Publicação
Formulação e avaliação de nanopartículas carregadas com extrato de pitaia (Hylocereus sp.)
| Resumo: | A ingestão de alimentos com compostos bioativos permite prevenir o aparecimento precoce de doenças crónicas não transmissíveis. A pitaia possui compostos biologicamente ativos, que no geral, têm pouca biodisponibilidade e, consequentemente, são necessárias ingestões grandes para se fazerem sentir os efeitos biológicos no organismo. Uma das estratégias para aumentar a eficiência destes compostos no extrato é fazer a sua encapsulação. O objetivo principal deste trabalho é formular e avaliar fitossomas carregados com extrato de pitaia (Hylocereus costaricensis) e comparar a sua atividade biológica à do extrato. A caracterização do extrato foi realizada através de métodos espectrofotométricos, obtendo-se um teor de compostos fenólicos e flavonóides de 410,370 mg EAG/L e de 139,297 mg EC/L, respetivamente. A análise do extrato por HPLC-DAD-MS/MS permitiu identificar o ácido cítrico, o ácido succínico, a cianidina-3-o-rutinosido, o ácido ferúlico e a rutina na sua composição. O extrato (10 mg/mL) possui uma capacidade de redução de ROS de 78% em células HaCaT (modelo in vitro), quando estas foram expostas a um stress oxidativo induzido pelo peróxido de hidrogénio. Os fitossomas encapsularam 46% dos compostos fenólicos totais e apresentaram um tamanho de 1329 nm, um sistema polidisperso e um potencial zeta negativo. A atividade antioxidante foi avaliada pelo método de DPPH e a formulação fitossomal, com 46% do teor de compostos fenólicos do extrato, obteve resultados semelhantes ao do extrato, o que revela que os fitossomas tiveram melhor eficiência. O estudo in vivo da atividade anti-hiperglicémica foi realizado utilizando um modelo de sobrecarga de açúcar em ratos Wistar. Os resultados revelaram que o extrato (5 mg EAG/kg) não mostrou efeito anti-hiperglicemiante, mas que os fitossomas (2,3 mg EAG/kg) possuem ação anti-hiperglicémica semelhante à da metformina (300 mg/kg) que é um medicamento antidiabético. O modelo do edema da pata induzido pela carragenina, modelo de inflamação aguda local, foi usado para estudar a atividade anti-inflamatória. O extrato (5 mg EAG/kg) revelou efeito anti-inflamatório, mas os fitossomas (2,3 mg EAG/kg) embora com menor teor de compostos fenólicos mostraram efeito anti-inflamatório superior, impedindo que o edema induzido pela carragenina fosse tão elevado. Assim pode-se concluir que o extrato de pitaia possui propriedades antioxidantes, anti-hiperglicémicas e anti-inflamatórias e que a encapsulação do extrato numa formulação fitossomal permitiu melhorar a biodisponibilidade dos compostos bioativos e, consequentemente, aumentar o efeito biológico. |
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| Autores principais: | Sousa, Inês Ferrão de |
| Assunto: | Hylocereus costaricensis Atividade antioxidante Atividade antihiperglicémica Anti-inflamatória Fitossomas Teses de mestrado - 2023 |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A ingestão de alimentos com compostos bioativos permite prevenir o aparecimento precoce de doenças crónicas não transmissíveis. A pitaia possui compostos biologicamente ativos, que no geral, têm pouca biodisponibilidade e, consequentemente, são necessárias ingestões grandes para se fazerem sentir os efeitos biológicos no organismo. Uma das estratégias para aumentar a eficiência destes compostos no extrato é fazer a sua encapsulação. O objetivo principal deste trabalho é formular e avaliar fitossomas carregados com extrato de pitaia (Hylocereus costaricensis) e comparar a sua atividade biológica à do extrato. A caracterização do extrato foi realizada através de métodos espectrofotométricos, obtendo-se um teor de compostos fenólicos e flavonóides de 410,370 mg EAG/L e de 139,297 mg EC/L, respetivamente. A análise do extrato por HPLC-DAD-MS/MS permitiu identificar o ácido cítrico, o ácido succínico, a cianidina-3-o-rutinosido, o ácido ferúlico e a rutina na sua composição. O extrato (10 mg/mL) possui uma capacidade de redução de ROS de 78% em células HaCaT (modelo in vitro), quando estas foram expostas a um stress oxidativo induzido pelo peróxido de hidrogénio. Os fitossomas encapsularam 46% dos compostos fenólicos totais e apresentaram um tamanho de 1329 nm, um sistema polidisperso e um potencial zeta negativo. A atividade antioxidante foi avaliada pelo método de DPPH e a formulação fitossomal, com 46% do teor de compostos fenólicos do extrato, obteve resultados semelhantes ao do extrato, o que revela que os fitossomas tiveram melhor eficiência. O estudo in vivo da atividade anti-hiperglicémica foi realizado utilizando um modelo de sobrecarga de açúcar em ratos Wistar. Os resultados revelaram que o extrato (5 mg EAG/kg) não mostrou efeito anti-hiperglicemiante, mas que os fitossomas (2,3 mg EAG/kg) possuem ação anti-hiperglicémica semelhante à da metformina (300 mg/kg) que é um medicamento antidiabético. O modelo do edema da pata induzido pela carragenina, modelo de inflamação aguda local, foi usado para estudar a atividade anti-inflamatória. O extrato (5 mg EAG/kg) revelou efeito anti-inflamatório, mas os fitossomas (2,3 mg EAG/kg) embora com menor teor de compostos fenólicos mostraram efeito anti-inflamatório superior, impedindo que o edema induzido pela carragenina fosse tão elevado. Assim pode-se concluir que o extrato de pitaia possui propriedades antioxidantes, anti-hiperglicémicas e anti-inflamatórias e que a encapsulação do extrato numa formulação fitossomal permitiu melhorar a biodisponibilidade dos compostos bioativos e, consequentemente, aumentar o efeito biológico. |
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