Publicação
Eficiência energética e geração fotovoltaica em condomínios
| Resumo: | Os efeitos das alterações climáticas são cada vez mais visíveis e requerem uma mudança do paradigma energético para criar um sistema mais eficiente e sustentável, baseado no uso de fontes de energia renováveis que permitem reduzir as emissões de gases efeito estufa no sector energético. A União Europeia está focada em atingir a neutralidade carbónica até 2050 e para isso criou o Pacote Legislativo “Energia Limpa para Todos os Europeus” que prevê a implementação de práticas como a partilha de energia renovável através de Comunidade de Energia. Este é um conceito recente e amplamente debatido na comunidade científica pelo seu elevado potencial na descentralização do sistema elétrico e da democratização do mercado de energia. Esta realidade já se encontra prevista na legislação portuguesa com a criação do Decreto-Lei nº162/2019 de 25 de outubro de 2019. Esta dissertação foca-se em demonstrar esse potencial, especialmente para casos de grandes edifícios domésticos, através de uma análise exaustiva da literatura atual, assim como, em conjunto com a Coopérnico, estudar o caso de um condomínio localizado em Lisboa constituído por oito edifícios e cerca de 150 habitações que dispõe de um sistema fotovoltaico previamente instalado, de modo a obter um conjunto de ferramentas que auxiliem o desenvolvimento e implementação destas entidades, tais como dois manuais que elucidam sobre os requerimentos legais no processo inicial de inscrição no Portal Aplicacional da DGEG, para autoconsumo coletivo e comunidades de energia renovável, associados a uma ferramenta Excel que permite simular o seu funcionamento e representar os seus benefícios económicos. A análise preliminar, baseada nas faturas mensais, revelou que o presente sistema deste condomínio, instalado em dezembro de 2019, foi capaz de amortizar os consumos energéticos das partes comuns de todos os edifícios em cerca de 20% Esta fase inicial de trabalhos permitiu também o planeamento da ampliação do sistema PV que maximize a área disponível dos telhados, sugerindo um sistema que totaliza uma potência de pico igual a 52.2 kWp. Para verificar e exemplificar a utilização da ferramenta criada foram simulados três cenários ilustradores diferentes situações que podem surgir para estes autoconsumos coletivos constituídos por grandes condomínios. O primeiro considera-se a partilha de energia apenas entre as diferentes habitações sem injeção de potência na rede elétrica de serviço público, que apresenta um período de retorno de cerca de 4 anos e taxas de consumo na ordem de 75%. No segundo caso, considera-se injeção de potência na rede, que apresenta um período de retorno de mais de 7 anos devido à necessidade de pagar taxas de utilização da rede no nível BTN. No terceiro cenário considera-se a combinação dos consumos domésticos com as partes comuns do condomínio, cenário mais proveitoso, com período de retorno de 3.7 anos e taxa de autoconsumo de 88%. |
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| Autores principais: | Dias, Miguel Alexandre de Sá e Sousa Carvalho |
| Assunto: | Autoconsumo coletivo Comunidades de Energia Renovável Partilha energética Condomínios Teses de mestrado - 2020 |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Os efeitos das alterações climáticas são cada vez mais visíveis e requerem uma mudança do paradigma energético para criar um sistema mais eficiente e sustentável, baseado no uso de fontes de energia renováveis que permitem reduzir as emissões de gases efeito estufa no sector energético. A União Europeia está focada em atingir a neutralidade carbónica até 2050 e para isso criou o Pacote Legislativo “Energia Limpa para Todos os Europeus” que prevê a implementação de práticas como a partilha de energia renovável através de Comunidade de Energia. Este é um conceito recente e amplamente debatido na comunidade científica pelo seu elevado potencial na descentralização do sistema elétrico e da democratização do mercado de energia. Esta realidade já se encontra prevista na legislação portuguesa com a criação do Decreto-Lei nº162/2019 de 25 de outubro de 2019. Esta dissertação foca-se em demonstrar esse potencial, especialmente para casos de grandes edifícios domésticos, através de uma análise exaustiva da literatura atual, assim como, em conjunto com a Coopérnico, estudar o caso de um condomínio localizado em Lisboa constituído por oito edifícios e cerca de 150 habitações que dispõe de um sistema fotovoltaico previamente instalado, de modo a obter um conjunto de ferramentas que auxiliem o desenvolvimento e implementação destas entidades, tais como dois manuais que elucidam sobre os requerimentos legais no processo inicial de inscrição no Portal Aplicacional da DGEG, para autoconsumo coletivo e comunidades de energia renovável, associados a uma ferramenta Excel que permite simular o seu funcionamento e representar os seus benefícios económicos. A análise preliminar, baseada nas faturas mensais, revelou que o presente sistema deste condomínio, instalado em dezembro de 2019, foi capaz de amortizar os consumos energéticos das partes comuns de todos os edifícios em cerca de 20% Esta fase inicial de trabalhos permitiu também o planeamento da ampliação do sistema PV que maximize a área disponível dos telhados, sugerindo um sistema que totaliza uma potência de pico igual a 52.2 kWp. Para verificar e exemplificar a utilização da ferramenta criada foram simulados três cenários ilustradores diferentes situações que podem surgir para estes autoconsumos coletivos constituídos por grandes condomínios. O primeiro considera-se a partilha de energia apenas entre as diferentes habitações sem injeção de potência na rede elétrica de serviço público, que apresenta um período de retorno de cerca de 4 anos e taxas de consumo na ordem de 75%. No segundo caso, considera-se injeção de potência na rede, que apresenta um período de retorno de mais de 7 anos devido à necessidade de pagar taxas de utilização da rede no nível BTN. No terceiro cenário considera-se a combinação dos consumos domésticos com as partes comuns do condomínio, cenário mais proveitoso, com período de retorno de 3.7 anos e taxa de autoconsumo de 88%. |
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