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Estratégias utilizadas por aprendentes de portugês língua estrangeira : estudantes universitários falantes de língua materna chinesa

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Resumo:A presente tese de doutoramento visa identificar o perfil global dos aprendentes chineses de português língua estrangeira no âmbito do comportamento estratégico, tema que se afigura pertinente, tendo em consideração a imprescindibilidade da autonomia dos aprendentes neste período de célere desenvolvimento do ensino desta língua na China. Após uma contextualização, a investigação começou por delinear a fundamentação teórica e a revisão dos estudos relacionados, refletindo sobre a definição da estratégia de aprendizagem, as suas propriedades, a taxonomia, os fatores influentes, as tendências e os instrumentos de investigação, as novas tecnologias no ensino-aprendizagem de língua estrangeira, bem como o estado da arte desta área científica. Recorrendo a um questionário adaptado e atualizado do Strategy Inventory for Language Learning, de R. L. Oxford, o estudo envolveu 863 estudantes universitários, provenientes de 17 instituições de ensino superior. A análise descritiva dos dados situou o uso global das estratégias pelos inquiridos no nível médio, e identificou a preferência relativamente às categorias das estratégias. Nesta fase, também se discutiram as estratégias mais e menos utilizadas pelos respondentes. A análise inferencial, por sua vez, permitiu confirmar a diferença estatisticamente significativa, em termos do uso das estratégias, em função do sexo e da instituição a que se encontram vinculados os inquiridos. Além disso, foi observada correlação positiva entre o comportamento estratégico e o investimento, a experiência prévia e o ano do curso. A perscrutação relativa ao padrão estratégico assinalou algumas diferenças qualitativas entre os respondentes mais proficientes e os dos níveis mais elementares. Os aprendentes de níveis mais avançados dispõem de um repertório estratégico mais alargado e diversificado, são mais ativos no controlo do nervosismo, gerência dos riscos e tolerância da ambiguidade, e recorrem às estratégias de uma forma mais flexível e sofisticada. Discutiram-se, também, algumas estratégias especiais da era digital. À luz destas conclusões, refletiu-se sobre a formação em LLS no âmbito do ensino de português na China. Propôs-se um modelo instrucional e assinalaram-se os elementos individuais e situacionais merecedores da atenção dos formadores, no sentido de flexibilizar o apoio nas LLS, observando o princípio de centragem no aprendente. O presente estudo termina com a síntese das principais conclusões retiradas, limitações e sugestões para futuras investigações.
Autores principais:Liu Gang
Assunto:Língua portuguesa - Estudo e ensino - Falantes do chinês Trabalho autónomo (Educação) Teses de doutoramento - 2017
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A presente tese de doutoramento visa identificar o perfil global dos aprendentes chineses de português língua estrangeira no âmbito do comportamento estratégico, tema que se afigura pertinente, tendo em consideração a imprescindibilidade da autonomia dos aprendentes neste período de célere desenvolvimento do ensino desta língua na China. Após uma contextualização, a investigação começou por delinear a fundamentação teórica e a revisão dos estudos relacionados, refletindo sobre a definição da estratégia de aprendizagem, as suas propriedades, a taxonomia, os fatores influentes, as tendências e os instrumentos de investigação, as novas tecnologias no ensino-aprendizagem de língua estrangeira, bem como o estado da arte desta área científica. Recorrendo a um questionário adaptado e atualizado do Strategy Inventory for Language Learning, de R. L. Oxford, o estudo envolveu 863 estudantes universitários, provenientes de 17 instituições de ensino superior. A análise descritiva dos dados situou o uso global das estratégias pelos inquiridos no nível médio, e identificou a preferência relativamente às categorias das estratégias. Nesta fase, também se discutiram as estratégias mais e menos utilizadas pelos respondentes. A análise inferencial, por sua vez, permitiu confirmar a diferença estatisticamente significativa, em termos do uso das estratégias, em função do sexo e da instituição a que se encontram vinculados os inquiridos. Além disso, foi observada correlação positiva entre o comportamento estratégico e o investimento, a experiência prévia e o ano do curso. A perscrutação relativa ao padrão estratégico assinalou algumas diferenças qualitativas entre os respondentes mais proficientes e os dos níveis mais elementares. Os aprendentes de níveis mais avançados dispõem de um repertório estratégico mais alargado e diversificado, são mais ativos no controlo do nervosismo, gerência dos riscos e tolerância da ambiguidade, e recorrem às estratégias de uma forma mais flexível e sofisticada. Discutiram-se, também, algumas estratégias especiais da era digital. À luz destas conclusões, refletiu-se sobre a formação em LLS no âmbito do ensino de português na China. Propôs-se um modelo instrucional e assinalaram-se os elementos individuais e situacionais merecedores da atenção dos formadores, no sentido de flexibilizar o apoio nas LLS, observando o princípio de centragem no aprendente. O presente estudo termina com a síntese das principais conclusões retiradas, limitações e sugestões para futuras investigações.