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Polimorfismo da redutase do Metilenotetrahidrofolato e sua relação com a variação genética da Fosfatase Ácida do Eritrócito como factores de risco para osteoporose

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Resumo:A osteoporose é uma doença multifactorial cuja interacção entre factores genéticos e ambientais leva à redução da densidade mineral óssea. A sua fisiopatologia encontra-se associada a uma desregulação dos mecanismos de remodelação óssea, quer por aumento de reabsorção óssea via osteoclastos, quer por diminuição da sua formação via osteoblastos. A metilenotetrahidrofolato redutase (MTHFR) é uma enzima chave do metabolismo da homocisteína, responsável pela remetilação da homocisteína a metionina. A variante T do polimorfismo C677T do MTHFR tem sido associada a um aumento dos níveis de homocisteína, estando estes valores associados à ocorrência de osteoporose bem como ao aumento da ocorrência de fracturas. A fosfatase ácida do eritrócito locus 1 (ACP1) é uma enzima citoplasmática implicada na regulação do metabolismo, crescimento, mobilidade e adesão celulares, através do controlo dos processos de fosforilação de receptores e proteínas de adesão. Foi demonstrada a importância desta enzima no metabolismo ósseo na medida em que modula a actividade da Src cinase durante a diferenciação dos osteoblastos. A subexpressão de ACP1 aumenta a actividade da Src cinase levando a uma diminuição da diferenciação osteoblástica e, consequentemente, a um desequilíbrio nos mecanismos de remodelação óssea. Existe também uma associação entre o polimorfismo C677T do MTHFR e a actividade da ACP1 na medida em que esta última activa a degradação de FAD, cofactor do MTHFR. Os esteróides sexuais têm um papel importante no desenvolvimento ósseo e são bons candidatos para estudar o desenvolvimento da osteoporose. A catecol-O-metiltransferase (COMT) tem um polimorfismo funcional G→A que resulta numa substituição de valina por metionina no codão 158. Esta substituição de aminoácidos leva a uma diferença de 60-75% na actividade enzimática entre as variantes existentes. Os objectivos deste trabalho foram caracterizar as frequências de três polimorfismos genéticos, MTHFR, ACP1 e COMT em DNA genómico obtido de sangue periférico num grupo de indivíduos com densidade mineral óssea diminuída e num grupo controlo; determinar a relevância dos polimorfismos analisados com o aparecimento da doença e relacionar os resultados obtidos com a obesidade e algumas co-morbilidades associadas. Como conclusões deste estudo destacam-se: uma tendência para o aumento de indivíduos com doença com genótipos AC e BC do polimorfismo da ACP1. O genótipo AC mostrou um maior risco relativo para o aparecimento da doença, com valores ajustados para a obesidade. No polimorfismo do MTHFR, verificou-se que para um IMC> 25 há uma diminuição no número de indivíduos com doença, para todos os genótipos, sugerindo que a obesidade é um factor protector em relação ao aparecimento da doença. Relativamente à COMT, apenas se registou uma tendência na análise do risco relativo para associação entre os genótipos da COMT e a susceptibilidade associada à osteoporose, ajustada para a obesidade, para o genótipo HL (heterozigótico).
Autores principais:Cabaça, Rafaela Coroa Dias Garcia,1980-
Assunto:Osteoporose Fosfatase ácida Densidade mineral ácida Teses de mestrado - 2014
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A osteoporose é uma doença multifactorial cuja interacção entre factores genéticos e ambientais leva à redução da densidade mineral óssea. A sua fisiopatologia encontra-se associada a uma desregulação dos mecanismos de remodelação óssea, quer por aumento de reabsorção óssea via osteoclastos, quer por diminuição da sua formação via osteoblastos. A metilenotetrahidrofolato redutase (MTHFR) é uma enzima chave do metabolismo da homocisteína, responsável pela remetilação da homocisteína a metionina. A variante T do polimorfismo C677T do MTHFR tem sido associada a um aumento dos níveis de homocisteína, estando estes valores associados à ocorrência de osteoporose bem como ao aumento da ocorrência de fracturas. A fosfatase ácida do eritrócito locus 1 (ACP1) é uma enzima citoplasmática implicada na regulação do metabolismo, crescimento, mobilidade e adesão celulares, através do controlo dos processos de fosforilação de receptores e proteínas de adesão. Foi demonstrada a importância desta enzima no metabolismo ósseo na medida em que modula a actividade da Src cinase durante a diferenciação dos osteoblastos. A subexpressão de ACP1 aumenta a actividade da Src cinase levando a uma diminuição da diferenciação osteoblástica e, consequentemente, a um desequilíbrio nos mecanismos de remodelação óssea. Existe também uma associação entre o polimorfismo C677T do MTHFR e a actividade da ACP1 na medida em que esta última activa a degradação de FAD, cofactor do MTHFR. Os esteróides sexuais têm um papel importante no desenvolvimento ósseo e são bons candidatos para estudar o desenvolvimento da osteoporose. A catecol-O-metiltransferase (COMT) tem um polimorfismo funcional G→A que resulta numa substituição de valina por metionina no codão 158. Esta substituição de aminoácidos leva a uma diferença de 60-75% na actividade enzimática entre as variantes existentes. Os objectivos deste trabalho foram caracterizar as frequências de três polimorfismos genéticos, MTHFR, ACP1 e COMT em DNA genómico obtido de sangue periférico num grupo de indivíduos com densidade mineral óssea diminuída e num grupo controlo; determinar a relevância dos polimorfismos analisados com o aparecimento da doença e relacionar os resultados obtidos com a obesidade e algumas co-morbilidades associadas. Como conclusões deste estudo destacam-se: uma tendência para o aumento de indivíduos com doença com genótipos AC e BC do polimorfismo da ACP1. O genótipo AC mostrou um maior risco relativo para o aparecimento da doença, com valores ajustados para a obesidade. No polimorfismo do MTHFR, verificou-se que para um IMC> 25 há uma diminuição no número de indivíduos com doença, para todos os genótipos, sugerindo que a obesidade é um factor protector em relação ao aparecimento da doença. Relativamente à COMT, apenas se registou uma tendência na análise do risco relativo para associação entre os genótipos da COMT e a susceptibilidade associada à osteoporose, ajustada para a obesidade, para o genótipo HL (heterozigótico).