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Ocular and systemic risk markers for development of macular edema and proliferative retinopathy in Type 2 Diabetes : a five-year longitudinal study

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Resumo:Objetivo: Comparar o valor preditivo relativo de marcadores de risco sistémicos e oculares no desenvolvimento de edema macular diabético (EMD), considerando o edema macular clinicamente significativo (EMCS) e o edema com envolvimento do centro da mácula (EECM), e da retinopatia diabética proliferativa (RDP) em pessoas com diabetes mellitus tipo 2 (DM2). Plano da investigação e métodos: Pacientes com DM2 e retinopatia diabética não proliferativa ligeira foram seguidos prospectivamente durante um período de 5 anos. Realizaram-se exames à data de início, 6 meses após primeira visita e anualmente (melhor acuidade visual corrigida, fotografia do fundo ocular a cores e tomografia de coerência ótica). Progressão foi definida pelo desenvolvimento de um dos subtipos de EMD (EMCS e EECM) ou RDP. Avaliaram-se marcadores de risco sistémicos e oculares. Resultados: Dos 212 olhos/doentes com DM2 incluídos no estudo, 172 foram seguidas por um período de 5 anos ou até ao desenvolvimento de uma das complicações - 27 desenvolveram EMD ou RDP. Relativamente ao EMCS e à RDP, um valor mais alto de HbA1c foi o fator de risco sistémico mais importante. A análise multivariada incluindo os marcadores de risco oculares e a HbA1c revelou que o Turnover de microaneurismas (TAM) (HR:1,03; p<0.018) e a espessura central da retina (ECR) (HR:1,08; p<0,003) estavam associados a um aumento significativo da probabilidade do desenvolvimento de EMCS e/ou RDP, sendo que a ECR foi o único marcador de risco para EECM (HR:1,17; p<0,001). Conclusões: Neste estudo longitudinal de 5 anos de olhos com retinopatia ligeira em pessoas com DM2, o risco de desenvolver complicações visuais associou-se a marcadores de risco oculares, tais como TAM e ECR, enquanto a HbA1c foi o marcador sistémico identificado mais relevante.
Autores principais:Martinho, António Henrique Cunha Vaz
Assunto:Diabetes tipo 2 Retinopatia diabética Edema macular Retinopatia proliferativa Biomarcadores oculares Oftalmologia
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:inglês
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Objetivo: Comparar o valor preditivo relativo de marcadores de risco sistémicos e oculares no desenvolvimento de edema macular diabético (EMD), considerando o edema macular clinicamente significativo (EMCS) e o edema com envolvimento do centro da mácula (EECM), e da retinopatia diabética proliferativa (RDP) em pessoas com diabetes mellitus tipo 2 (DM2). Plano da investigação e métodos: Pacientes com DM2 e retinopatia diabética não proliferativa ligeira foram seguidos prospectivamente durante um período de 5 anos. Realizaram-se exames à data de início, 6 meses após primeira visita e anualmente (melhor acuidade visual corrigida, fotografia do fundo ocular a cores e tomografia de coerência ótica). Progressão foi definida pelo desenvolvimento de um dos subtipos de EMD (EMCS e EECM) ou RDP. Avaliaram-se marcadores de risco sistémicos e oculares. Resultados: Dos 212 olhos/doentes com DM2 incluídos no estudo, 172 foram seguidas por um período de 5 anos ou até ao desenvolvimento de uma das complicações - 27 desenvolveram EMD ou RDP. Relativamente ao EMCS e à RDP, um valor mais alto de HbA1c foi o fator de risco sistémico mais importante. A análise multivariada incluindo os marcadores de risco oculares e a HbA1c revelou que o Turnover de microaneurismas (TAM) (HR:1,03; p<0.018) e a espessura central da retina (ECR) (HR:1,08; p<0,003) estavam associados a um aumento significativo da probabilidade do desenvolvimento de EMCS e/ou RDP, sendo que a ECR foi o único marcador de risco para EECM (HR:1,17; p<0,001). Conclusões: Neste estudo longitudinal de 5 anos de olhos com retinopatia ligeira em pessoas com DM2, o risco de desenvolver complicações visuais associou-se a marcadores de risco oculares, tais como TAM e ECR, enquanto a HbA1c foi o marcador sistémico identificado mais relevante.