Publicação
Avaliação do pH ruminal de vacas leiteiras em Portugal : relação com parâmetros ambientais, produtivos e fisiológicos
| Resumo: | Este trabalho visou avaliar a prevalência de acidose ruminal subaguda (ARSA) em explorações de vacas leiteiras em Portugal através da análise dos valores de pH do líquido ruminal e posterior relação com os resultados do Penn State Particle Separator (PSPS), qualidade do leite, beta-hidroxibutirato (βHB) no leite, dados produtivos individuais, práticas de maneio alimentar e temperatura ambiente fora e dentro do estábulo. Para colheita do fluido ruminal foi utilizada uma sonda ruminal, e o pH ruminal foi medido através de um aparelho portátil (lacqua pmeter) previamente validado. De modo avaliar a granulometria da partícula da dieta recorreuse ao PSPS. Realizou-se ainda no mesmo momento, a colheita de leite para análise semiquantitativa dos valores de ẞHB através de tiras Ketotest® (Elanco). Os dados da qualidade de leite foram obtidos através do contraste leiteiro realizado nas explorações. Para a análise seleccionaram-se aleatoriamente em média 13 vacas de 14 explorações com 100 a 1000 animais em produção. Em quatro destas explorações tinham sido colocados bolos intraruminais de monensina (Kexxtone®, Elanco) nos animais incluídos no ensaio. No total foram amostrados 185 animais, com 5 a 100 dias em leite. Os animais do estudo estavam a ser alimentados com dieta completa com rácios variados de forragem/concentrado. Em todas as explorações foi medida a temperatura ambiente e das forragens. O pH ruminal médio foi de 6,24, com 28% das explorações a apresentarem animais positivos a ARSA com uma prevalência média de 19%. Encontrou-se uma relação positiva entre a PSPS19 e os valores de pH ruminal (p <0,02). Curiosamente, verificou-se uma tendência positiva entre a quantidade de alimento retido no crivo de granulometria ≥ 1,18 mm e a produção de leite (p = 0,051). Verificouse ainda uma relação negativa entre o pH ruminal e a temperatura ambiente dentro dos pavilhões (p = 0,023) e uma relação positiva entre a prevalência de ARSA e a amplitude de pH ruminal encontrada em cada exploração (p = 0,003). Identificou-se uma relação negativa entre o somatório da quantidade de alimento composto complementar e silagem de milho e os valores médios de pH ruminal. As vacas multíparas apresentaram tendência para teores de gordura no leite mais elevados do que as primíparas (p = 0,05). A prevalência média de vacas com cetose subclínica (CSC) por exploração foi de 51%. Não houve diferença estatisticamente significativa entre a paridade e a probabilidade das vacas apresentarem CSC (p =0,227). Além disso, constatou-se que, quanto maior é a produção de leite, maior é o risco das vacas terem CSC (p <0,01). O uso integrado destas metodologias possibilita uma abordagem mais objectiva no controlo e monitorização da alimentação, do estado hígido e bem-estar da vaca leiteira. Contudo, mais estudos terão de ser realizados para melhor compreensão da relação entre algumas variáveis. |
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| Autores principais: | Moreira, Bruno Emanuel Soares |
| Assunto: | Sonda ruminal pH ruminal Acidose ruminal subaguda Penn state particle separator Cetose subclínica Vacas leiteiras Ruminal probe Ruminal pH Sub-acute ruminal acidosis Penn state particle separator Sub-clinical ketosis Dairy cows |
| Ano: | 2015 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Este trabalho visou avaliar a prevalência de acidose ruminal subaguda (ARSA) em explorações de vacas leiteiras em Portugal através da análise dos valores de pH do líquido ruminal e posterior relação com os resultados do Penn State Particle Separator (PSPS), qualidade do leite, beta-hidroxibutirato (βHB) no leite, dados produtivos individuais, práticas de maneio alimentar e temperatura ambiente fora e dentro do estábulo. Para colheita do fluido ruminal foi utilizada uma sonda ruminal, e o pH ruminal foi medido através de um aparelho portátil (lacqua pmeter) previamente validado. De modo avaliar a granulometria da partícula da dieta recorreuse ao PSPS. Realizou-se ainda no mesmo momento, a colheita de leite para análise semiquantitativa dos valores de ẞHB através de tiras Ketotest® (Elanco). Os dados da qualidade de leite foram obtidos através do contraste leiteiro realizado nas explorações. Para a análise seleccionaram-se aleatoriamente em média 13 vacas de 14 explorações com 100 a 1000 animais em produção. Em quatro destas explorações tinham sido colocados bolos intraruminais de monensina (Kexxtone®, Elanco) nos animais incluídos no ensaio. No total foram amostrados 185 animais, com 5 a 100 dias em leite. Os animais do estudo estavam a ser alimentados com dieta completa com rácios variados de forragem/concentrado. Em todas as explorações foi medida a temperatura ambiente e das forragens. O pH ruminal médio foi de 6,24, com 28% das explorações a apresentarem animais positivos a ARSA com uma prevalência média de 19%. Encontrou-se uma relação positiva entre a PSPS19 e os valores de pH ruminal (p <0,02). Curiosamente, verificou-se uma tendência positiva entre a quantidade de alimento retido no crivo de granulometria ≥ 1,18 mm e a produção de leite (p = 0,051). Verificouse ainda uma relação negativa entre o pH ruminal e a temperatura ambiente dentro dos pavilhões (p = 0,023) e uma relação positiva entre a prevalência de ARSA e a amplitude de pH ruminal encontrada em cada exploração (p = 0,003). Identificou-se uma relação negativa entre o somatório da quantidade de alimento composto complementar e silagem de milho e os valores médios de pH ruminal. As vacas multíparas apresentaram tendência para teores de gordura no leite mais elevados do que as primíparas (p = 0,05). A prevalência média de vacas com cetose subclínica (CSC) por exploração foi de 51%. Não houve diferença estatisticamente significativa entre a paridade e a probabilidade das vacas apresentarem CSC (p =0,227). Além disso, constatou-se que, quanto maior é a produção de leite, maior é o risco das vacas terem CSC (p <0,01). O uso integrado destas metodologias possibilita uma abordagem mais objectiva no controlo e monitorização da alimentação, do estado hígido e bem-estar da vaca leiteira. Contudo, mais estudos terão de ser realizados para melhor compreensão da relação entre algumas variáveis. |
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