positiva apenas no grupo de adolescentes obesos, não tendo esta sido verificada nos grupos de crianças pré-pubertárias e não obesas. Futuros estudos são necessários para compreender o impacto a longo prazo da SAOS no metabolismo destas crianças. |
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