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Imunoterapia oncológica: avanços terapêuticos, riscos e benefícios

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Resumo:O estudo dos mecanismos de imunologia tumoral tem proporcionado o conhecimento de processos chave nos quais se pode atuar para desencadear respostas imunes dirigidas, ou reverter situações de tolerância que atenuam a ação do sistema imunitário contra diversos tumores. Nos últimos anos, o interesse pela imunoterapia tem ganho peso com os recentes sucessos associados aos anticorpos monoclonais e estratégias de vacinação promissoras. Neste trabalho é feita uma revisão da literatura focada nos mecanismos de imunologia tumoral e nas estratégias de imunoterapia utilizadas para o tratamento de doenças oncológicas. Atualmente, a imunoterapia já provou acrescentar benefício, principalmente nas situações para as quais a cura é improvável com as outras opções terapêuticas disponíveis. O impacto atual desta abordagem na prática clínica a nível europeu e internacional, é também analisado neste trabalho, através das guidelines que integram estratégias de imunoterapia, estabelecidas pelas principais entidades orientadoras para a prática oncológica: ESMO, NCCN e ASCO. Por ser um tema muito vasto, restringimos esta análise ao cancro da mama, que representa a primeira causa de morte por cancro em mulheres no nosso país e a segunda a nível mundial. No desenvolvimento de novas estratégias de imunoterapia, têm sido descritas dificuldades metodológicas na avaliação dos seus efeitos e dos outcomes dos doentes submetidos a estas. Por vezes, os critérios usados na avaliação dos tratamentos convencionais não traduzem o benefício da imunoterapia, sendo este, muitas vezes subestimado. Deste modo, desenvolvemos um trabalho de campo com recolha de dados analíticos de marcadores tumorais correntemente usados para avaliação de doentes com cancro da mama, o CEA e o CA 15.3. Determinámos parâmetros de especificidade, sensibilidade e valores preditivos e avaliámos em que medida estes se relacionam com a evolução da doença após cirurgia e regimes terapêuticos com trastuzumab. A sensibilidade e especificidade para estes biomarcadores apresentam valores baixos, pelo que o seu uso não permite o diagnóstico da doença. No entanto, estes mostraram correlação com a evolução da doença; após cirurgia verifica-se uma diminuição drástica nos valores séricos destes marcadores em todas as doentes e após instituição de terapêutica com trastuzumab, na maioria das doentes, mas não em todas. O CA 15.3 para além de mostrar superioridade relativamente a CEA nos parâmetros: sensibilidade, especificidade e valores preditivos, também, parece refletir melhor a evolução da doença.
Autores principais:Santos, Sara Manuela Barreiros dos
Assunto:Imunoterapia Oncologia Imunologia tumoral Cancro da mama Trastuzumab CEA CA15.3 Teses de mestrado - 2013
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O estudo dos mecanismos de imunologia tumoral tem proporcionado o conhecimento de processos chave nos quais se pode atuar para desencadear respostas imunes dirigidas, ou reverter situações de tolerância que atenuam a ação do sistema imunitário contra diversos tumores. Nos últimos anos, o interesse pela imunoterapia tem ganho peso com os recentes sucessos associados aos anticorpos monoclonais e estratégias de vacinação promissoras. Neste trabalho é feita uma revisão da literatura focada nos mecanismos de imunologia tumoral e nas estratégias de imunoterapia utilizadas para o tratamento de doenças oncológicas. Atualmente, a imunoterapia já provou acrescentar benefício, principalmente nas situações para as quais a cura é improvável com as outras opções terapêuticas disponíveis. O impacto atual desta abordagem na prática clínica a nível europeu e internacional, é também analisado neste trabalho, através das guidelines que integram estratégias de imunoterapia, estabelecidas pelas principais entidades orientadoras para a prática oncológica: ESMO, NCCN e ASCO. Por ser um tema muito vasto, restringimos esta análise ao cancro da mama, que representa a primeira causa de morte por cancro em mulheres no nosso país e a segunda a nível mundial. No desenvolvimento de novas estratégias de imunoterapia, têm sido descritas dificuldades metodológicas na avaliação dos seus efeitos e dos outcomes dos doentes submetidos a estas. Por vezes, os critérios usados na avaliação dos tratamentos convencionais não traduzem o benefício da imunoterapia, sendo este, muitas vezes subestimado. Deste modo, desenvolvemos um trabalho de campo com recolha de dados analíticos de marcadores tumorais correntemente usados para avaliação de doentes com cancro da mama, o CEA e o CA 15.3. Determinámos parâmetros de especificidade, sensibilidade e valores preditivos e avaliámos em que medida estes se relacionam com a evolução da doença após cirurgia e regimes terapêuticos com trastuzumab. A sensibilidade e especificidade para estes biomarcadores apresentam valores baixos, pelo que o seu uso não permite o diagnóstico da doença. No entanto, estes mostraram correlação com a evolução da doença; após cirurgia verifica-se uma diminuição drástica nos valores séricos destes marcadores em todas as doentes e após instituição de terapêutica com trastuzumab, na maioria das doentes, mas não em todas. O CA 15.3 para além de mostrar superioridade relativamente a CEA nos parâmetros: sensibilidade, especificidade e valores preditivos, também, parece refletir melhor a evolução da doença.