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Via de sinalização Keap1-Nrf2-ARE como alvo terapêutico na modulação do stress oxidativo nas doenças neurodegenerativas

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Resumo:O stress oxidativo nas várias células integrantes do SNC contribuí significativamente para a fisiopatologia subjacente de diversas doenças neurodegenerativas. Este resulta principalmente da formação de espécies reativas de oxigénio (ROS), resultando num desequilíbrio do estado redox celular. A principal resposta fisiológica ao desequilíbrio redox é a ativação da via de sinalização celular Keap1-Nrf2-ARE (Kelch-like ECH associated protein 1 - nuclear factor-erythroid-2 related factor 2 – elemento de resposta antioxidante), na qual o factor de transcrição Nrf2 atua como um importante regulador da expressão de genes que codificam para proteínas com ação antioxidante. Em condições basais a proteína Keap1 atua como um repressor endógeno do Nrf2 promovendo a sua degradação pela via da ubiquitina-proteossoma; e em condições de stress oxidativo dissocia-se do Nrf2 permitindo que este seja translocado para o núcleo, funcionando como um sensor do ambiente redox celular. Em resposta ao stress oxidativo, o Nrf2 promove a transcrição de diversas enzimas envolvidas em reações de biotransformação de fase I, II e III e nos mecanismos anti-oxidantes. A ativação desta via de sinalização permite aos organismos eucariotas contrariar os efeitos nefastos dos agentes oxidantes e outros eletrófilos, que representam as maiores classes de agentes que poderão contribuir para a patogénese das doenças neurodegenerativas e, portanto, tornou-se um alvo atrativo para a prevenção e tratamento de doenças relacionadas com o stress oxidativo. Ao longo dos últimos anos têm sido estudados os diversos componentes integrantes desta via e que teoricamente podem ter um papel neuroprotetor nas doenças neurodegenerativas, sendo por isso, possíveis alvos terapêuticos. O presente trabalho pretende apresentar uma revisão sobre as moléculas moduladoras do Nrf2 de diferentes classes químicas e farmacologicamente distintas que atualmente se encontram em estudo.
Autores principais:Alves, Joana Filipa Martins
Assunto:Doenças neurodegenerativas Stress oxidativo Via de sinalização Keap1-Nrf2-ARE Mestrado integrado - 2020
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O stress oxidativo nas várias células integrantes do SNC contribuí significativamente para a fisiopatologia subjacente de diversas doenças neurodegenerativas. Este resulta principalmente da formação de espécies reativas de oxigénio (ROS), resultando num desequilíbrio do estado redox celular. A principal resposta fisiológica ao desequilíbrio redox é a ativação da via de sinalização celular Keap1-Nrf2-ARE (Kelch-like ECH associated protein 1 - nuclear factor-erythroid-2 related factor 2 – elemento de resposta antioxidante), na qual o factor de transcrição Nrf2 atua como um importante regulador da expressão de genes que codificam para proteínas com ação antioxidante. Em condições basais a proteína Keap1 atua como um repressor endógeno do Nrf2 promovendo a sua degradação pela via da ubiquitina-proteossoma; e em condições de stress oxidativo dissocia-se do Nrf2 permitindo que este seja translocado para o núcleo, funcionando como um sensor do ambiente redox celular. Em resposta ao stress oxidativo, o Nrf2 promove a transcrição de diversas enzimas envolvidas em reações de biotransformação de fase I, II e III e nos mecanismos anti-oxidantes. A ativação desta via de sinalização permite aos organismos eucariotas contrariar os efeitos nefastos dos agentes oxidantes e outros eletrófilos, que representam as maiores classes de agentes que poderão contribuir para a patogénese das doenças neurodegenerativas e, portanto, tornou-se um alvo atrativo para a prevenção e tratamento de doenças relacionadas com o stress oxidativo. Ao longo dos últimos anos têm sido estudados os diversos componentes integrantes desta via e que teoricamente podem ter um papel neuroprotetor nas doenças neurodegenerativas, sendo por isso, possíveis alvos terapêuticos. O presente trabalho pretende apresentar uma revisão sobre as moléculas moduladoras do Nrf2 de diferentes classes químicas e farmacologicamente distintas que atualmente se encontram em estudo.