Publicação
Os nomes do género: percursos de construção identitária de pessoas transgénero
| Resumo: | Nos últimos anos a preocupação com a diversidade de género alimentada pela expansão rápida dos estudos transgénero tem sido marcante. Ao invés de uma ordem de género onde apenas homens e mulheres existem por determinação biológica de nascimento, a dissociação entre corpo sexuado e identidade de género abriu múltiplas possibilidades de construção do género. As narrativas de sujeitos agenciais, ainda que socialmente coagidos por normas binaristas, tornaram-se fundamentais para ampliar a própria noção de género como pertencendo ao domínio da subjetividade individual e passível de tantos nomes quanto as experiências intransmissíveis das pessoas o permitem. Alinhando com os esforços de articular agência e normas sociais, analisamos as práticas discursivas de nomeação do género de pessoas transgénero e não-binárias em Portugal. Concluímos que ao invés de linhas divisórias entre o “modelo de transição” e o “modelo além do binário”, que oporiam a figura do transsexual em percurso migratório à vontade de transcender qualquer norma binária de género, as semânticas da identidade construídas ao longo do tempo tendem a ser híbridas. Demonstra-se assim que, ao longo da jornada, as gramáticas identitárias estão longe de pertencer ao léxico de um único regime discursivo. |
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| Autores principais: | Aboim, Sofia |
| Outros Autores: | Fonseca, António; Godinho, Filipa |
| Assunto: | Semânticas identitárias regimes discursivos transgénero diversidade de género percursos de nomeação |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | capítulo de livro |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Nos últimos anos a preocupação com a diversidade de género alimentada pela expansão rápida dos estudos transgénero tem sido marcante. Ao invés de uma ordem de género onde apenas homens e mulheres existem por determinação biológica de nascimento, a dissociação entre corpo sexuado e identidade de género abriu múltiplas possibilidades de construção do género. As narrativas de sujeitos agenciais, ainda que socialmente coagidos por normas binaristas, tornaram-se fundamentais para ampliar a própria noção de género como pertencendo ao domínio da subjetividade individual e passível de tantos nomes quanto as experiências intransmissíveis das pessoas o permitem. Alinhando com os esforços de articular agência e normas sociais, analisamos as práticas discursivas de nomeação do género de pessoas transgénero e não-binárias em Portugal. Concluímos que ao invés de linhas divisórias entre o “modelo de transição” e o “modelo além do binário”, que oporiam a figura do transsexual em percurso migratório à vontade de transcender qualquer norma binária de género, as semânticas da identidade construídas ao longo do tempo tendem a ser híbridas. Demonstra-se assim que, ao longo da jornada, as gramáticas identitárias estão longe de pertencer ao léxico de um único regime discursivo. |
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