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Hipertensão Primária: Abordagem Terapêutica

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Detalhes bibliográficos
Resumo:As doenças cardiovasculares, das quais faz parte a hipertensão arterial, são uma das principais causas de morte em Portugal e em todo o mundo. Esta é diagnosticada quando a pressão arterial sistólica é igual ou superior a 140 mmHg e/ou quando a pressão arterial diastólica é igual ou superior a 90 mmHg. Existem três critérios possíveis para a sua classificação, que incluem o etiológico, o fisiológico e o de gravidade. Quanto à abordagem terapêutica, esta pode ser feita utilizando duas estratégias diferentes, que se complementam. São elas a terapêutica não farmacológica, que engloba as alterações ao nível da alimentação, a prática regular de atividade física e a cessação dos hábitos tabágicos, e ainda farmacológica, ambas com o objetivo de reduzir os valores da pressão arterial e mantê-los estabilizados. Existem várias classes de fármacos que podem ser utilizados, dos quais se destacam os inibidores da enzima conversora da angiotensina, os antagonistas dos recetores da aldosterona, os diuréticos, os bloqueadores dos canais de cálcio e os bloqueadores β-adrenérgicos. De forma a selecionar a terapêutica adequada a instituir a cada doente é importante ter em atenção todo o seu historial clínico, bem como os fatores de risco associados. Assim, é importante seguir a orientação oferecida pelas guidelines elaboradas pela Direção Geral de Saúde, de forma a seguir todas as etapas do tratamento, com o objetivo de concluir qual é a terapia mais favorável, de modo a que seja possível atingir os valores de pressão arterial desejados. Elas englobam as várias etapas do processo de decisão, desde a prevenção, passando pela deteção e avaliação, até chegar ao tratamento. O farmacêutico é, na maior parte das vezes, a primeira pessoa a detetar eventuais alterações durante o rastreio da pressão arterial do paciente, tendo um papel fundamental em direcioná-lo para uma consulta médica quando necessário, assim como esclarecer as suas dúvidas iniciais que possam surgir. Possui também um papel fulcral no incentivo do paciente à adesão da terapêutica e na mudança para hábitos de vida mais saudáveis.
Autores principais:Dionísio, Sara Filipa Virtudes Morgado
Assunto:Hipertensão arterial primária Pressão arterial Fármaco anti-hipertensor Guidelines Terapêutica combinada Mestrado Integrado - 2019
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:As doenças cardiovasculares, das quais faz parte a hipertensão arterial, são uma das principais causas de morte em Portugal e em todo o mundo. Esta é diagnosticada quando a pressão arterial sistólica é igual ou superior a 140 mmHg e/ou quando a pressão arterial diastólica é igual ou superior a 90 mmHg. Existem três critérios possíveis para a sua classificação, que incluem o etiológico, o fisiológico e o de gravidade. Quanto à abordagem terapêutica, esta pode ser feita utilizando duas estratégias diferentes, que se complementam. São elas a terapêutica não farmacológica, que engloba as alterações ao nível da alimentação, a prática regular de atividade física e a cessação dos hábitos tabágicos, e ainda farmacológica, ambas com o objetivo de reduzir os valores da pressão arterial e mantê-los estabilizados. Existem várias classes de fármacos que podem ser utilizados, dos quais se destacam os inibidores da enzima conversora da angiotensina, os antagonistas dos recetores da aldosterona, os diuréticos, os bloqueadores dos canais de cálcio e os bloqueadores β-adrenérgicos. De forma a selecionar a terapêutica adequada a instituir a cada doente é importante ter em atenção todo o seu historial clínico, bem como os fatores de risco associados. Assim, é importante seguir a orientação oferecida pelas guidelines elaboradas pela Direção Geral de Saúde, de forma a seguir todas as etapas do tratamento, com o objetivo de concluir qual é a terapia mais favorável, de modo a que seja possível atingir os valores de pressão arterial desejados. Elas englobam as várias etapas do processo de decisão, desde a prevenção, passando pela deteção e avaliação, até chegar ao tratamento. O farmacêutico é, na maior parte das vezes, a primeira pessoa a detetar eventuais alterações durante o rastreio da pressão arterial do paciente, tendo um papel fundamental em direcioná-lo para uma consulta médica quando necessário, assim como esclarecer as suas dúvidas iniciais que possam surgir. Possui também um papel fulcral no incentivo do paciente à adesão da terapêutica e na mudança para hábitos de vida mais saudáveis.