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Estudo retrospetivo de 10 anos de casos de hemoabdómen devido a rotura de massa esplénica

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O hemoabdómen em canídeos é um achado frequente em consulta de urgência, sobretudo associado à presença de lesões esplénicas roturadas que, na larga maioria dos casos, mais tarde se diagnostica, histopatologicamente, como hemangiossarcoma (HSA). Devido ao mau prognóstico desta neoplasia, assim como ao elevado custo financeiro necessário para seu o tratamento e diagnóstico, muitos tutores acabam por optar pela eutanásia pré-cirúrgica. O objetivo deste estudo foi o de identificar quais as lesões do baço responsáveis por quadros de hemoabdómen agudo, as suas prevalências e, se com base nas análises clínicas e exames complementares realizados na altura da admissão do animal, seria possível prever um diagnóstico de HSA. Para este propósito recorreu-se à análise retrospetiva dos registos clínicos informatizados de 56 cães (N=56) que foram apresentados à consulta com hemoabdómen e presença de lesões esplénicas, em dois centros hospitalares de referência na região metropolitana de Lisboa. Outros critérios de inclusão incluíram a realização de exames complementares de diagnóstico e análise histopatológica da lesão esplénica. A prevalência de HSA foi de 69,6%, com uma maior incidência em cães grandes (>27,8kg) e de raças Labrador Retriever e Pastor Alemão, embora não tenha sido observada, estatisticamente, uma associação entre o peso corporal e esta doença maligna (p=0,596). Pelos resultados obtidos, não foi possível prever o diagnóstico de HSA a partir de valores laboratoriais de hematócrito (HT) (p=0,115), plaquetas (p=0,553) e leucócitos (p=0,431). No entanto, a presença de múltiplas massas à ecografia encontrava-se significativamente associada a um diagnóstico de HSA (p=0,023). Neste estudo, o HeLP score, mostrou ter um baixo valor preditivo negativo (AUC = 0,604; p=0,372), impossibilitando-o de antecipar doença benigna quando o score foi de baixo risco
Autores principais:Ventosa, Inês Alexandra Martins
Assunto:Hemoabdómen Hemangiossarcoma Doença esplénica Rotura Hemoabdomen Hemangiossarcoma Splenic disease Rupture
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O hemoabdómen em canídeos é um achado frequente em consulta de urgência, sobretudo associado à presença de lesões esplénicas roturadas que, na larga maioria dos casos, mais tarde se diagnostica, histopatologicamente, como hemangiossarcoma (HSA). Devido ao mau prognóstico desta neoplasia, assim como ao elevado custo financeiro necessário para seu o tratamento e diagnóstico, muitos tutores acabam por optar pela eutanásia pré-cirúrgica. O objetivo deste estudo foi o de identificar quais as lesões do baço responsáveis por quadros de hemoabdómen agudo, as suas prevalências e, se com base nas análises clínicas e exames complementares realizados na altura da admissão do animal, seria possível prever um diagnóstico de HSA. Para este propósito recorreu-se à análise retrospetiva dos registos clínicos informatizados de 56 cães (N=56) que foram apresentados à consulta com hemoabdómen e presença de lesões esplénicas, em dois centros hospitalares de referência na região metropolitana de Lisboa. Outros critérios de inclusão incluíram a realização de exames complementares de diagnóstico e análise histopatológica da lesão esplénica. A prevalência de HSA foi de 69,6%, com uma maior incidência em cães grandes (>27,8kg) e de raças Labrador Retriever e Pastor Alemão, embora não tenha sido observada, estatisticamente, uma associação entre o peso corporal e esta doença maligna (p=0,596). Pelos resultados obtidos, não foi possível prever o diagnóstico de HSA a partir de valores laboratoriais de hematócrito (HT) (p=0,115), plaquetas (p=0,553) e leucócitos (p=0,431). No entanto, a presença de múltiplas massas à ecografia encontrava-se significativamente associada a um diagnóstico de HSA (p=0,023). Neste estudo, o HeLP score, mostrou ter um baixo valor preditivo negativo (AUC = 0,604; p=0,372), impossibilitando-o de antecipar doença benigna quando o score foi de baixo risco