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Sistemas de navegação : um apoio à cirurgia endoscópica

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Summary:Os primeiros sistemas de navegação surgiram há cerca de três décadas, sendo inicialmente utilizados na neurocirurgia onde o seu objetivo primário consistia em auxiliar na abordagem de estruturas intracranianas em locais de difícil acesso e com pouca visibilidade para o cirurgião, no entanto, esta tecnologia foi rapidamente adotada por outras especialidades, de entre as quais a otorrinolaringologia. A navegação cirúrgica permite combinar imagens recolhidas no pré-operatório com a informação visual a que o cirurgião tem acesso no bloco, tornando-se particularmente útil na cirurgia endoscópica onde a visão a duas dimensões dificulta a manutenção da noção de profundidade, o que se torna ainda mais evidente em zonas anatomicamente complexas, permitindo também a localização, a cada instante, da posição do material cirúrgico, contribuindo para guiar o procedimento até ao alvo e diminuindo o risco de complicações. A evidência científica atual, com base em estudos comparativos e revisões, não parece demonstrar uma vantagem significativa, em termos de taxas de sucesso e de complicações, em relação à cirurgia sem auxílio da navegação, contudo em casos complexos que requerem cirurgia de revisão ou em que há grande alteração da posição de estruturas, o uso de sistemas evita a necessidade de se recorrerem a métodos abertos e mais invasivos para o doente. A existência de diferentes tipos de sistemas de navegação que utilizam diferentes técnicas de registo e localização requer que os médicos se mantenham atualizados em relação às indicações, potencialidades e limitações inerentes ao seu uso.
Main Authors:Silva, Eduardo Daniel Miranda Gomes da
Subject:Sistemas de navegação Cirurgia endoscópica Cirurgia naso-sinusal Otorrinolaringologia
Year:2018
Country:Portugal
Document type:master thesis
Access type:open access
Associated institution:Universidade de Lisboa
Language:Portuguese
Origin:Repositório da Universidade de Lisboa
Description
Summary:Os primeiros sistemas de navegação surgiram há cerca de três décadas, sendo inicialmente utilizados na neurocirurgia onde o seu objetivo primário consistia em auxiliar na abordagem de estruturas intracranianas em locais de difícil acesso e com pouca visibilidade para o cirurgião, no entanto, esta tecnologia foi rapidamente adotada por outras especialidades, de entre as quais a otorrinolaringologia. A navegação cirúrgica permite combinar imagens recolhidas no pré-operatório com a informação visual a que o cirurgião tem acesso no bloco, tornando-se particularmente útil na cirurgia endoscópica onde a visão a duas dimensões dificulta a manutenção da noção de profundidade, o que se torna ainda mais evidente em zonas anatomicamente complexas, permitindo também a localização, a cada instante, da posição do material cirúrgico, contribuindo para guiar o procedimento até ao alvo e diminuindo o risco de complicações. A evidência científica atual, com base em estudos comparativos e revisões, não parece demonstrar uma vantagem significativa, em termos de taxas de sucesso e de complicações, em relação à cirurgia sem auxílio da navegação, contudo em casos complexos que requerem cirurgia de revisão ou em que há grande alteração da posição de estruturas, o uso de sistemas evita a necessidade de se recorrerem a métodos abertos e mais invasivos para o doente. A existência de diferentes tipos de sistemas de navegação que utilizam diferentes técnicas de registo e localização requer que os médicos se mantenham atualizados em relação às indicações, potencialidades e limitações inerentes ao seu uso.