Publicação
Fatores associados a internamento hospitalar prolongado em doentes idosos operados a fratura da extremidade proximal do fémur no Serviço de Ortopedia do CHULN-HSM
| Resumo: | Introdução: A osteoporose é a doença óssea mais comum, associada à idade avançada. A manifestação clínica mais relevante é a fratura de fragilidade. Destas, a fratura da extremidade proximal do fémur assume-se como um problema de saúde pública, necessitando comummente de intervenção cirúrgica e internamento hospitalar. A duração deste internamento tem sido estudada, faltando clarificar os fatores que condicionam o seu prolongamento. Objetivos: Identificar fatores associados a internamento prolongado, caracterizando a população idosa operada a fraturas da extremidade proximal do fémur no HSM-CHULN em 2020. Metodologia: Estudo retrospetivo, transversal e observacional, realizado através da análise dos processos clínicos dos doentes idosos operados a fratura da extremidade proximal do fémur em 2020 no Serviço de Ortopedia do HSM-CHULN. A análise estatística foi executada através do programa SPSS, com valor de erro máximo definido como aceitável de 5% (p-value de 0,05). Resultados: A necessidade de transfusão (p-value de 0,018) e um ASA de IV (p-value de 0,017) foram associados de forma estatisticamente significativa com um internamento prolongado (superior a sete dias). Doentes com doença renal crónica (p-value de 0,07), doença cardíaca (p-value de 0,073) ou síndrome demencial (p-value de 0,125) mostraram maior tendência para um internamento prolongado, ainda que sem significância estatística. As restantes variáveis estudadas não se associaram com um internamento prolongado. Discussão/Conclusão: Doentes com várias comorbilidades, sobretudo ASA IV ou anemia peri-operatória com necessidade transfusional, correlacionaram-se com internamentos prolongados. Ter doença renal crónica, doença cardíaca ou síndrome demencial demonstraram uma tendência para mais dias de internamento. Uma abordagem multidisciplinar que permita o rastreio e a compensação eventual das comorbilidades, em articulação com cirurgia precoce, poderá promover uma alta mais rápida. Espera-se que estas conclusões possam contribuir para gerir melhor o risco do doente, a taxa deocupação das enfermarias e as expectativas do doente e da família relativamente ao internamento. |
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| Autores principais: | Rodrigues, José António Jacinto |
| Assunto: | Osteoporose Fratura de fragilidade Extremidade proximal do fémur Internamento prolongado Ortopedia |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Introdução: A osteoporose é a doença óssea mais comum, associada à idade avançada. A manifestação clínica mais relevante é a fratura de fragilidade. Destas, a fratura da extremidade proximal do fémur assume-se como um problema de saúde pública, necessitando comummente de intervenção cirúrgica e internamento hospitalar. A duração deste internamento tem sido estudada, faltando clarificar os fatores que condicionam o seu prolongamento. Objetivos: Identificar fatores associados a internamento prolongado, caracterizando a população idosa operada a fraturas da extremidade proximal do fémur no HSM-CHULN em 2020. Metodologia: Estudo retrospetivo, transversal e observacional, realizado através da análise dos processos clínicos dos doentes idosos operados a fratura da extremidade proximal do fémur em 2020 no Serviço de Ortopedia do HSM-CHULN. A análise estatística foi executada através do programa SPSS, com valor de erro máximo definido como aceitável de 5% (p-value de 0,05). Resultados: A necessidade de transfusão (p-value de 0,018) e um ASA de IV (p-value de 0,017) foram associados de forma estatisticamente significativa com um internamento prolongado (superior a sete dias). Doentes com doença renal crónica (p-value de 0,07), doença cardíaca (p-value de 0,073) ou síndrome demencial (p-value de 0,125) mostraram maior tendência para um internamento prolongado, ainda que sem significância estatística. As restantes variáveis estudadas não se associaram com um internamento prolongado. Discussão/Conclusão: Doentes com várias comorbilidades, sobretudo ASA IV ou anemia peri-operatória com necessidade transfusional, correlacionaram-se com internamentos prolongados. Ter doença renal crónica, doença cardíaca ou síndrome demencial demonstraram uma tendência para mais dias de internamento. Uma abordagem multidisciplinar que permita o rastreio e a compensação eventual das comorbilidades, em articulação com cirurgia precoce, poderá promover uma alta mais rápida. Espera-se que estas conclusões possam contribuir para gerir melhor o risco do doente, a taxa deocupação das enfermarias e as expectativas do doente e da família relativamente ao internamento. |
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