Publicação
Principais impactos das alterações climáticas na produtividade da floresta em Portugal: Projecto SIAM
| Resumo: | Desde o início da revolução industrial, em meados do século XVIII, as emissões de CO2 para a atmosfera, resultantes da combustão dos combustíveis fósseis – carvão, petróleo e gás natural – e da desflorestação, contribuíram para um aumento de 30% na concentração atmosférica de CO2: de aproximadamente 280 ppmv em 1700 para 373 ppmv em 2003. Durante o sec. XX verificou-se um aumento da temperatura média global de 0,6 ± 0,2ºC, que parece ter origem no aumento da concentração de gases com efeito de estufa (GEE) na atmosfera. No sec. XXI as concentrações de GEE irão provavelmente aumentar, apesar dos esforços de mitigação da comunidade internacional (ex.: Protocolo de Quioto), resultando em novas alterações no sistema climático. O Projecto SIAM – Scenarios, Impacts and Adaptation Measures – é um estudo multidisciplinar que visa estudar os impactos das alterações climáticas em Portugal. O trabalho da equipa das floresta incidiu no estudo da produtividade das três principais espécies florestais em Portugal Continental: o pinheiro bravo, o eucalipto e o sobreiro. Utilizaram-se dados climáticos diários gerados pelo modelo climático regional do Hadley Centre (HadRM2) para correr o modelo de base processual GOTILWA+ (CREAF, UAB), que foi parametrizado para cada espécie. Realizaram-se dois conjuntos de simulações: uma simulação da produtividade actual (simulação de controlo) e uma simulação do futuro (período de 2080 a 2099). Os resultados apontam para um aumento ligeiro da produtividade no Norte Litoral, em consequência da maior humidade e da atenuação da limitação pelas baixas temperaturas. A região Centro é uma região de transição, onde poderá haver pequenos aumentos de produtividade nos locais mais pluviosos, mas a tendência geral será para uma redução da produtividade. Na Região Sul os impactos são mais severos, verificando-se uma forte diminuição da produtividade, que poderá significar a substituição do coberto florestal por comunidades arbustivas ou mesmo herbáceas anuais nas zonas de maior aridez. |
|---|---|
| Autores principais: | Pereira, João Santos |
| Outros Autores: | Correia, Alexandre Vaz; Correia, Alexandra Pires |
| Assunto: | floresta alterações climáticas |
| Ano: | 2005 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | documento de conferência |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Desde o início da revolução industrial, em meados do século XVIII, as emissões de CO2 para a atmosfera, resultantes da combustão dos combustíveis fósseis – carvão, petróleo e gás natural – e da desflorestação, contribuíram para um aumento de 30% na concentração atmosférica de CO2: de aproximadamente 280 ppmv em 1700 para 373 ppmv em 2003. Durante o sec. XX verificou-se um aumento da temperatura média global de 0,6 ± 0,2ºC, que parece ter origem no aumento da concentração de gases com efeito de estufa (GEE) na atmosfera. No sec. XXI as concentrações de GEE irão provavelmente aumentar, apesar dos esforços de mitigação da comunidade internacional (ex.: Protocolo de Quioto), resultando em novas alterações no sistema climático. O Projecto SIAM – Scenarios, Impacts and Adaptation Measures – é um estudo multidisciplinar que visa estudar os impactos das alterações climáticas em Portugal. O trabalho da equipa das floresta incidiu no estudo da produtividade das três principais espécies florestais em Portugal Continental: o pinheiro bravo, o eucalipto e o sobreiro. Utilizaram-se dados climáticos diários gerados pelo modelo climático regional do Hadley Centre (HadRM2) para correr o modelo de base processual GOTILWA+ (CREAF, UAB), que foi parametrizado para cada espécie. Realizaram-se dois conjuntos de simulações: uma simulação da produtividade actual (simulação de controlo) e uma simulação do futuro (período de 2080 a 2099). Os resultados apontam para um aumento ligeiro da produtividade no Norte Litoral, em consequência da maior humidade e da atenuação da limitação pelas baixas temperaturas. A região Centro é uma região de transição, onde poderá haver pequenos aumentos de produtividade nos locais mais pluviosos, mas a tendência geral será para uma redução da produtividade. Na Região Sul os impactos são mais severos, verificando-se uma forte diminuição da produtividade, que poderá significar a substituição do coberto florestal por comunidades arbustivas ou mesmo herbáceas anuais nas zonas de maior aridez. |
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