Publicação
Hipertensão primária: abordagem terapêutica
| Resumo: | A hipertensão é tida como o principal fator de risco de mortalidade geral, sobretudo devido às suas potenciais consequências a nível cardiovascular. Assim, a prevenção e tratamento desta patologia são medidas essenciais de saúde pública que não só ajudam a reduzir o risco cardiovascular e de mortalidade da população, como também a reduzir os gastos em saúde associados à hipertensão e às suas complicações. As opções farmacológicas têm vindo a multiplicar-se ao longo das últimas décadas, aliadas a medidas não-farmacológicas com um papel igualmente significativo. Por outro lado, multiplicam-se também estudos e ensaios clínicos de tipos e âmbitos diferentes que não raro geram evidências mutuamente contraditórias relativas a um ou outro aspeto do diagnóstico e tratamento, dificultando a chegada a conclusões sólidas e a tomada de decisões coerentes e bem fundamentadas na prática clínica. Esta dissertação propõe-se a apresentar o panorama atual da abordagem terapêutica da hipertensão, como foco na de tipo primário, e a analisar criticamente algumas das orientações mais recentes feitas por guidelines de referência. Através da consulta de guidelines como as do 8th Joint National Committee e as da European Society of Hypertension, ficou demonstrado o valor de fármacos anti-hipertensores como os diuréticos tiazídicos ou os inibidores da engina conversora de angiotensina como opções de primeira linha, em detrimento dos beta bloqueadores outrora também recomendados, mas evidenciou-se também a falta de consenso a nível dos objetivos terapêuticos a atingir, entre o objetivo habitual de PA < 140/90 mm Hg, um mais conservador de PA < 150/90 mmHg ou um novo objetivo de PA < 120/80 mmHg, aliado a uma recentemente testada modalidade intensiva de tratamento. Vislumbraram-se também novas possibilidades futuras, na forma de novos agentes anti-hipertensores e novas intervenções médicas que possam dar resposta às necessidades dos doentes com dificuldade de controlo da hipertensão. |
|---|---|
| Autores principais: | Ngongo, Joseph-Lambert Yegamino Mulembo |
| Assunto: | Hipertensão Terapêutica Guidelines Controvérsia Inovações Mestrado Integrado - 2017 |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A hipertensão é tida como o principal fator de risco de mortalidade geral, sobretudo devido às suas potenciais consequências a nível cardiovascular. Assim, a prevenção e tratamento desta patologia são medidas essenciais de saúde pública que não só ajudam a reduzir o risco cardiovascular e de mortalidade da população, como também a reduzir os gastos em saúde associados à hipertensão e às suas complicações. As opções farmacológicas têm vindo a multiplicar-se ao longo das últimas décadas, aliadas a medidas não-farmacológicas com um papel igualmente significativo. Por outro lado, multiplicam-se também estudos e ensaios clínicos de tipos e âmbitos diferentes que não raro geram evidências mutuamente contraditórias relativas a um ou outro aspeto do diagnóstico e tratamento, dificultando a chegada a conclusões sólidas e a tomada de decisões coerentes e bem fundamentadas na prática clínica. Esta dissertação propõe-se a apresentar o panorama atual da abordagem terapêutica da hipertensão, como foco na de tipo primário, e a analisar criticamente algumas das orientações mais recentes feitas por guidelines de referência. Através da consulta de guidelines como as do 8th Joint National Committee e as da European Society of Hypertension, ficou demonstrado o valor de fármacos anti-hipertensores como os diuréticos tiazídicos ou os inibidores da engina conversora de angiotensina como opções de primeira linha, em detrimento dos beta bloqueadores outrora também recomendados, mas evidenciou-se também a falta de consenso a nível dos objetivos terapêuticos a atingir, entre o objetivo habitual de PA < 140/90 mm Hg, um mais conservador de PA < 150/90 mmHg ou um novo objetivo de PA < 120/80 mmHg, aliado a uma recentemente testada modalidade intensiva de tratamento. Vislumbraram-se também novas possibilidades futuras, na forma de novos agentes anti-hipertensores e novas intervenções médicas que possam dar resposta às necessidades dos doentes com dificuldade de controlo da hipertensão. |
|---|