Publicação
Physical exercise for treatment of Parkinson’s disease : a systematic review of clinical trials
| Resumo: | Introdução: A Doença de Parkinson (DP) é a segunda doença neurodegenerativa mais frequente e a sua etiologia permanece desconhecida na maioria dos casos. Diversos ensaios clínicos têm tentado avaliar o exercício no tratamento da DP, porém o tipo, frequência e intensidade ideais de exercício a prescrever ainda não foram estabelecidos. Objetivos: Avaliar a qualidade metodológica dos ensaios clínicos realizados em doentes com DP (e com a intervenção “exercício”), sugerindo recomendações não só para melhorar a qualidade dos futuros ensaios clínicos, mas também para definir o exercício mais adequado para doentes com DP. Métodos: Foram analisados todos os ensaios clínicos referentes a “DP e exercício”, entre 2000 e 2017, existentes na Rede Internacional de Registos de Ensaios Clínicos (ICTRP) da Organização Mundial de Saúde (OMS) e no portal ClinicalTrials.gov. Dois autores fizeram a seleção e extração de dados de forma independente. A qualidade metodológica avaliou-se através dos critérios da Cochrane. Resultados e discussão: Identificaram-se 179 ensaios clínicos com 43 tipos diferentes de exercício. Os tipos de exercício mais estudados foram: aeróbico, equilíbrio e força muscular. A frequência de exercício na maioria dos ensaios foi 2 a 3 vezes por semana e a duração média de cada sessão de exercício foi 55 minutos. Destes ensaios, 70% tinham um desenho paralelo e 11% eram estudos de braço único. Grande parte dos ensaios tinham um risco de viés pouco claro, além de não fornecerem dados suficientes sobre o processo de randomização e alocação, bem como acerca da ocultação do estudo. Conclusões: A qualidade metodológica dos ensaios clínicos no tratamento da DP não é satisfatória e requer um aprimoramento, para produzir resultados mais explanatórios e transparentes. É essencial desenvolver novas recomendações para otimizar os ensaios clínicos e determinar qual o tipo, frequência e intensidade ou duração de exercício mais apropriados para os doentes com DP. |
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| Autores principais: | Silva, Cláudia Sofia Mourato da |
| Assunto: | Doença de Parkinson Exercício Atividade física Ensaios clínicos Tratamento |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Introdução: A Doença de Parkinson (DP) é a segunda doença neurodegenerativa mais frequente e a sua etiologia permanece desconhecida na maioria dos casos. Diversos ensaios clínicos têm tentado avaliar o exercício no tratamento da DP, porém o tipo, frequência e intensidade ideais de exercício a prescrever ainda não foram estabelecidos. Objetivos: Avaliar a qualidade metodológica dos ensaios clínicos realizados em doentes com DP (e com a intervenção “exercício”), sugerindo recomendações não só para melhorar a qualidade dos futuros ensaios clínicos, mas também para definir o exercício mais adequado para doentes com DP. Métodos: Foram analisados todos os ensaios clínicos referentes a “DP e exercício”, entre 2000 e 2017, existentes na Rede Internacional de Registos de Ensaios Clínicos (ICTRP) da Organização Mundial de Saúde (OMS) e no portal ClinicalTrials.gov. Dois autores fizeram a seleção e extração de dados de forma independente. A qualidade metodológica avaliou-se através dos critérios da Cochrane. Resultados e discussão: Identificaram-se 179 ensaios clínicos com 43 tipos diferentes de exercício. Os tipos de exercício mais estudados foram: aeróbico, equilíbrio e força muscular. A frequência de exercício na maioria dos ensaios foi 2 a 3 vezes por semana e a duração média de cada sessão de exercício foi 55 minutos. Destes ensaios, 70% tinham um desenho paralelo e 11% eram estudos de braço único. Grande parte dos ensaios tinham um risco de viés pouco claro, além de não fornecerem dados suficientes sobre o processo de randomização e alocação, bem como acerca da ocultação do estudo. Conclusões: A qualidade metodológica dos ensaios clínicos no tratamento da DP não é satisfatória e requer um aprimoramento, para produzir resultados mais explanatórios e transparentes. É essencial desenvolver novas recomendações para otimizar os ensaios clínicos e determinar qual o tipo, frequência e intensidade ou duração de exercício mais apropriados para os doentes com DP. |
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