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Biópsias orais numa população portuguesa: estudo clinicopatológico dos últimos 20 anos numa clínica universitária

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: A biópsia constitui uma ferramenta muito importante para o médico dentista, uma vez que o exame anatomopatológico é um meio complementar de diagnóstico fundamental em medicina e patologia oral. Objetivos: Analisar a frequência e os padrões caraterísticos das lesões oromaxilofaciais numa população portuguesa, bem como verificar a concordância entre os respetivos diagnósticos clínicos e histológicos. Materiais e Métodos: Foi efetuada uma análise descritiva dos dados dos relatórios anatomopatológicos das biópsias realizadas entre 1999 e 2019, na Clínica Universitária da Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa, designadamente o género e idade do doente, tipo de biópsia, localização das lesões, diagnóstico clínico e histológico. Resultados: De uma amostra total de 1448 doentes, 57,5% foram do género feminino e 42,5% do género masculino, com uma idade média de 50,14 anos (desvio padrão de ± 17,61). Observou-se concordância entre os diagnósticos clínicos e histológicos em 62,3% das biópsias realizadas. A localização preferencial foi a mucosa jugal, fundo do vestíbulo e mucosa alveolar (20,7%). As lesões benignas foram as mais encontradas, em 82,8% dos casos, seguindo-se as lesões potencialmente malignas (LPM) em 15,5% e, por fim, as lesões malignas (LM) em 1,7%. A hiperplasia fibrosa focal revelou-se o diagnóstico mais frequente no total da amostra (25,6%). Já no grupo jovem, a entidade mais comum foi o mucocelo (34,0%), observando-se uma predominância no lábio inferior (32,9%). A leucoplasia foi a LPM mais frequentemente diagnosticada (48,7%). A doença oncológica mais comum foi o carcinoma pavimentocelular (92,0%), manifestando-se preferencialmente na língua (34,8%). As LPM e LM tiveram maior frequência em idades avançadas. Conclusão: Este estudo incluiu biópsias realizadas ao longo de 20 anos, tendo permitido analisar as caraterísticas demográficas, clínicas e histológicas das lesões mais frequentes na região oral e maxilofacial.
Autores principais:André, Cláudia Sofia Garcia de Almeida
Assunto:Teses de mestrado - 2021 Saúde Oral
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Introdução: A biópsia constitui uma ferramenta muito importante para o médico dentista, uma vez que o exame anatomopatológico é um meio complementar de diagnóstico fundamental em medicina e patologia oral. Objetivos: Analisar a frequência e os padrões caraterísticos das lesões oromaxilofaciais numa população portuguesa, bem como verificar a concordância entre os respetivos diagnósticos clínicos e histológicos. Materiais e Métodos: Foi efetuada uma análise descritiva dos dados dos relatórios anatomopatológicos das biópsias realizadas entre 1999 e 2019, na Clínica Universitária da Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa, designadamente o género e idade do doente, tipo de biópsia, localização das lesões, diagnóstico clínico e histológico. Resultados: De uma amostra total de 1448 doentes, 57,5% foram do género feminino e 42,5% do género masculino, com uma idade média de 50,14 anos (desvio padrão de ± 17,61). Observou-se concordância entre os diagnósticos clínicos e histológicos em 62,3% das biópsias realizadas. A localização preferencial foi a mucosa jugal, fundo do vestíbulo e mucosa alveolar (20,7%). As lesões benignas foram as mais encontradas, em 82,8% dos casos, seguindo-se as lesões potencialmente malignas (LPM) em 15,5% e, por fim, as lesões malignas (LM) em 1,7%. A hiperplasia fibrosa focal revelou-se o diagnóstico mais frequente no total da amostra (25,6%). Já no grupo jovem, a entidade mais comum foi o mucocelo (34,0%), observando-se uma predominância no lábio inferior (32,9%). A leucoplasia foi a LPM mais frequentemente diagnosticada (48,7%). A doença oncológica mais comum foi o carcinoma pavimentocelular (92,0%), manifestando-se preferencialmente na língua (34,8%). As LPM e LM tiveram maior frequência em idades avançadas. Conclusão: Este estudo incluiu biópsias realizadas ao longo de 20 anos, tendo permitido analisar as caraterísticas demográficas, clínicas e histológicas das lesões mais frequentes na região oral e maxilofacial.