Publicação
Avaliação da fluência da leitura em alunos do 2º ciclo : metas curriculares para a velocidade da leitura
| Resumo: | A importância das competências da leitura nas situações educacionais é uma questão muito relevante para o campo de acção da psicologia educacional que abrange vários níveis de implicações desde curricular à formação de professores. Se ler, escrever e contar continuam a fazer sentido como valores nucleares da ação educativa, também o é conhecer como é que se tem expressado a adequação dos objetivos curriculares aos desempenhos de fluência oral observados em contexto. O ano letivo de 2013/2014 viu iniciar modificações cuja incidência em como os professores deverão avaliar a Leitura e Escrita é muito alta justificando-se daí investigar mais sobre os desempenhos dos alunos. Esta investigação tem como objetivo avaliar a fluência de leitura em alunos do 5.º e 6.º ano de escolaridade que compreendem o 2.º Ciclo do Ensino Básico em Portugal. Para esse efeito, efetivou-se uma parceria com uma instituição educativa privada da área metropolitana de Lisboa, e recolheram-se dados de quatro turmas (N=52), duas turmas do 5.º ano de escolaridade e duas turmas do 6.º ano de escolaridade. Os resultados apontam para que a introdução das Metas Curriculares previstas coloque mais de 85% dos alunos do 2.º Ciclo em situação de desempenho da leitura insuficiente e que o condicionamento a objetivos invariáveis de níveis de desempenho da fluência da leitura comprometa a diversidade dos processos de aprendizagem. A análise dos resultados orientou-se em quatro hipóteses cujas conclusões se sintetizam: 1. a hipótese de que “a amplitude da diferença dos desempenhos da fluência da leitura dos alunos do 2.º Ciclo é baixa” não é confirmada; 2. a hipótese de que “todos os alunos do 2.º Ciclo atingem a fluência de leitura esperada para o seu ano de escolaridade” não é confirmada; 3. A hipótese que “verifica-se uma progressão cumulativa da fluência da leitura de um mesmo texto no 2.º Ciclo” é confirmada; 4. A hipótese de que “a magnitude de progressão da fluência de leitura no 2.º Ciclo é igual à esperada” é confirmada. |
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| Autores principais: | Sousa, João Miguel Baptista de |
| Assunto: | Competências de leitura Ensino básico (2º ciclo) Psicologia educacional Teses de mestrado - 2014 |
| Ano: | 2014 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A importância das competências da leitura nas situações educacionais é uma questão muito relevante para o campo de acção da psicologia educacional que abrange vários níveis de implicações desde curricular à formação de professores. Se ler, escrever e contar continuam a fazer sentido como valores nucleares da ação educativa, também o é conhecer como é que se tem expressado a adequação dos objetivos curriculares aos desempenhos de fluência oral observados em contexto. O ano letivo de 2013/2014 viu iniciar modificações cuja incidência em como os professores deverão avaliar a Leitura e Escrita é muito alta justificando-se daí investigar mais sobre os desempenhos dos alunos. Esta investigação tem como objetivo avaliar a fluência de leitura em alunos do 5.º e 6.º ano de escolaridade que compreendem o 2.º Ciclo do Ensino Básico em Portugal. Para esse efeito, efetivou-se uma parceria com uma instituição educativa privada da área metropolitana de Lisboa, e recolheram-se dados de quatro turmas (N=52), duas turmas do 5.º ano de escolaridade e duas turmas do 6.º ano de escolaridade. Os resultados apontam para que a introdução das Metas Curriculares previstas coloque mais de 85% dos alunos do 2.º Ciclo em situação de desempenho da leitura insuficiente e que o condicionamento a objetivos invariáveis de níveis de desempenho da fluência da leitura comprometa a diversidade dos processos de aprendizagem. A análise dos resultados orientou-se em quatro hipóteses cujas conclusões se sintetizam: 1. a hipótese de que “a amplitude da diferença dos desempenhos da fluência da leitura dos alunos do 2.º Ciclo é baixa” não é confirmada; 2. a hipótese de que “todos os alunos do 2.º Ciclo atingem a fluência de leitura esperada para o seu ano de escolaridade” não é confirmada; 3. A hipótese que “verifica-se uma progressão cumulativa da fluência da leitura de um mesmo texto no 2.º Ciclo” é confirmada; 4. A hipótese de que “a magnitude de progressão da fluência de leitura no 2.º Ciclo é igual à esperada” é confirmada. |
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