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Alteração da estrutura de capital nos períodos de racionamento de crédito : evidência empírica para Portugal

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A crise do subprime foi considerada, por muitos economistas, a contracção económica e financeira mais longa e profunda da economia mundial desde a década de 1930. Após um período de políticas de crédito mais liberais e generosas, em que os bancos não avaliavam correctamente o valor das garantias e a capacidade de reembolso dos credores, actualmente presencia-se um comportamento mais prudente destas instituições financeiras, impondo mais condicionantes e requisitos para conceder crédito à economia. O presente trabalho pretende clarificar a questão de como as empresas portuguesas adequam a sua estrutura de capital nos períodos de racionamento de crédito bancário. A análise foi efectuada com dados em termos agregados e para as empresas do mercado de capitais português, de modo a comparar a evolução da estrutura de financiamento das empresas portuguesas, e perceber se a restrição de crédito bancário teve como efeitos a substituição dos empréstimos por outras fontes de financiamento, ou por outro lado, a desaceleração da actividade económica das empresas. Os resultados permitem concluir que são as PMEs, as empresas de construção e as empresas sediadas em Lisboa que, em média, obtêm mais empréstimos bancários. Quando estes estão limitados, a fonte de financiamento alternativa é, regra geral, os outros débitos e créditos comerciais. Por sua vez, a resposta das empresas do PSI-20 foi a substituição deste, essencialmente, por instrumentos financeiros de curto prazo, mas nalguns casos, tal não foi suficiente e o crescimento dessas empresas diminuiu.
Autores principais:Teixeira, Lúcia Coelho
Assunto:Alavancagem Crédito Bancário Estrutura de Capital, Portugal Racionamento de Crédito Leverage Bank Credit Capital Structure Portugal Credit Rationing
Ano:2012
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A crise do subprime foi considerada, por muitos economistas, a contracção económica e financeira mais longa e profunda da economia mundial desde a década de 1930. Após um período de políticas de crédito mais liberais e generosas, em que os bancos não avaliavam correctamente o valor das garantias e a capacidade de reembolso dos credores, actualmente presencia-se um comportamento mais prudente destas instituições financeiras, impondo mais condicionantes e requisitos para conceder crédito à economia. O presente trabalho pretende clarificar a questão de como as empresas portuguesas adequam a sua estrutura de capital nos períodos de racionamento de crédito bancário. A análise foi efectuada com dados em termos agregados e para as empresas do mercado de capitais português, de modo a comparar a evolução da estrutura de financiamento das empresas portuguesas, e perceber se a restrição de crédito bancário teve como efeitos a substituição dos empréstimos por outras fontes de financiamento, ou por outro lado, a desaceleração da actividade económica das empresas. Os resultados permitem concluir que são as PMEs, as empresas de construção e as empresas sediadas em Lisboa que, em média, obtêm mais empréstimos bancários. Quando estes estão limitados, a fonte de financiamento alternativa é, regra geral, os outros débitos e créditos comerciais. Por sua vez, a resposta das empresas do PSI-20 foi a substituição deste, essencialmente, por instrumentos financeiros de curto prazo, mas nalguns casos, tal não foi suficiente e o crescimento dessas empresas diminuiu.