Publicação
Cuidados de Saúde oral prestados a idosos institucionalizados
| Resumo: | Introdução: O envelhecimento da população assume cada vez maior importância em Portugal. Individualmente, o envelhecimento vai ser responsável por alterações fisiológicas e patológicas, tanto sistémicas como orais. Estas alterações acarretam em muitos casos níveis elevados de dependência do idoso, aumentando a necessidade em recorrer a estruturas sociais para garantir o acompanhamento destes idosos, nomeadamente os lares. Os cuidados de saúde oral nestas instituições ficam a cargo dos prestadores de cuidados, dependendo a sua qualidade do nível de conhecimentos dos cuidadores e das políticas de saúde oral implementadas na instituição. Objectivos: Revisão da literatura sobre cuidados de saúde oral prestados, pelos cuidadores, aos idosos institucionalizados e sobre as necessidades especiais desta população. Recolha de dados sobre normas implementadas pelas direcções de lares de idosos e conhecimentos e práticas dos cuidadores para assegurar a manutenção da saúde oral dos idosos. Métodos: Revisão narrativa com pesquisa bibliográfica sobre o tema. Execução e aplicação de dois questionários, um à direcção dos lares e outro aos cuidadores, em 4 lares de idosos na região de Lisboa. Resultados: Apenas um dos lares apresenta normas para os procedimentos de higiene oral dos idosos. A população de cuidadores avaliados (n=38) pertence integralmente ao sexo feminino, cerca de 37% não recebeu formação sobre higiene oral desde que iniciou a actividade com idosos. Aproximadamente 60% dos cuidadores refere práticas de higiene oral cuidadas com os idosos parcialmente dependentes, aumentando esta atenção para os 80% no caso dos funcionalmente dependentes. Conclusão: De uma forma geral, os lares avaliados não apresentam normas para os procedimentos que garantam a manutenção da condição de saúde oral do idoso, os cuidadores têm uma formação pouco específica para o trabalho desempenhado e demonstram conhecimentos insuficientes sobre conceitos de saúde oral. No entanto, referem realizar procedimentos de higiene oral dedicados nos idosos. |
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| Autores principais: | Neves, Bernardo Melo Sousa |
| Assunto: | Saúde oral Teses de mestrado - 2011 |
| Ano: | 2011 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Introdução: O envelhecimento da população assume cada vez maior importância em Portugal. Individualmente, o envelhecimento vai ser responsável por alterações fisiológicas e patológicas, tanto sistémicas como orais. Estas alterações acarretam em muitos casos níveis elevados de dependência do idoso, aumentando a necessidade em recorrer a estruturas sociais para garantir o acompanhamento destes idosos, nomeadamente os lares. Os cuidados de saúde oral nestas instituições ficam a cargo dos prestadores de cuidados, dependendo a sua qualidade do nível de conhecimentos dos cuidadores e das políticas de saúde oral implementadas na instituição. Objectivos: Revisão da literatura sobre cuidados de saúde oral prestados, pelos cuidadores, aos idosos institucionalizados e sobre as necessidades especiais desta população. Recolha de dados sobre normas implementadas pelas direcções de lares de idosos e conhecimentos e práticas dos cuidadores para assegurar a manutenção da saúde oral dos idosos. Métodos: Revisão narrativa com pesquisa bibliográfica sobre o tema. Execução e aplicação de dois questionários, um à direcção dos lares e outro aos cuidadores, em 4 lares de idosos na região de Lisboa. Resultados: Apenas um dos lares apresenta normas para os procedimentos de higiene oral dos idosos. A população de cuidadores avaliados (n=38) pertence integralmente ao sexo feminino, cerca de 37% não recebeu formação sobre higiene oral desde que iniciou a actividade com idosos. Aproximadamente 60% dos cuidadores refere práticas de higiene oral cuidadas com os idosos parcialmente dependentes, aumentando esta atenção para os 80% no caso dos funcionalmente dependentes. Conclusão: De uma forma geral, os lares avaliados não apresentam normas para os procedimentos que garantam a manutenção da condição de saúde oral do idoso, os cuidadores têm uma formação pouco específica para o trabalho desempenhado e demonstram conhecimentos insuficientes sobre conceitos de saúde oral. No entanto, referem realizar procedimentos de higiene oral dedicados nos idosos. |
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