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Estudo de prevalência de terceiros molares inclusos e impactados numa população portuguesa

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Resumo:OBJETIVOS: Determinar a prevalência, distribuição e caracterização do padrão de impactação e inclusão de terceiros molares, através da análise de ortopantomografias. Verificar a existência de sinais radiográficos preditivos da proximidade com o nervo alveolar inferior. MATERIAIS E MÉTODOS: Foram analisadas ortopantomografias de pacientes de uma Clínica Privada em Lisboa. Estabeleceram-se critérios de inclusão e exclusão e avaliaram-se os seguintes parâmetros: sexo, idade, estado do dente, localização, tipo de dente, classificação da posição e angulação, presença de patologia associada e sinais radiográficos preditivos de proximidade com o nervo alveolar inferior. Na análise estatística, utilizou-se o teste Qui- Quadrado (χ2) e a simulação de Monte Carlo e uma significância de 95% (p=0,05). RESULTADOS: Analisaram-se 264 ortopantomografias. Encontrou-se predileção pelo sexo feminino (58,3%) e a faixa etária 25-44 anos foi a mais prevalente (35,3%). 22,7% apresentavam, pelo menos, um terceiro molar impactado ou incluso, havendo maior prevalência dos mesmos na mandíbula (50,8%). As posições B e C foram as mais prevalentes (41,7%), bem como a angulação vertical (36,7%). No 18 houve maior prevalência da posição C (73,3%) e da angulação vertical (40,1%); no 28 da posição C (58,6%) e da angulação vertical (55,2%); no 38 da posição B (45,2%) e da angulação mesioangulada (35,5%); e no 48 da posição B (53,4%) e da angulação mesioangulada (40,0%). A lesão de cárie no 2º molar adjacente (42,1%) foi a patologia associada mais encontrada e o escurecimento das raízes o sinal preditivo mais prevalente (48,2%). CONCLUSÃO: Existe maior prevalência de terceiros molares impactados ou inclusos na mandíbula, sendo o 38 o mais frequentemente impactado ou incluso. As angulações vertical e mesioangulada são as mais frequentes, bem como as posições B e C. O escurecimento das raízes é o sinal radiográfico mais prevalente. É necessário realizar mais estudos padronizados que sigam protocolos específicos e tenham em conta amostras de tamanho superior.
Autores principais:Rodrigues, Inês da Silva Soares
Assunto:Teses de mestrado - 2023 Saúde Oral
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:OBJETIVOS: Determinar a prevalência, distribuição e caracterização do padrão de impactação e inclusão de terceiros molares, através da análise de ortopantomografias. Verificar a existência de sinais radiográficos preditivos da proximidade com o nervo alveolar inferior. MATERIAIS E MÉTODOS: Foram analisadas ortopantomografias de pacientes de uma Clínica Privada em Lisboa. Estabeleceram-se critérios de inclusão e exclusão e avaliaram-se os seguintes parâmetros: sexo, idade, estado do dente, localização, tipo de dente, classificação da posição e angulação, presença de patologia associada e sinais radiográficos preditivos de proximidade com o nervo alveolar inferior. Na análise estatística, utilizou-se o teste Qui- Quadrado (χ2) e a simulação de Monte Carlo e uma significância de 95% (p=0,05). RESULTADOS: Analisaram-se 264 ortopantomografias. Encontrou-se predileção pelo sexo feminino (58,3%) e a faixa etária 25-44 anos foi a mais prevalente (35,3%). 22,7% apresentavam, pelo menos, um terceiro molar impactado ou incluso, havendo maior prevalência dos mesmos na mandíbula (50,8%). As posições B e C foram as mais prevalentes (41,7%), bem como a angulação vertical (36,7%). No 18 houve maior prevalência da posição C (73,3%) e da angulação vertical (40,1%); no 28 da posição C (58,6%) e da angulação vertical (55,2%); no 38 da posição B (45,2%) e da angulação mesioangulada (35,5%); e no 48 da posição B (53,4%) e da angulação mesioangulada (40,0%). A lesão de cárie no 2º molar adjacente (42,1%) foi a patologia associada mais encontrada e o escurecimento das raízes o sinal preditivo mais prevalente (48,2%). CONCLUSÃO: Existe maior prevalência de terceiros molares impactados ou inclusos na mandíbula, sendo o 38 o mais frequentemente impactado ou incluso. As angulações vertical e mesioangulada são as mais frequentes, bem como as posições B e C. O escurecimento das raízes é o sinal radiográfico mais prevalente. É necessário realizar mais estudos padronizados que sigam protocolos específicos e tenham em conta amostras de tamanho superior.