Publicação
Passagens hidráulicas das auto-estradas:comparação de métodos de monitorização e avaliação dos factores que promovem a sua utilização pelos carnívoros
| Resumo: | As infra-estruturas rodoviárias têm um reconhecido impacte na conservação da biodiversidade, nomeadamente em mamíferos carnívoros. As passagens hidráulicas (PHs), associadas às auto-estradas, são frequentemente utilizadas por diversas espécies como corredores de movimento. No entanto, existem diversos factores que promovem a sua utilização e daí, se efectuarem habitualmente estudos de monitorização sobre a eficácia destas estruturas. O objectivo deste estudo é avaliar a eficiência de duas técnicas de monitorização de PHs (pó de pedra e vídeo-vigilância), e analisar o papel dos factores temporais, comportamentais e espaciais no uso destas estruturas pelos carnívoros. Deste modo, monitorizaram-se 15 PHs, ao longo das auto-estradas A2 e A6, durante 10 dias consecutivos em cada uma das estações do ano. Para tal recorreu-se à vídeo-vigilância, sendo igualmente colocado pó de pedra dentro de cada estrutura, na Primavera e no Verão. Da análise da relação custo/benefício dos dois métodos, o pó de pedra revelou-se o método mais adequado para este tipo de estudos, apesar da vídeovigilância apresentar uma maior eficiência de detecção. No total obteve-se em média 0,675 atravessamentos/PH/dia. A presença de água demonstrou ser um factor limitante ao atravessamento das PHs, com excepção da lontra, porém os troços da A2 e A6 parecem não constituir uma preocupação no que diz respeito à sua permeabilidade para os carnívoros. A utilização das PHs ocorre em períodos de maior actividade das espécies e todas se comportam de forma semelhante ao entrar e sair das estruturas, excepto a raposa. Na época húmida, o uso das PHs foi influenciado sobretudo pela presença de água e vegetação ripícola. Na época seca, as espécies preferiram estruturas com vegetação ripícola e com reduzida perturbação humana. A implementação de plataformas laterais e o estabelecimento de corredores ecológicos, afastados de áreas urbanas, podem ser solução para o aumento da utilização das PHs pelos carnívoros |
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| Autores principais: | Mateus, Ana Rita Amaro, 1984- |
| Assunto: | Impacto ambiental Carnívoros Teses de mestrado |
| Ano: | 2008 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | As infra-estruturas rodoviárias têm um reconhecido impacte na conservação da biodiversidade, nomeadamente em mamíferos carnívoros. As passagens hidráulicas (PHs), associadas às auto-estradas, são frequentemente utilizadas por diversas espécies como corredores de movimento. No entanto, existem diversos factores que promovem a sua utilização e daí, se efectuarem habitualmente estudos de monitorização sobre a eficácia destas estruturas. O objectivo deste estudo é avaliar a eficiência de duas técnicas de monitorização de PHs (pó de pedra e vídeo-vigilância), e analisar o papel dos factores temporais, comportamentais e espaciais no uso destas estruturas pelos carnívoros. Deste modo, monitorizaram-se 15 PHs, ao longo das auto-estradas A2 e A6, durante 10 dias consecutivos em cada uma das estações do ano. Para tal recorreu-se à vídeo-vigilância, sendo igualmente colocado pó de pedra dentro de cada estrutura, na Primavera e no Verão. Da análise da relação custo/benefício dos dois métodos, o pó de pedra revelou-se o método mais adequado para este tipo de estudos, apesar da vídeovigilância apresentar uma maior eficiência de detecção. No total obteve-se em média 0,675 atravessamentos/PH/dia. A presença de água demonstrou ser um factor limitante ao atravessamento das PHs, com excepção da lontra, porém os troços da A2 e A6 parecem não constituir uma preocupação no que diz respeito à sua permeabilidade para os carnívoros. A utilização das PHs ocorre em períodos de maior actividade das espécies e todas se comportam de forma semelhante ao entrar e sair das estruturas, excepto a raposa. Na época húmida, o uso das PHs foi influenciado sobretudo pela presença de água e vegetação ripícola. Na época seca, as espécies preferiram estruturas com vegetação ripícola e com reduzida perturbação humana. A implementação de plataformas laterais e o estabelecimento de corredores ecológicos, afastados de áreas urbanas, podem ser solução para o aumento da utilização das PHs pelos carnívoros |
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