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Prefácio [Temas Arquivísticos: entre a tradição e a mudança]

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Um convite à viagem, e não poderíamos ter melhor guia com quem adentrar nos Temas Arquivísticos, quando não nos próprios arquivos, por quem sintetiza o conhecimento técnico e teórico, profissional e científico, lembrando que não há conhecimento científico sem síntese, como bem vincara Hegel. Um convite a repensar ideias firmadas, embrulhadas de certezas, que quotidianamente nos oferecem, oralmente e por escrito, chamando-lhes novas verdades, quando são antigas, novos modos de pensar e agir, que já se faziam antes, de máximas universais, quando todo o substrato é contingencial, exigente de um contexto. Certezas, que se vão desconstruindo, que a autora (re)coloca no seu lugar, num vai-e-vem analéptico e proléptico permanente, entre a tradição e mudança, justificando a outra informação do título, tão despretensioso quanto interpelante. Um convite à reflexão do lugar da Arquivística hoje, contrariando as vozes que afirmam que tenha adormecido permanentemente na Modernidade, face à emergência do pensamento pós-moderno, onde a ciência da informação radica a sua identidade, sem que a pós-modernidade seja, também ela, parte da seiva que corre nas veias dos autores dos estudos arquivísticos, que, por consequência, escorre para as suas páginas. Um convite, ainda, a repensar a valorização dos estudos arquivísticos na atualidade, relegados, em muitos "fora", à sua tecnicidade, considerados despidos de qualquer roupagem teórica, como se os arquivos não constituíssem, per se, um campo de estudo científico. Um campo sobre o qual se constrói conhecimento continuamente, refletido por cientistas e comunidades de prática, que, como tal, acompanha a própria evolução da ciência e o devir social.
Autores principais:Silva, Carlos Guardado da, 1971-
Assunto:Arquivística Ciência da Informação
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Um convite à viagem, e não poderíamos ter melhor guia com quem adentrar nos Temas Arquivísticos, quando não nos próprios arquivos, por quem sintetiza o conhecimento técnico e teórico, profissional e científico, lembrando que não há conhecimento científico sem síntese, como bem vincara Hegel. Um convite a repensar ideias firmadas, embrulhadas de certezas, que quotidianamente nos oferecem, oralmente e por escrito, chamando-lhes novas verdades, quando são antigas, novos modos de pensar e agir, que já se faziam antes, de máximas universais, quando todo o substrato é contingencial, exigente de um contexto. Certezas, que se vão desconstruindo, que a autora (re)coloca no seu lugar, num vai-e-vem analéptico e proléptico permanente, entre a tradição e mudança, justificando a outra informação do título, tão despretensioso quanto interpelante. Um convite à reflexão do lugar da Arquivística hoje, contrariando as vozes que afirmam que tenha adormecido permanentemente na Modernidade, face à emergência do pensamento pós-moderno, onde a ciência da informação radica a sua identidade, sem que a pós-modernidade seja, também ela, parte da seiva que corre nas veias dos autores dos estudos arquivísticos, que, por consequência, escorre para as suas páginas. Um convite, ainda, a repensar a valorização dos estudos arquivísticos na atualidade, relegados, em muitos "fora", à sua tecnicidade, considerados despidos de qualquer roupagem teórica, como se os arquivos não constituíssem, per se, um campo de estudo científico. Um campo sobre o qual se constrói conhecimento continuamente, refletido por cientistas e comunidades de prática, que, como tal, acompanha a própria evolução da ciência e o devir social.