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Medicação potencialmente inapropriada nos últimos 12 meses de vida : o caso dos idosos acompanhados em cuidados paliativos domiciliários

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução A medicação potencialmente inapropriada (MPI) é cada vez mais alvo de estudo e atenção, pelas consequências negativas que pode ter no doente. Nos cuidados paliativos, um dos objetivos primordiais é melhorar a qualidade de vida dos doentes, pelo que a deteção e redução de medicação – que não vá de encontro a este objetivo – torna-se matéria de grande pertinência. Objetivo Determinar a prevalência da MPI e das interações medicamentosas em idosos nos cuidados paliativos. Material e Métodos Estudo quantitativo, descritivo, retrospetivo e observacional. Identificação da MPI, usando os critérios STOPPfrail, no último ano de vida dos idosos com ≥ 65 anos acompanhados pelas equipas comunitárias de suporte em cuidados paliativos nos Açores, e que faleceram entre janeiro de 2016 e dezembro 2018. Resultados Dos 205 doentes, 137 foram incluídos, sendo 72 homens (52.55%), com uma mediana de 78 anos (amplitude interquartil 73-84). A prevalência de MPI foi de 90.51% (n=124), sendo frequente a prescrição de medicação sem evidência clínica clara (51.09%, n=70) e de inibidores da bomba de protões (45.98%, n=63). Foram contabilizadas 1107 interações medicamentosas em 120 doentes (87.59%), sendo que a MPI esteve envolvida nas interações de 98 doentes (71.53%) e em 473 das interações medicamentosas clinicamente significativas (46.78%). Conclusão Em cuidados paliativos, a prevalência de MPI em idosos é elevada. O uso dos critérios STOPPfrail pode ajudar a identificar a MPI e, posteriormente, a delinear um plano para a sua redução, de preferência num contexto de trabalho interdisciplinar.
Autores principais:Areias, Marlene das Laranjeiras
Assunto:Efeitos colaterais e reações adversas relacionados com medicamentos Hospitalização Idosos Lista de medicamentos potencialmente inapropriados Polifarmácia Teses de mestrado - 2020
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Introdução A medicação potencialmente inapropriada (MPI) é cada vez mais alvo de estudo e atenção, pelas consequências negativas que pode ter no doente. Nos cuidados paliativos, um dos objetivos primordiais é melhorar a qualidade de vida dos doentes, pelo que a deteção e redução de medicação – que não vá de encontro a este objetivo – torna-se matéria de grande pertinência. Objetivo Determinar a prevalência da MPI e das interações medicamentosas em idosos nos cuidados paliativos. Material e Métodos Estudo quantitativo, descritivo, retrospetivo e observacional. Identificação da MPI, usando os critérios STOPPfrail, no último ano de vida dos idosos com ≥ 65 anos acompanhados pelas equipas comunitárias de suporte em cuidados paliativos nos Açores, e que faleceram entre janeiro de 2016 e dezembro 2018. Resultados Dos 205 doentes, 137 foram incluídos, sendo 72 homens (52.55%), com uma mediana de 78 anos (amplitude interquartil 73-84). A prevalência de MPI foi de 90.51% (n=124), sendo frequente a prescrição de medicação sem evidência clínica clara (51.09%, n=70) e de inibidores da bomba de protões (45.98%, n=63). Foram contabilizadas 1107 interações medicamentosas em 120 doentes (87.59%), sendo que a MPI esteve envolvida nas interações de 98 doentes (71.53%) e em 473 das interações medicamentosas clinicamente significativas (46.78%). Conclusão Em cuidados paliativos, a prevalência de MPI em idosos é elevada. O uso dos critérios STOPPfrail pode ajudar a identificar a MPI e, posteriormente, a delinear um plano para a sua redução, de preferência num contexto de trabalho interdisciplinar.