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Afirmação europeia de uma monarquia transatlântica: estratégias político-diplomáticas nos casamentos dos filhos de D. João VI

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A partida de D. João VI, na altura ainda regente, para o Brasil, associou ao futuro mo-narca, e de um modo geral a toda a Corte portuguesa, uma ideia de opção por uma solu-ção estratégica virada para a América do Sul e afastamento em relação à Europa. O presente trabalho procura perceber qual foi o posicionamento da Monarquia e de D. João VI, primeiro como regente e depois como rei, perante as restantes potências euro-peias, procurando demonstrar que os casamentos dos seus filhos foram utilizados como instrumento de estratégia política e diplomática para a manutenção da sua independen-cia e consideração no grupo dos grandes países europeus. As ligações a Espanha, à Rússia, à Porta Otomana, à Áustria serão analisadas na perspe-tiva de afirmação como potência europeia deste monarca nos trópicos. Mais do que estudar somente os resultados da política matrimonial, bem como os seus efeitos a nível internacional, procurámos estudar todos os elementos que pudessem inte-ressar à abordagem desta questão político-diplomática, nomeadamente os casamentos efetuados e não efetuados, os respetivos contextos, as negociações e os negociadores, os Tratados matrimoniais e os eventuais acordos consigo relacionados, os cerimoniais e práticas protocolares, os presentes diplomáticos, sempre sem esquecer a problemática principal que serviu de orientação à sua análise: a eventual afirmação europeia da mo-narquia transatlântica. Sendo os casamentos um assunto de política externa, analisamos, igualmente, a impor-tância dos embaixadores em todo o processo negocial.
Autores principais:Luís, Nuno Miguel Castro
Assunto:João VI, Rei de Portugal, 1767-1826 Casamentos reais e nobres - Europa - séc.18-19 Portugal - Relações externas - séc.18-19 Portugal - História - séc.18-19 Teses de mestrado - 2016
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A partida de D. João VI, na altura ainda regente, para o Brasil, associou ao futuro mo-narca, e de um modo geral a toda a Corte portuguesa, uma ideia de opção por uma solu-ção estratégica virada para a América do Sul e afastamento em relação à Europa. O presente trabalho procura perceber qual foi o posicionamento da Monarquia e de D. João VI, primeiro como regente e depois como rei, perante as restantes potências euro-peias, procurando demonstrar que os casamentos dos seus filhos foram utilizados como instrumento de estratégia política e diplomática para a manutenção da sua independen-cia e consideração no grupo dos grandes países europeus. As ligações a Espanha, à Rússia, à Porta Otomana, à Áustria serão analisadas na perspe-tiva de afirmação como potência europeia deste monarca nos trópicos. Mais do que estudar somente os resultados da política matrimonial, bem como os seus efeitos a nível internacional, procurámos estudar todos os elementos que pudessem inte-ressar à abordagem desta questão político-diplomática, nomeadamente os casamentos efetuados e não efetuados, os respetivos contextos, as negociações e os negociadores, os Tratados matrimoniais e os eventuais acordos consigo relacionados, os cerimoniais e práticas protocolares, os presentes diplomáticos, sempre sem esquecer a problemática principal que serviu de orientação à sua análise: a eventual afirmação europeia da mo-narquia transatlântica. Sendo os casamentos um assunto de política externa, analisamos, igualmente, a impor-tância dos embaixadores em todo o processo negocial.