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Research in undergraduate medical education : a national and international overview

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Atualmente espera-se que o médico esteja preparado para interpretar e adaptar à prática as mais recentes descobertas científicas, para além de contribuir para a construção de conhecimento enquanto investigador. Assim, as Faculdades de Medicina têm um papel preponderante na criação dos futuros médicos-investigadores. O objetivo desta tese é descrever o estado da arte referente à investigação na educação médica pré-graduada, caracterizando os programas de investigação internacionais/nacionais e as oportunidades de formação relacionadas com investigação. Para caracterizar a realidade internacional foi realizada uma revisão sistemática utilizando o PubMed, onde foram pesquisados artigos publicados entre 1 de janeiro de 2012 e 31 de dezembro de 2017. Dos 276 artigos identificados, 53 foram considerados elegíveis, de acordo com os critérios de inclusão e analisados pelo método de Análise de Conteúdo. A descrição da realidade nacional baseou-se na informação oficial disponível nos websites das Faculdades de Medicina Portuguesas. A maioria dos programas de investigação são organizados pelas Faculdades. O desenvolvimento de capacidades relacionadas com investigação, estabelecimento de uma relação de tutorado com supervisor sénior e aquisição de capacidades de interpretação/revisão de investigação destacaram-se como vantagens em realizar investigação. Não foram encontradas diferenças significativas entre os outcomes da investigação entre programas curriculares obrigatórios vs opcionais, mas conclui-se que uma exposição precoce à investigação no currículo promove a carreira académica e que existe uma correlação entre a área de investigação em que se foca o projeto e a especialidade médica escolhida no internato. Concluindo, as oportunidades de investigação e de formação em investigação nas Faculdades Portuguesas parecem ser insuficientes. Os stakeholders devem promover uma mudança na cultura de investigação na educação médica. Mais oportunidades de formação e participação em projetos de investigação obrigatórios/opcionais são necessárias. Acima de tudo, as Faculdades devem alertar os alunos para a importância da investigação em Medicina, motivando-os a tornarem-se médicosinvestigadores.
Autores principais:Pereira, Sofia Pedroso Carmezim Ribeiro
Assunto:Educação médica pré-graduada Mestrado Integrado em Medicina Estudante/aluno Investigação médica Formação em investigação
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:inglês
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Atualmente espera-se que o médico esteja preparado para interpretar e adaptar à prática as mais recentes descobertas científicas, para além de contribuir para a construção de conhecimento enquanto investigador. Assim, as Faculdades de Medicina têm um papel preponderante na criação dos futuros médicos-investigadores. O objetivo desta tese é descrever o estado da arte referente à investigação na educação médica pré-graduada, caracterizando os programas de investigação internacionais/nacionais e as oportunidades de formação relacionadas com investigação. Para caracterizar a realidade internacional foi realizada uma revisão sistemática utilizando o PubMed, onde foram pesquisados artigos publicados entre 1 de janeiro de 2012 e 31 de dezembro de 2017. Dos 276 artigos identificados, 53 foram considerados elegíveis, de acordo com os critérios de inclusão e analisados pelo método de Análise de Conteúdo. A descrição da realidade nacional baseou-se na informação oficial disponível nos websites das Faculdades de Medicina Portuguesas. A maioria dos programas de investigação são organizados pelas Faculdades. O desenvolvimento de capacidades relacionadas com investigação, estabelecimento de uma relação de tutorado com supervisor sénior e aquisição de capacidades de interpretação/revisão de investigação destacaram-se como vantagens em realizar investigação. Não foram encontradas diferenças significativas entre os outcomes da investigação entre programas curriculares obrigatórios vs opcionais, mas conclui-se que uma exposição precoce à investigação no currículo promove a carreira académica e que existe uma correlação entre a área de investigação em que se foca o projeto e a especialidade médica escolhida no internato. Concluindo, as oportunidades de investigação e de formação em investigação nas Faculdades Portuguesas parecem ser insuficientes. Os stakeholders devem promover uma mudança na cultura de investigação na educação médica. Mais oportunidades de formação e participação em projetos de investigação obrigatórios/opcionais são necessárias. Acima de tudo, as Faculdades devem alertar os alunos para a importância da investigação em Medicina, motivando-os a tornarem-se médicosinvestigadores.