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Identidade e o ensino artístico : autorrepresentação em projeto transdisciplinar

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O presente relatório, criado no âmbito do Mestrado em Ensino das Artes Visuais, resulta da análise do projeto que se desenvolveu durante um ano letivo que culminou nas Experiências Concetuais – Ilustração. Este projeto foi posto em prática com a turma 11ºJ da Escola Secundária Maria Amália Vaz de Carvalho, Lisboa, na disciplina de Desenho A. O tema central deste projeto é a identidade. Podemos afirmar que o tema teve bastante pertinência e que se adequa devido à facha etária em questão. O intuito deste tema foi o de ajudar os alunos a criar bases para si mesmos, para aprenderem a aprender, a compreender através da arte e do desenho, aprenderem a ver, aprender a fazer através da criação artística, aprender a ser, desenvolvendo capacidades pessoais e entenderem mais sobre si mesmos, e aprenderem a viver em conjunto de forma a criarem laços de empatia entre si. O projeto teve vários estádios e, gradualmente, pretendeu-se que os alunos dissecassem sobre a vida de formas distintas, bem como a utilização intencional e consciente dos elementos estruturais de diversas linguagens visuais. Através deste processo, desejou-se que, assim, compreendessem de igual modo o carácter comunicacional, reflexivo, emancipador e autorreferencial que o processo criativo pode oferecer. Como meio de contágio fora utilizada a cultura visual e, essencialmente, o diálogo permanente que guiava, aconselhava e discutia a pertinência das temáticas exploradas. Como tal, a sequência de exercícios de caráter exploratório, permitiu a indagação dos alunos sobre si mesmos, sobre os outros e sobre o espaço em que vivem, tanto quanto a aquisição de conhecimentos e conceitos estéticos, artísticos, culturais, visuais e plásticos em diversas áreas, além do desenho, como foi o caso da filosofia. Seguindo as bases Transdisciplinares, que objetivam um sujeito holístico que deseja ir mais além e entender a realidade de novas maneiras, mais complexas e, como tal, sem restrições a um único nível de realidade. Estas, aliadas à Pedagogia do Projeto, na qual os alunos são guiados a envolverem-se numa experiência educativa que pretende que estes se transformem em agentes sociais ativos e culturais, acreditamos ter contribuído, assim, para o desenvolvimento da criatividade, do imaginário, da expressão, da comunicação, da cooperação, do compromisso emocional, do conhecimento complexo, da reflexão, da flexibilidade, da sensibilidade, da identidade e de valores e atitudes empáticas.
Autores principais:Diniz, Francisco, 1990-
Assunto:Ensino artístico Transdisciplinaridade Identidade Sociedade Relatórios da prática de ensino supervisionada - 2016
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O presente relatório, criado no âmbito do Mestrado em Ensino das Artes Visuais, resulta da análise do projeto que se desenvolveu durante um ano letivo que culminou nas Experiências Concetuais – Ilustração. Este projeto foi posto em prática com a turma 11ºJ da Escola Secundária Maria Amália Vaz de Carvalho, Lisboa, na disciplina de Desenho A. O tema central deste projeto é a identidade. Podemos afirmar que o tema teve bastante pertinência e que se adequa devido à facha etária em questão. O intuito deste tema foi o de ajudar os alunos a criar bases para si mesmos, para aprenderem a aprender, a compreender através da arte e do desenho, aprenderem a ver, aprender a fazer através da criação artística, aprender a ser, desenvolvendo capacidades pessoais e entenderem mais sobre si mesmos, e aprenderem a viver em conjunto de forma a criarem laços de empatia entre si. O projeto teve vários estádios e, gradualmente, pretendeu-se que os alunos dissecassem sobre a vida de formas distintas, bem como a utilização intencional e consciente dos elementos estruturais de diversas linguagens visuais. Através deste processo, desejou-se que, assim, compreendessem de igual modo o carácter comunicacional, reflexivo, emancipador e autorreferencial que o processo criativo pode oferecer. Como meio de contágio fora utilizada a cultura visual e, essencialmente, o diálogo permanente que guiava, aconselhava e discutia a pertinência das temáticas exploradas. Como tal, a sequência de exercícios de caráter exploratório, permitiu a indagação dos alunos sobre si mesmos, sobre os outros e sobre o espaço em que vivem, tanto quanto a aquisição de conhecimentos e conceitos estéticos, artísticos, culturais, visuais e plásticos em diversas áreas, além do desenho, como foi o caso da filosofia. Seguindo as bases Transdisciplinares, que objetivam um sujeito holístico que deseja ir mais além e entender a realidade de novas maneiras, mais complexas e, como tal, sem restrições a um único nível de realidade. Estas, aliadas à Pedagogia do Projeto, na qual os alunos são guiados a envolverem-se numa experiência educativa que pretende que estes se transformem em agentes sociais ativos e culturais, acreditamos ter contribuído, assim, para o desenvolvimento da criatividade, do imaginário, da expressão, da comunicação, da cooperação, do compromisso emocional, do conhecimento complexo, da reflexão, da flexibilidade, da sensibilidade, da identidade e de valores e atitudes empáticas.