Publicação
Toxicidade pulmonar em cigarros electrónicos
| Resumo: | O consumo de dispositivos electrónicos de dispensa de nicotina, conhecidos por cigarros electrónicos – e-cig - aumentou rapidamente a nível global, principalmente numa faixa etária mais jovem. Actualmente é visto como uma alternativa mais saudável aos cigarros tradicionais de tabaco. No entanto, o seu consumo mantém-se controverso, devido à limitada evidência científica dos efeitos tóxicos a curto e a longo prazo. Este trabalho pretende fornecer uma revisão actualizada acerca do perfil toxicológico destes dispositivos no sistema respiratório, sintetizando a literatura existente a partir de cultura de células, modelos animais e humanos. Em suma, a toxicidade do e-cig provém dos constituintes do dispositivo, sendo uma fonte de metais tóxicos; e do e-líquido, com quantidades variáveis de nicotina e aromatizantes. Embora o consumo do e-cig a curto prazo não apresente alterações significativas na função pulmonar, os efeitos deletérios a longo prazo, no sistema respiratório estão associados a um estado pró-inflamatório induzido, destacando-se os diagnósticos de novo de asma e bronquite crónica, e no sistema imunitário das vias aéreas, estão associados a uma resposta menos eficaz às infecções. Destaca-se ainda que, a exposição crónica ao e-cig induz a um estado de proliferação celular descontrolada, pela sobreexpressão dos AChR α7 nas vias aéreas, que poderá ter como consequência a neoplasia do pulmão. Por último, faz-se referência ao aparecimento de um aparelho mais recente que o e- cig, nomeadamente, o IQOS – “I-Quit-Ordinary-Smoking”. Este aparelho consiste no aquecimento do tabaco, e segundo alguns estudos, assim como o e-cig, também produz substâncias carcinogénicas e de nicotina, prejudiciais à saúde. |
|---|---|
| Autores principais: | Samji, Vikesch Rameschandre |
| Assunto: | Cigarro electrónico Toxicidade pulmonar Efeitos adversos IQOS Pneumologia |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O consumo de dispositivos electrónicos de dispensa de nicotina, conhecidos por cigarros electrónicos – e-cig - aumentou rapidamente a nível global, principalmente numa faixa etária mais jovem. Actualmente é visto como uma alternativa mais saudável aos cigarros tradicionais de tabaco. No entanto, o seu consumo mantém-se controverso, devido à limitada evidência científica dos efeitos tóxicos a curto e a longo prazo. Este trabalho pretende fornecer uma revisão actualizada acerca do perfil toxicológico destes dispositivos no sistema respiratório, sintetizando a literatura existente a partir de cultura de células, modelos animais e humanos. Em suma, a toxicidade do e-cig provém dos constituintes do dispositivo, sendo uma fonte de metais tóxicos; e do e-líquido, com quantidades variáveis de nicotina e aromatizantes. Embora o consumo do e-cig a curto prazo não apresente alterações significativas na função pulmonar, os efeitos deletérios a longo prazo, no sistema respiratório estão associados a um estado pró-inflamatório induzido, destacando-se os diagnósticos de novo de asma e bronquite crónica, e no sistema imunitário das vias aéreas, estão associados a uma resposta menos eficaz às infecções. Destaca-se ainda que, a exposição crónica ao e-cig induz a um estado de proliferação celular descontrolada, pela sobreexpressão dos AChR α7 nas vias aéreas, que poderá ter como consequência a neoplasia do pulmão. Por último, faz-se referência ao aparecimento de um aparelho mais recente que o e- cig, nomeadamente, o IQOS – “I-Quit-Ordinary-Smoking”. Este aparelho consiste no aquecimento do tabaco, e segundo alguns estudos, assim como o e-cig, também produz substâncias carcinogénicas e de nicotina, prejudiciais à saúde. |
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