Publicação
O papel da proteína amilóide A sérica como fator de prognóstico na gengivoestomatite crónica no gato
| Resumo: | A proteína amiloide A sérica (SAA) é uma proteína de fase aguda que se encontra elevada em gatos com inúmeras doenças sistémicas. O objetivo deste trabalho foi testar a hipótese da existência de um estado inflamatório sistémico crónico associado à Gengivoestomatite Crónica Felina (GECF), bem como o interesse da SAA como biomarcador na monitorização da resposta terapêutica em casos de GECF após extrações dentárias. Foi selecionada uma amostra de 20 gatos: 10 gatos com GECF (grupo de casos) e 10 gatos emparelhados para doença dentária (grupo controlo), ambos sem co-morbilidades diagnosticadas. Os níveis de SAA foram determinados nos dois grupos e comparados. No grupo de casos, o doseamento de SAA foi também analisado em dois momentos pós cirúrgicos (dia 30 e dia 60). Realizou-se o doseamento da SAA através de um kit SAA-8 de ensaio de imunoabsorção enzimática (ELISA). Todos os gatos do grupo casos apresentavam lesões de bucoestomatite e estomatite caudal, alterações histológicas de inflamação crónica e resultados positivos na análise ao calicivirus felino. Foram observadas concentrações significativamente superiores de SAA nos animais com GECF (3,9885+/-1,377 μg/ml) relativamente aos gatos controlo (0,1146+/-0,193 μg/ml) (p<0,0001), revelando a existência de um estado inflamatório sistémico subjacente à GECF. No entanto, apenas em 3 dos 10 casos se verificou uma diminuição nestes valores após as exodontias. Não foram encontradas correlações entre a gravidade das lesões e dos sinais clínicos e a concentração de SAA. Este estudo revela que a concentração de SAA permanece elevada na GECF independentemente das exodontias. A SAA mostrou ter um eventual papel como indicador de mau prognóstico em animais com GECF. |
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| Autores principais: | Ramalho, Patrícia da Câmara |
| Assunto: | Gengivoestomatite crónica felina proteína amiloide A sérica gato extrações dentárias calicivirus felino biomarcador feline chronic gingivostomatitis serum amyloid A cat surgical teeth extractions feline calicivirus biomarker |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A proteína amiloide A sérica (SAA) é uma proteína de fase aguda que se encontra elevada em gatos com inúmeras doenças sistémicas. O objetivo deste trabalho foi testar a hipótese da existência de um estado inflamatório sistémico crónico associado à Gengivoestomatite Crónica Felina (GECF), bem como o interesse da SAA como biomarcador na monitorização da resposta terapêutica em casos de GECF após extrações dentárias. Foi selecionada uma amostra de 20 gatos: 10 gatos com GECF (grupo de casos) e 10 gatos emparelhados para doença dentária (grupo controlo), ambos sem co-morbilidades diagnosticadas. Os níveis de SAA foram determinados nos dois grupos e comparados. No grupo de casos, o doseamento de SAA foi também analisado em dois momentos pós cirúrgicos (dia 30 e dia 60). Realizou-se o doseamento da SAA através de um kit SAA-8 de ensaio de imunoabsorção enzimática (ELISA). Todos os gatos do grupo casos apresentavam lesões de bucoestomatite e estomatite caudal, alterações histológicas de inflamação crónica e resultados positivos na análise ao calicivirus felino. Foram observadas concentrações significativamente superiores de SAA nos animais com GECF (3,9885+/-1,377 μg/ml) relativamente aos gatos controlo (0,1146+/-0,193 μg/ml) (p<0,0001), revelando a existência de um estado inflamatório sistémico subjacente à GECF. No entanto, apenas em 3 dos 10 casos se verificou uma diminuição nestes valores após as exodontias. Não foram encontradas correlações entre a gravidade das lesões e dos sinais clínicos e a concentração de SAA. Este estudo revela que a concentração de SAA permanece elevada na GECF independentemente das exodontias. A SAA mostrou ter um eventual papel como indicador de mau prognóstico em animais com GECF. |
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