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A resolução de problemas no estudo da circunferência no 9º ano

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Resumo:O estudo apresentado neste relatório foi desenvolvido no âmbito da prática de ensino supervisionada e tem por base a minha intervenção letiva na unidade de “Propriedades de ângulos, cordas e arcos definidos numa circunferência”, com uma turma de 9.º ano e teve lugar na Escola Secundária Padre Alberto Neto, em Queluz, ao longo de 12 aulas, uma das quais de 100 minutos e as restantes de 50 minutos. Com este estudo viso compreender como os alunos do 9.º ano do ensino básico resolvem problemas envolvendo o estudo das propriedades de ângulos, cordas e arcos definidos numa circunferência. Para a concretização deste objetivo, procurei em particular analisar: (1) quais as estratégias usadas pelos alunos na resolução de problemas envolvendo as propriedades de ângulos, cordas e arcos definidos numa circunferência; (2) que conhecimentos matemáticos, em particular de geometria, os alunos mobilizam para a resolução desses problemas; e (3) quais as dificuldades manifestadas pelos alunos na resolução de problemas. A metodologia deste estudo segue uma abordagem qualitativa e interpretativa e teve como principais métodos de recolha de dados a observação participante das aulas lecionadas, com registo áudio e vídeo, e a recolha documental das produções escritas dos alunos da turma na resolução das tarefas. A análise dos dados evidencia que o uso de construções e de representações geométricas, o recurso a problemas semelhantes e também o recurso a exemplos para verificação de resultados correspondem às estratégias a que os alunos mais recorrem. Como principais dificuldades, destacam-se a visualização, as dificuldades em traçar um plano para a resolução dos problemas, as dificuldades na generalização de resultados dos problemas propostos, assim como a fraca capacidade em justificar os resultados obtidos. Há ainda a destacar que durante a resolução dos problemas os alunos mobilizaram diferentes conhecimentos geométricos prévios e também adquiridos durante a intervenção letiva, nomeadamente conhecimentos relacionados com ângulos e triângulos. Embora no início do estudo da unidade tenham revelado algumas dificuldades no uso de uma linguagem geométrica rigorosa, apresentaram uma apropriação gradual de conceitos geométricos, que foram mobilizando ao longo de toda a unidade.
Autores principais:Matias, Dulce Inês Ferreira
Assunto:Geometria - Estudo e ensino Raciocínio matemático Resolução de problemas Ensino básico (3º Ciclo) Relatórios da prática de ensino supervisionada - 2021
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O estudo apresentado neste relatório foi desenvolvido no âmbito da prática de ensino supervisionada e tem por base a minha intervenção letiva na unidade de “Propriedades de ângulos, cordas e arcos definidos numa circunferência”, com uma turma de 9.º ano e teve lugar na Escola Secundária Padre Alberto Neto, em Queluz, ao longo de 12 aulas, uma das quais de 100 minutos e as restantes de 50 minutos. Com este estudo viso compreender como os alunos do 9.º ano do ensino básico resolvem problemas envolvendo o estudo das propriedades de ângulos, cordas e arcos definidos numa circunferência. Para a concretização deste objetivo, procurei em particular analisar: (1) quais as estratégias usadas pelos alunos na resolução de problemas envolvendo as propriedades de ângulos, cordas e arcos definidos numa circunferência; (2) que conhecimentos matemáticos, em particular de geometria, os alunos mobilizam para a resolução desses problemas; e (3) quais as dificuldades manifestadas pelos alunos na resolução de problemas. A metodologia deste estudo segue uma abordagem qualitativa e interpretativa e teve como principais métodos de recolha de dados a observação participante das aulas lecionadas, com registo áudio e vídeo, e a recolha documental das produções escritas dos alunos da turma na resolução das tarefas. A análise dos dados evidencia que o uso de construções e de representações geométricas, o recurso a problemas semelhantes e também o recurso a exemplos para verificação de resultados correspondem às estratégias a que os alunos mais recorrem. Como principais dificuldades, destacam-se a visualização, as dificuldades em traçar um plano para a resolução dos problemas, as dificuldades na generalização de resultados dos problemas propostos, assim como a fraca capacidade em justificar os resultados obtidos. Há ainda a destacar que durante a resolução dos problemas os alunos mobilizaram diferentes conhecimentos geométricos prévios e também adquiridos durante a intervenção letiva, nomeadamente conhecimentos relacionados com ângulos e triângulos. Embora no início do estudo da unidade tenham revelado algumas dificuldades no uso de uma linguagem geométrica rigorosa, apresentaram uma apropriação gradual de conceitos geométricos, que foram mobilizando ao longo de toda a unidade.