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Sobre Os Memoráveis, de Lídia Jorge : ao encontro da luz primordial
| Resumo: | A presente dissertação, intitulada Sobre Os Memoráveis, de Lídia Jorge – Ao encontro da luz primordial, trata o romance salientando as linhas luminosas que emergem imparáveis do tempo. O eixo reside nos sentidos primordiais que enformam e se propagam a partir de um dia único – o dia 25 de Abril de 1974 em Portugal. A narrativa, convertida em fábula, devolve ao futuro uma essência de ensinamentos a não perder, redesenhando a utopia de um mundo melhor. As deformações do espaço-tempo e das próprias personagens ao longo do romance dão corpo ao questionamento permanente como princípio de uma visão caleidoscópica e livre. Estruturalmente este trabalho organiza-se em cinco capítulos, cada um composto por subcapítulos, antecedidos por uma introdução elucidativa das razões moventes e das linhas gerais propostas. No primeiro capítulo estabelecem-se referências teóricas ligadas ao conceito de tempo e à sua transversalidade na narrativa. Em seguida, no segundo capítulo, clarifica-se a estrutura global do romance e o seu objectivo central. No terceiro capítulo, “Viagem ao Coração da Fábula”, título do painel central do romance, concretizam-se as problemáticas ligadas ao tempo, aprofundando a questão fundamental da fotografia como conceito e como ente especial no contexto narrativo. No quarto capítulo, as personagens memoráveis saem da fotografia, uma por uma, para uma análise mais longa. Agrupam-se, de forma intencional, por um lado as personagens militares que cumprem missões, códigos e uma ética que se quer salientar, e, por outro lado, as personagens civis que dão forma especial à inscrição desse dia num certo para sempre (um fotógrafo, um homem ligado à música e dois poetas). Termina-se, num quinto capítulo, com algumas linhas conclusivas que se constituem como uma síntese reflexiva aberta; regista-se ainda uma cumplicidade com o não esquecimento como condição de futuro. |
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| Autores principais: | Pinho, Lucília Maria |
| Assunto: | Jorge, Lídia, 1946-..... Os memoráveis Romance português - séc.20-21 - História e crítica Teses de mestrado - 2017 |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A presente dissertação, intitulada Sobre Os Memoráveis, de Lídia Jorge – Ao encontro da luz primordial, trata o romance salientando as linhas luminosas que emergem imparáveis do tempo. O eixo reside nos sentidos primordiais que enformam e se propagam a partir de um dia único – o dia 25 de Abril de 1974 em Portugal. A narrativa, convertida em fábula, devolve ao futuro uma essência de ensinamentos a não perder, redesenhando a utopia de um mundo melhor. As deformações do espaço-tempo e das próprias personagens ao longo do romance dão corpo ao questionamento permanente como princípio de uma visão caleidoscópica e livre. Estruturalmente este trabalho organiza-se em cinco capítulos, cada um composto por subcapítulos, antecedidos por uma introdução elucidativa das razões moventes e das linhas gerais propostas. No primeiro capítulo estabelecem-se referências teóricas ligadas ao conceito de tempo e à sua transversalidade na narrativa. Em seguida, no segundo capítulo, clarifica-se a estrutura global do romance e o seu objectivo central. No terceiro capítulo, “Viagem ao Coração da Fábula”, título do painel central do romance, concretizam-se as problemáticas ligadas ao tempo, aprofundando a questão fundamental da fotografia como conceito e como ente especial no contexto narrativo. No quarto capítulo, as personagens memoráveis saem da fotografia, uma por uma, para uma análise mais longa. Agrupam-se, de forma intencional, por um lado as personagens militares que cumprem missões, códigos e uma ética que se quer salientar, e, por outro lado, as personagens civis que dão forma especial à inscrição desse dia num certo para sempre (um fotógrafo, um homem ligado à música e dois poetas). Termina-se, num quinto capítulo, com algumas linhas conclusivas que se constituem como uma síntese reflexiva aberta; regista-se ainda uma cumplicidade com o não esquecimento como condição de futuro. |
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